Agnes - BEAUTIFUL MADNESS

Três dias pro aoty

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Off: Wake Up a mais fraca das que sairam

Nema acredito que finalmente chegou

A ponte é perfeita

@arianinha já estou na grade!!! Contando as horas pra começar o ano com látex e música de qualidade.

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chegando na grade

Seremos arrebatados pelo cântico dos anjos amores.
2026 começando com o aoty

aqui no aquecimento ouvindo o aoty sueco de 2021

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Vc viu a performance da SOTY?

Tô viciado

vi ontem na rua mas a internet tava tao ruim q vi em 480p

vou ver em melhor qualidade agora

Performance do ano
Queria tatuar cada frame dela no meu corpo

como ela ta linda meu deus o tamanho das coxas

e os vocais so melhoram mais ainda com o passar dos anos, muito artista porra

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ela so cantou essa?

queria ver uma live de balenciaga


Esperar pra daqui um ano ela cantar outras q kkk

mds kkkkkk espero que ela nao cancele aquele show que ela ta pra fazer por esses dias

Esse ela não vai não
Só o Mighty Hoopla que tem perigo. Pq ela já cancelou 2x kkk
Tem um show em Londres tbm nos próximos dias

Meu aoty foi enviado
Logo logo terei que pagar outro pro Lula pra conseguir o meu

ansioso demais por lovesongs

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Já se passaram 20 anos desde que Agnes Carlsson venceu o “Idol”. Ela foi uma estrela pop durante toda a sua vida adulta. Mas o início precoce da carreira teve um custo. Para o Kultursöndag, ela fala sobre o preço que pagou — e sobre o novo álbum, “Beautiful Madness”.

Por trás de pesadas portas de segurança, em um prédio amarelo do início do século XX em Söder Mälarstrand, Agnes Carlsson enche uma nova cafeteira. Seus cabelos loiros chegam até o umbigo (com um pequeno truque). Dentro do estúdio, as paredes são revestidas com madeira clara e macia; o sofá, de veludo ainda mais macio. Do lado de fora das janelas, a chuva de inverno paira sobre Estocolmo como uma tampa. É sexta-feira à tarde, mas está escuro como se fosse noite, e até o norte da Tailândia são milhares de quilômetros.

— Eu estava lá porque iria participar de um retiro sobre o orgasmo feminino — diz ela enquanto tira as botas e dobra as pernas sob o corpo no sofá.

— Tratava-se de intenções e energias, e isso foi muito importante exatamente naquele momento da minha vida, há mais de dez anos. Eu queria me tornar mais independente, viajar, conhecer novos lugares e olhar mais para dentro de mim. Mas ali e então percebi que viajar sozinha não é a minha praia. Quero compartilhar minhas experiências com outras pessoas.

A afirmação é interessante, vindo de uma artista que não faz um show há mais de uma década. Agora que Agnes lança seu sexto álbum, “Beautiful Madness”, ela também se prepara para sua primeira turnê em uma eternidade. Em uma indústria musical em que o dinheiro já está há muito tempo concentrado no segmento de shows ao vivo, uma estrela pop, na prática, não pode se dar ao luxo de ficar tanto tempo sem se apresentar. Por outro lado, Agnes Carlsson não precisa se preocupar tanto com esse tipo de coisa.

Em 2005, ela tinha 17 anos e venceu o “Idol”, da TV4. Quatro anos depois, em 2009, ficou em terceiro lugar na parada britânica. O hit disco “Release Me” tornou-se aquele tipo de sucesso gigantesco e imortal com o qual um artista pode sair em turnê por uma vida inteira. Existe toda uma indústria voltada para estrelas pop que querem apenas viver do retorno de uma única ideia realmente boa. Mas Agnes não é esse tipo de pessoa.

— Sou uma criatura criativa, e a música é uma forma fantástica de me expressar — diz ela.
— Mas levei um tempo para chegar à conclusão de que era isso que eu queria fazer e de que maneira. Encontrar as ferramentas certas. Aprender produção musical. Em resumo, assumir o controle do meu próprio processo e poder sentar no estúdio e fazer 100 músicas sem precisar pensar que teria de mostrá-las a alguém.

