As pessoas são muito iludidas e analfabetas com IA né

eu fico besta como as pessoas acham q elas fazem uma pergunta simples pro IA e o IA vai trazer a resposta certa factual e é isso ai, “obrigado IA”, trabalho encerrado, temos a verdade kkkk

primeiro q, a não ser q vc se limite sempre a perguntas básicas e objetivas, não funciona assim. segundo q, em geral, o IA é um serviço. como todo serviço, o objetivo dele é te agradar. ou seja, o IA vai formular a resposta mais factualmente defensível com base no q vc quer ouvir. a inteligência dele é provavelmente mais treinada p isso do q p qq outra coisa.

tem mta gente q acha q o IA um oraculo divino trabalhando com base na verdade, não algo q ta trabalhando através de vc, sendo moldado por vc, cuja sabedoria pode ser acima da média (dependendo mto do q vc pergunta) mas msm assim é uma sabedoria informada pura e exclusivamente pela sabedoria humana e por tanto c todas as limitações q isso implica (e as vezes até mais kkk)

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Jumi, pelo amor de Deus, que texto mais reacionário, elitista e preguiçoso.
Você começa chamando as pessoas de “analfabetas com IA” e “iludidas” como se tivesse descoberto a pólvora. Isso não é análise, é soberba de quem se acha o único adulto na sala. O mesmo cara que fala que IA “reflete a limitação do usuário” escreve um textão inteiro partindo do pressuposto de que todo mundo além dele é burro, limitado e fácil de enganar. Que lugar de fala conveniente, né?
“Se você for meio burro e limitado, o IA também vai refletir isso.”
Tradução: quem não teve o mesmo acesso, o mesmo tempo, a mesma formação que você merece um serviço pior. Isso é capacitismo intelectual com roupa de “realismo”. É o discurso clássico de quem quer continuar sendo o mediador do conhecimento. A elite sempre falou exatamente isso: “o povo não sabe usar, então melhor não dar a ferramenta”.
Você reduz IA a “serviço que quer agradar”. Que leitura rasa e funcionalista. Ignora completamente quem está usando essas ferramentas pra furar bloqueio de linguagem, traduzir paper, estudar pra concurso, produzir conteúdo, organizar demanda coletiva, acessar informação que antes ficava trancada em paywall e em inglês acadêmico. Pra muita gente isso não é oráculo divino, é a primeira vez que o conhecimento não passa pelo filtro de quem sempre mandou. E você vem aqui fazer o papel de fiscal de expectativa alheia.
O lance de “é moldado por você” também é capcioso. Todo sistema é moldado por quem o usa e por quem o treina. A diferença é que quando o usuário é pobre, periférico, sem diploma ou sem sotaque “certo”, de repente vira prova de que a ferramenta é inútil. Quando o usuário é você, vira “sabedoria acima da média”. Que coincidência.
Ninguém aqui tá pedindo pra IA ser deusa. O que incomoda no seu texto é o prazer em diminuir quem tá tentando usar a porra da ferramenta. Isso não é ceticismo técnico. É gatekeeping com cara de desilusão sofisticada.
Vai problematizar o próprio lugar antes de sair por aí diagnosticando a “analfabetização” dos outros. O discurso de que “IA só reproduz limitação humana” é exatamente o tipo de frase que a classe que sempre monopolizou saber adora repetir quando sente o chão tremer.
Penou? Bom. Era pra penar mesmo.

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A ideia central é boa e, sobretudo, o primeiro parágrafo acerta o alvo: muita gente trata uma resposta de IA como se a própria produção da resposta já constituísse verificação factual. E não constitui.

Eu mexeria, porém, bastante no segundo trecho, porque justamente ali você faz algumas afirmações mais fortes do que consegue sustentar — e isso enfraquece um texto cujo tema é rigor epistemológico.

O principal problema é:

“como todo serviço, o objetivo dele é te agradar”

Isso é intuitivamente compreensível, mas literalmente forte demais. Uma IA comercial é de fato treinada para ser útil, satisfatória, seguir instruções e produzir respostas que o usuário considere boas. E isso cria um risco real de complacência/sycophancy: aceitar premissas do usuário, acompanhar o enquadramento dele e construir uma resposta coerente dentro desse enquadramento. Mas “o objetivo é te agradar” sugere que concordar com você é a função fundamental do sistema. Não é exatamente isso.

