Atriz de Terra e Paixão comenta cena de violência doméstica: "Recado para essas mulheres"

No ar em Terra e Paixão como a recepcionista Nina, Kizi Vaz aponta a cena em que presencia mais uma agressão de Lucinda (Débora Falabella), e acompanha a dona da pousada à delegacia, como uma das mais difíceis e delicadas que fez.

“Foi bem forte vivenciar essa sequência. Mas, ao mesmo tempo, é um recado para essas mulheres que estão em casa, pra que elas possam pedir ajuda e saírem desse lugar abusivo. Ninguém, nenhuma mulher, merece passar por isso”, diz em entrevista exclusiva ao NaTelinha.

“Infelizmente, eu acredito que a maioria das mulheres já passaram por uma violência doméstica ou ouviram alguma mulher falar que vivenciou um abuso. É super importante conscientizar sobre essa questão pra prevenir e combater a violência de gênero”, acrescenta.

A atriz ressalta, também, a importância do apoio da família e dos amigos nessas horas. “Pode ser crucial pra ajudar uma vítima de violência doméstica a sair dessa situação abusiva. Ter esse apoio faz com que a vítima se sinta segura e comece a pensar em uma reconstrução da vida”, opina.

Antes de ir para a pousada, a Nina trabalhava na cooperativa de Nova Primavera. Foi assim que ela conheceu Jonatas, pequeno produtor rural interpretado por Paulo Lessa, com quem acabou tendo um rápido relacionamento.

Embora eles tenha tentado por duas vezes ficar juntos, Kizi lamenta que esse romance não tenha dado certo. Parte por culpa da paixão que o rapaz sente pela protagonista, Aline (Barbara Reis), e elogia a forma amigável com a qual eles terminaram. “Eles construíram, ali, uma amizade”, observa.

“Eu achei muito bonita a cena do segundo término, em que a Nina abre o coração, fala que também é apaixonada por outra pessoa e quer ele pra vida, como amigo. É raro as relações terminarem assim. E é tão bom quando existe esse término com amizade. Que a amizade ainda se mantém firme”, avalia.

A atriz não sabe dizer se quando afirmou gostar de outro alguém se referia a Mara (Renata Gaspar). Até então, só o que ficou claro para o público de casa é que existe, ou existiu, algum tipo de relação entre elas duas, diante do climão que se formou quando elas se esbarraram, e a Nina estava acompanhada do Jonatas.

“A relação da Nina com a Mara ainda é um mistério, nem eu sei ainda direito, mas a novela é uma obra aberta e tem muita história ainda pela frente. Então, vamos esperar o que pode vir a acontecer”, faz suspense.

Cria do Grupo de teatro Nós do Morro, no Vidigal, Kizi Vaz conclui a nossa conversa falando da importância do projeto em sua vida profissional e de se levar cultura para quem não tem acesso.

“Nós do Morro é a minha base artística! Eu sou muito grata pela oportunidade que eles me deram. Eu bato no peito e falo: 'sou Nós do Morro pra sempre, porque quem já foi do Nós do Morro nunca deixa de ser”, fala com orgulho.

“Eu pontuo muito a importância desses projetos dentro das comunidades, porque faz toda a diferença. Dá acesso a quem não tem… Levar a cultura para as pessoas que não tem acesso é muito importante. Eu era uma pessoa que não tinha esse acesso e o Nós do Morro me deu essa oportunidade”, pontua.

“Foi um divisor de águas na minha vida e eu só tenho o que agradecer ao Hugo de Fraga, que é o presidente, a Fátima Domingues, que é minha professora querida, e aos integrantes do Nós do Morro que sempre me fortaleceram e me ensinaram muito”, finaliza.