Bem no meio da pandemia, em 2021, ela lançou “Magic Still Exists”, um álbum que a crítica do DN, Matilda Källén, descreveu como “uma verdadeira poção de bruxa dos anos 70 e 80, pistas de dança encharcadas de luz disco e uma ou outra balada arrebatadora”. Nada estranho nisso. Exceto pelo fato de que o disco foi o primeiro álbum completo de Agnes em nove anos.

O arranque intenso no início da vida profissional acabou cobrando seu preço. Assim, logo depois de completar 26 anos, ela desistiu. Com a perspectiva do tempo, ela vê a longa pausa como necessária.

— Foi tão forte e tão claro que eu não podia continuar da maneira como estava — diz ela.
— Fiz exames de saúde e todos os parâmetros gritavam vermelho. Eu estava completamente esgotada, tanto mental quanto fisicamente. Hoje vejo com clareza que foi o meu corpo que me disse que eu estava vivendo de um modo insustentável. Quando penso nos primeiros anos da minha carreira, fica muito evidente que muitas das coisas que eu fazia tinham a ver com tentar me proteger. Eu vivi coisas na adolescência que teriam sido difíceis até para um adulto.

Como isso te moldou, ter se tornado uma estrela pop tão jovem?

— De um jeito estranho, sou grata por ter tido essa experiência maluca. Aprendi cedo como não quero trabalhar, e isso me deu integridade. Uma compreensão de que nada vale a pena se a gente não está com os pés no chão e não sabe o que realmente quer. Mas, quando eu era mais nova, sentia que perdi muita coisa. Como saí de casa aos 16 anos, nunca pude fazer parte daquela amizade cotidiana que meus amigos tinham.

Como foi quando seus amigos se formaram no ensino médio?

— Eu queria muito me formar. Tentei estudar um pouco à distância. Se eu tivesse recebido uma ajuda melhor para me organizar, acho que teria conseguido. Mas foi uma escolha que eu fiz: apostar na música. E hoje sou grata por isso.

Quando nos encontramos em seu estúdio em Södermalm, faz exatamente 20 anos desde que ela venceu o “Idol”. Seu primeiro álbum foi gravado em uma semana e lançado imediatamente, em dezembro de 2005. A indústria musical que uma Agnes Carlsson de 17 anos encontrou naquela época era, em muitos aspectos, completamente diferente da de hoje.

A crise nas vendas de discos talvez já tivesse sido aceita. Mas não havia, no horizonte, uma solução clara de como os artistas iriam ganhar dinheiro. A Apple havia começado a vender arquivos mp3 na iTunes Store em 2003. Quase ninguém usava. Afinal, a música estava disponível de graça no Soulseek, Limewire ou The Pirate Bay.

Uma transformação profunda era necessária, mas a indústria resistia. A passagem para uma nova era não foi difícil apenas do ponto de vista econômico. Muitos valores antigos e ultrapassados também permaneciam, tanto nas gravadoras quanto no ecossistema ao seu redor.

— A visão sobre as mulheres na indústria e na sociedade em geral era distorcida — diz Agnes.
— Lembro que tive de lutar para não aparecer na capa da Slitz, que tinha como foco principal fotografar garotas seminuas. As artistas mulheres tinham de ser jovens, mas também um pouco perigosas, um pouco sexy. Eu e uma colega decidimos conscientemente vigiar as sessões de fotos que eu fazia, para que as imagens não descambassem para algo insano.

Algumas das estrelas pop que lideravam as paradas em meados dos anos 2000 ainda são forças a serem consideradas. Beyoncé é uma delas. Lily Allen, outra. Mas, fora isso, nomes como Britney Spears, Kelly Clarkson e Shakira dominavam as rádios comerciais. Muitos dos maiores artistas da atualidade sequer haviam estreado. Lady Gaga, talvez a mais influente culturalmente entre eles, ainda nem tinha tido seu primeiro hit.