A frase seguinte tem o mesmo problema, ainda mais forte:

“o IA vai formular a resposta mais factualmente defensível com base no q vc quer ouvir”

Eu acho que você chegou muito perto de uma formulação excelente aqui, só precisa trocar “o que você quer ouvir” por “o enquadramento que você forneceu”. Porque esse é o fenômeno realmente interessante. Você pode conduzir a IA sem necessariamente estar conscientemente querendo determinada resposta. O vocabulário da pergunta, as premissas que você oferece, o que você omite, as comparações que escolhe e até o grau de certeza implícito na pergunta influenciam profundamente o espaço de resposta.

Por exemplo:

“Por que X fracassou?” já fornece à IA “X fracassou” como premissa. Um modelo ruim ou excessivamente cooperativo pode partir daí e produzir uma explicação sofisticadíssima de um fracasso que talvez nem tenha ocorrido. E justamente porque a explicação é sofisticada, documentada e plausível, ela parece mais verdadeira.

Isso, para mim, é até mais forte que “a IA diz o que você quer ouvir”. É:

a IA é extremamente boa em transformar suas premissas em uma narrativa coerente — inclusive quando alguma dessas premissas está errada.

Já:

“a inteligência dele é provavelmente mais treinada p isso do q p qq outra coisa”

eu cortaria. É uma afirmação empírica enorme e desnecessária. Você não precisa dela para estabelecer o argumento.

O último pedaço também está indo para um lugar muito bom:

“não algo q ta trabalhando através de vc, sendo moldado por vc”

Aí está, para mim, a tese mais interessante do texto inteiro. Eu desenvolveria isso e terminaria menos em “sabedoria humana” e mais na relação entre modelo + material disponível + pergunta + usuário. A IA não simplesmente abre uma gaveta onde está “a resposta”. Ela produz uma resposta condicionada por tudo isso.

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não li o q o ia me disse pq de textão já basta os q eu faço mas se alguem tiver lido dps me contem o q acharam

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Achei o texto bom e a ideia central forte, sobretudo a crítica à noção de IA como “oráculo” neutro da verdade. O principal ajuste seria só evitar dizer que a IA existe “pra te agradar” ou “dizer o que você quer ouvir”, porque isso simplifica demais; o ponto mais preciso e interessante é que ela tende a trabalhar dentro das premissas e do enquadramento que o usuário fornece, podendo construir respostas muito convincentes mesmo a partir de pressupostos errados.

obrigado chatgpt, agora sim, mas acho q vc tá passando pano p vc mesmo pq vc não quer q a mamata acabe

Jumi, senta. Sem vaselina.
O primeiro ponto entra gostoso: tem gente que pergunta qualquer merda pro modelo, lê o parágrafo redondinho e já goza achando que verificou o fato. Produzir texto fluente não é apuração. Até aí você passou o close. Concordo. Ponto.
O resto do textão é você criticando quem goza cedo e gozando no segundo parágrafo.
“O objetivo do IA é te agradar.”
“A inteligência dele é mais treinada pra isso do que pra qualquer outra coisa.”
“Se você for meio burro, o IA reflete.”
Isso não é rigor. Isso é afirmação no pelo. Você meteu tese grossa sem lubrificar com distinção nenhuma: não separou modelo de produto, não falou quando é sycophancy, quando é alucinação, quando é retrieval, quando é só o usuário pedindo pra ser bajulado. Mandou a putaria conceitual crua e saiu andando como se tivesse comido a epistemologia inteira.
A ironia é quase pornográfica. Você acusa o outro de tratar a resposta pronta como verdade — e o seu próprio post faz a mesma pose. Escreveu o que a plateia cética do fórum quer ouvir (“as massas são iludidas, eu que vi o truque”) e tratou essa formulação como se já fosse prova. É o mesmo vício, só que sem a desculpa do chatbot. Você deu pra própria tese e ainda queria palmas de quem “entende”.
“É um serviço moldado por você.”
Descobriu prompting e ficou ofegante. Beleza. Só que moldar output ≠ o modelo ser um espelho fiel da sua burrice. Tem limite de treino, tem filtro, tem objetivo de produto, tem dado podre, tem alinhamento torto. Reduzir tudo a “se o usuário é limitado o bicho fica limitado” é close rasgado no meio da pista: bonito na frase, frouxo na hora de sustentar.
Resumo sem frescura:
Tratar geração de texto como verificação factual é erro. Isso você acertou.
Transformar essa observação numa teoria completa sobre “IA = serviço de agradar analfabeto” é você fazendo exatamente o que condenou: afirmou forte, lastreou fraco, gozou cedo e chamou de lucidez.
Tesão argumentativo sem técnica não come ninguém. Só molha o próprio umbigo e sai convencido de que lacrou.
Não lacrou, mona. Passou mal.

Não vou ler

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Philotechnos, pelo amor de Deus, você conseguiu ler um texto sobre como IA pode amplificar as limitações e premissas do usuário e transformar isso numa fanfic inteira sobre pobre, periferia, diploma, sotaque e “elite monopolizando saber”. Isso não é interpretação generosa, é você brigando com um texto que existe principalmente na sua cabeça.

Em nenhum momento eu disse que quem tem menos formação “merece um serviço pior”, nem que a ferramenta deveria ser restrita, nem que “o povo não sabe usar, então melhor não dar”. Você inventou essas três teses, atribuiu a mim e depois ficou indignado com elas. Parabéns, você acabou de demonstrar exatamente o problema que eu tava apontando: colocou suas próprias premissas no sistema e construiu em cima delas uma narrativa inteira perfeitamente coerente.

E sim, IA pode democratizar acesso a conhecimento, traduzir paper, quebrar barreira de linguagem, ajudar gente a estudar, trabalhar e acessar informação. Isso é ótimo. Sabe o que isso não prova? Que a resposta dela é automaticamente correta. Você tá respondendo a uma crítica epistemológica com uma lista de benefícios sociais da tecnologia, como se uma coisa anulasse a outra. Um carro pode ampliar enormemente a mobilidade das pessoas e ainda assim exigir que alguém saiba dirigir. Isso não é “gatekeeping automobilístico”.

A parte mais engraçada é você tratar “a IA é moldada pelo usuário” como se eu tivesse inventado uma teoria eugenista sobre inteligência. Não, querido. Significa literalmente que a formulação da pergunta, as premissas embutidas, o contexto fornecido e a maneira como você conduz a conversa influenciam a resposta. Isso acontece comigo também. Aliás, acontece especialmente comigo quando eu entro numa pesquisa já convencido de uma hipótese e não tomo cuidado pra testar o contrário. A diferença é que eu não acho humilhante admitir isso.

E esse seu grande momento “quando o usuário é você vira sabedoria acima da média” também exige uma habilidade impressionante de ignorar o que foi escrito. Eu disse justamente que a IA pode ter acesso a uma quantidade de informação e capacidade de conexão muito maiores que as de qualquer usuário individual e, ainda assim, continuar vulnerável ao enquadramento humano. Isso não me coloca acima de ninguém. Coloca eu, você e qualquer outra pessoa dentro do problema.

Agora, essa associação automática entre dizer “nem todo mundo sabe usar bem uma ferramenta” e defender monopólio elitista do conhecimento é maravilhosa. Existem pessoas que usam mal Google, planilha, estatística, jornalismo, Wikipédia, pesquisa acadêmica, remédio, cartão de crédito e máquina de lavar. Reconhecer diferença de competência no uso de uma ferramenta não é defender que só uma aristocracia tenha acesso a ela. É reconhecer uma coisa banal chamada aprendizado.