— Nossos caminhos correram um pouco em paralelo por um tempo — diz Agnes.
— Quando “Release Me” estourou, em 2009, ela tinha acabado de despontar. Além disso, trabalhávamos muito com as mesmas pessoas. Era como se nossos mundos estivessem conectados.

O primeiro álbum de Lady Gaga saiu em 2008. Como é, para você, pensar que estourou em um mundo pop no qual ela ainda nem existia?

— De certa forma, parece loucura. Mas, de outra, nem um pouco. O mundo mudou muito. O universo da música é muito mais recompensador hoje. O clima é muito mais permissivo. Hoje, pessoas com uma expressão pessoal forte também conseguem alcançar um público amplo. Basta olhar para Rosalía, Charli XCX, Doechii, Robyn… Existe uma fome por expressões pessoais e artísticas.

Quais das artistas mulheres que estouraram depois de você tiveram maior importância para você?

— Solange foi incrivelmente importante. O álbum “When I Get Home” ampliou meus horizontes sobre o que a composição e o fazer artístico podem ser. Eu conseguia ouvir como ela fechou a porta e se encasulou no próprio mundo. Não se tratava apenas da música, mas de história, arquitetura, da jornada pessoal dela e de como tudo isso era apresentado visualmente. Esse disco acabou se tornando como combustível para o meu próprio processo criativo.

O primeiro passo nesse caminho foi, portanto, aquele retiro na Tailândia. Mesmo que ele em si talvez não tenha sido um grande sucesso, Agnes descreve os anos em que se isolou completamente da carreira artística como absolutamente formativos. Ela viajou, formou-se como massagista de tigelas sonoras e se perguntou como poderia se aproximar da criação de uma maneira mais genuína. A reavaliação que fez de sua carreira musical nesse período foi tão profunda que hoje ela vê “Magic Still Exists”, de 2021, como seu verdadeiro álbum de estreia.

Além de aprender a lidar com as ferramentas do estúdio, ela reuniu um novo grupo de criadores e músicos para uma colaboração mais próxima. Um deles é o marido, Vincent Pontare, produtor e compositor que trabalhou, entre outros, com Avicii, Madonna e, justamente, Lady Gaga. Eles estão juntos há 14 anos e têm uma filha de três anos.

— Acho que uma das explicações para termos conseguido ficar juntos por tanto tempo é que compartilhamos essa coisa da criação — diz Agnes.
— Nem ele nem eu somos a mesma pessoa que éramos quando nos conhecemos. Mas temos alguns pontos centrais que nos unem, e a criação é um deles. É bonito compartilhar algo com um parceiro que não seja uma casa ou um filho, mas sim uma espécie de mundo de sonhos em comum. Claro que às vezes também ficamos cansados um do outro quando trabalhamos juntos. É preciso se esforçar um pouco para que pequenas coisas e irritações da vida privada não acabem entrando no estúdio.

Para “Beautiful Madness”, Agnes manteve grande parte da equipe criativa de estúdio do álbum anterior. Além do marido, permanecem Salem Al Fakir, Kerstin Ljungström e Hanna Wilson. Magnus Lidehäll e Frans Bryngel juntaram-se ao grupo. O ponto de partida foi fazer um disco mais contido e nu, em comparação com o predecessor maximalista. Uma fonte importante de inspiração foi o artista visual americano Mark Rothko, cujas pinturas Agnes viu na Fondation Louis Vuitton, em Paris.

— De certa forma, ele é o protótipo de quanto se pode fazer com meios simples — diz ela.
— Um quadro pode ter três cores. Ainda assim, é tão poderoso. Eu quis tentar preservar essa mesma crueza na música. Tirar tudo o que não é necessário. Ter a força da arte dele em mente nos ajudou a nos empurrar na direção de simplificar a produção.

O resultado é um disco pop que não se afasta das influências disco carregadas de cordas do álbum anterior, mas, na verdade, as leva adiante, em direção ao house e ao techno. Os ritmos têm bordas mais duras. A voz de Agnes, em alguns momentos, é distorcida, com efeitos bizarros.