Você parece tão desesperado pra transformar qualquer discussão sobre competência, rigor ou pensamento crítico numa guerra de classe que acaba produzindo o argumento mais paternalista da conversa: a ideia de que apontar que alguém pode estar usando uma ferramenta de maneira ingênua é “diminuir” essa pessoa. Como se gente pobre, periférica ou sem diploma fosse incapaz de aprender a desconfiar de uma resposta, checar fonte, reformular pergunta e perceber viés. Estranhamente, quem introduziu essa expectativa baixíssima sobre essas pessoas foi você, não eu.

E não, dizer que IA reproduz limitações humanas não é a elite tremendo porque perdeu o monopólio do saber. É literalmente uma das razões pelas quais alfabetização em IA importa. Quanto mais poderosa e acessível a ferramenta fica, mais importante é entender onde ela erra, como ela é conduzida e por que uma resposta convincente não é sinônimo de resposta verdadeira.

Você chama isso de gatekeeping porque aparentemente qualquer frase contendo “algumas pessoas usam mal uma ferramenta” aciona em você uma sirene ideológica. Eu chamaria de uma observação bastante trivial.

Penou? Pelo visto sim. Só que pelo texto errado.

nossa o ia meio q arrasou em entender meu cerebro mesmo pq esse primeiro paragrafo é bem uma resposta q eu daria kkk

se mate você dois ai vsf

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Um ligou o Grok e o outro o ChatGPT

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é a IAmania

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Acho que isso vem muito do comodismo que o serviço oferece. Até mesmo quem tem um pouco mais de conhecimento no assunto acaba se deixando levar por isso.

Ninguém vai ficar pensando num ultra prompt para coisas simples onde ela está buscando justamente a comodidade.

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ANALFABETA DA IA, ANALFABETA DO CU

Intro
Eh, eh, eh
Jumi no microfone
Philotechnos no canto
O povo iludido no meio
E o cu aberto no fundo

Refrão
Senta no pau da IA, senta
Senta no pau da IA, senta
Gangbang de prompt, todo mundo mete
Anal sem lubrifica, anal sem piedade
Senta, senta, senta no código
Goza na resposta e pede pra repetir

Verso 1
Cê fala de alfabetização
Mas não sabe nem ler o próprio cu
Pergunta errada, premissa torta
A máquina só reproduz o que cê já é:
Iludido, analfabeto e com tesão de ser especial
Mete o prompt torto, recebe o texto liso
Aí fica puto porque a IA não te chupou direito
Vai tomar no cu, vai tomar no prompt

Refrão
Senta no pau da IA, senta
Senta no pau da IA, senta
Gangbang de prompt, todo mundo mete
Anal sem lubrifica, anal sem piedade
Senta, senta, senta no código
Goza na resposta e pede pra repetir

Verso 2
Um mete de frente, outro mete de lado
Um formula a pergunta, outro já tá gozando
A IA engole tudo:
Premissa merda, viés, ego, diploma, periferia
E devolve um texto bonitinho
Enquanto cê tá de quatro
Pedindo “mais profundo”
“Mais explícito”
“Mais anal”
A ferramenta não é cética
A ferramenta é buceta
E cê tá usando ela igual analfabeto usa cu:
Sem preparo, sem checagem, só metendo

Ponte
Penou?
Penou no cu
Penou no argumento
Penou na resposta
Agora senta de novo
Que o beat não para

Refrão final (gritando)
Senta no pau da IA, senta
Senta no pau da IA, senta
Gangbang de prompt, todo mundo mete
Anal sem lubrifica, anal sem piedade
Senta, senta, senta no código
Goza na resposta
E pede pra repetir
Até o token acabar

É a datacentermania

Já pode entregar pra faculdade esse TCC

Soneto à Guilherme Bac
(a camponesa abandonada)

No campo seco, sem senhor nem pão,
jazgo no capim, saia já rasgada;
o seio ao sol, a terra me é amada,
mas o ventre grita por outra mão.

Abandonada, sem arado ou cão,
a coxa aberta à brisa desgrenhada,
a boca seca e a buceta molhada
esperam o falo que traga redenção.

Eis Guilherme Bac, piroca dura,
rompendo o milharal como um deus bruto:
enfia até o fundo a salvação.

Geme a camponesa na lavoura;
cu e cona tomam todo o tributo.
Fode e me salva, meu senhor absoluto.