O lado um pouco torto e estranho também aparece na ambientação visual. Para isso, Agnes trabalhou com a diretora criativa Lisa Borg, a stylist Hanna Kisch e a coreógrafa Linnéa Martinsson, também conhecida como a artista Lune. No vídeo do single “Balenciaga Covered Eyes”, Agnes aparece drapeada sobre uma escultura azul Klein, aerodinâmica, que a representa.

— No fim, tudo se resume a ter que confiar em si mesmo — diz ela sobre a escultura que ela e Lisa Borg criaram, e que foi produzida pelo estúdio de design Arclight.
— Ela se tornou um símbolo tão bonito do que eu vejo como “Beautiful Madness”. Que você pode ser muitas coisas ao mesmo tempo como pessoa. Pode ser fraca, mas ao mesmo tempo se apoiar em si mesma. Com as roupas e o styling, brincamos bastante com látex. É bonito e transparente, mas também meio repugnante. Antes, eu trabalhava com expressões visuais mais distantes, como silhuetas fortes. Agora, senti que era importante encontrar algo que parecesse mais próximo.

Tudo parece incrivelmente luxuoso. O que você teve que pagar por isso?

— Foi muito caro, claro — diz Agnes, rindo.
— Mas eu amo detalhes. Seja uma escultura, uma peça de roupa ou música, quero que as pessoas possam chegar perto e sentir o trabalho artesanal. E isso não é de graça. Mas é assim que eu quero trabalhar. Prefiro fazer menos coisas, mas fazê-las com profundidade, dando o tempo e o espaço necessários. E isso significa que eu preciso dizer não a muitas coisas.

É assim que se pode fazer, quando se é uma artista que, há muito tempo, em uma economia musical parcialmente diferente, teve uma ideia realmente boa. Não é segredo que o sucesso internacional de Agnes Carlsson, há mais de 15 anos, lhe deu uma margem de manobra que a maioria de seus colegas de indústria não possui.

Poucos artistas podem tirar quatro anos de folga para viajar pelo mundo e participar de retiros. Poucos artistas podem, depois, ao quererem voltar, levar bastante tempo para criar novas músicas e ainda esperar alguns anos para sair em turnê. Mas agora isso também vai acontecer. No dia 24 de janeiro, Agnes fará seu primeiro show em mais de uma década, no Berns, em Estocolmo.

— Eu realmente me esforcei ao máximo quando era jovem — diz ela.
— Desde então, tenho uma reserva que me deixa muito sortuda hoje. Mas também estou muito mais inspirada agora do que estava há 20 anos. Não estou satisfeita ou cansada. Sinto que tudo está apenas começando.

3 perguntas para Lisa Borg
Diretora criativa que, junto com Agnes, desenvolveu o conceito visual de “Beautiful Madness”.

O que vocês queriam expressar em “Beautiful Madness”?
— Queríamos transmitir a dinâmica de emoções e contrastes; desde total autoconfiança até uma vulnerabilidade totalmente desarmante. Sonhar grande, não se desculpar, o ciclo de matar o ego, que por sua vez alimenta um novo ego. A ideia de que a identidade não é um estado fixo. Você pode ser muitas coisas ao mesmo tempo. Pode ser espiritual e sensível, ao mesmo tempo em que é pragmática e brutal, psicodélica e concreta.

Como funciona a colaboração de vocês?
— É telepática. Às vezes, basta um som que nem deveria ser considerado linguagem, e às vezes um olhar que apenas sugere que estamos pensando a mesma coisa ao mesmo tempo. A criatividade incrível dela e sua energia são como combustível para mim. Além disso, somos uma equipe fantástica, onde todos contribuem com sua criatividade habilidosa, como Lune, que é coreógrafa, e Hanna Kisch, que é stylist.

De onde vem a inspiração?
— Pergunta nota 10! Nunca consegui formular de onde vem a inspiração. É algo constante e o oposto de um fluxo sistemático. Ela pode surgir em qualquer hora, lugar e de maneiras inesperadas. Isso é o que torna a inspiração tão bonita! Mas, para resumir, a resposta curta é: arte. Por outro lado, o que é arte?

ta explicado o pq o clipe de Ego foi pobre