Bolsonaro articula ‘cinturão evangélico’ e quer dobrar bancada religiosa no Senado em 2022

Presidente se reuniu com pastores Silas Malafaia e Abner Ferreira para discutir estratégia de fidelização de votos de fiéis. No Rio, vácuo de lideranças é impasse

Bolsonaro e Silas Malafaia: presidente quer ampliar presença evangélica no Senado Foto: Antonio Scorza

O presidente Jair Bolsonaro convocou líderes evangélicos a um esforço para aumentar a bancada religiosa aliada no Senado nas eleições de 2022. Em recente encontro em Brasília, o presidente fez um apelo para que formem um cinturão evangélico na Casa. Hoje, a frente de senadores evangélicos alinhados com o bolsonarismo ocupa 14 das 81 cadeiras, e parte dos parlamentares tentará a reeleição. O objetivo é até dobrar a presença.

Uma estratégia de fidelização do voto evangélico foi discutida no mês passado em encontro promovido por Bolsonaro com líderes como o pastor Silas Malafaia, da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e o pastor Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Ministério Madureira. De acordo com o deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), um dos líderes da bancada evangélica na Câmara, o número de vagas é um complicador. No pleito de 2022, a renovação será de apenas um terço das cadeiras.

— Uma vaga só historicamente é mais difícil. Nas eleições anteriores, com duas vagas, conseguimos eleger o Arolde de Oliveira (senador que morreu em outubro passado vítima de Covid-19). Embora ainda seja cedo, estamos avaliando nomes que tenham identificação com a bancada. Acredito que no segundo semestre a gente chegue a uma definição.

Com a morte de Arolde, o Rio rompeu uma tradição de manter pelo menos um parlamentar evangélico na bancada fluminense de senadores. Antes dele, que era membro da Igreja Batista, ocuparam cadeiras na Casa Marcelo Crivella e Eduardo Lopes, ambos do Republicanos e membros da Igreja Universal do Reino de Deus.

Sóstenes aponta como um dos nomes que contam com a simpatia das lideranças evangélicos no estado o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB). Também evangélico, Reis negocia para candidato ao Senado na chapa à reeleição do governador em exercício Cláudio Castro (PSC). O prefeito já se prepara para se desincompatibilizar do cargo em abril do ano que vem.

Também pré-candidato ao Senado, o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) afirma ter o apoio da Universal e do Republicanos à sua candidatura. Bolsonarista e aliado do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella, Otoni também tem mantido conversas com outras denominações evangélicas.

— A comunidade cristã evangélica no Estado do Rio tem votos para eleger um senador. E essa mesma comunidade sente falta de um representante, já que nós não temos mais nomes como Crivella e Arolde de Oliveira. Nossas conversas com lideranças evangélicas estão avançando — afirma Otoni, que fala até em percorrer o país no ano que vem pedindo votos para candidatos cristãos apoiados por Bolsonaro.

Questões judiciais

Além de Crivella e Eduardo Lopes, alvos de investigação envolvendo um suposto “QG da Propina” na Prefeitura do Rio, o vácuo de lideranças é ampliado por problemas judiciais de outros dois nomes do segmento: Pastor Everaldo, presidente do PSC, preso desde o ano passado por suposta participação em desvios na Saúde no governo Wilson Witzel; e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, também evangélico, que cumpre prisão domiciliar na Lava-Jato. Na busca dos partidos por políticos e lideranças cristãs interessados em preencher a lacuna, Jimmy Pereira, do PROS, e Bispo Francisco, da Igreja Sara Nossa Terra, são outros nomes citados.

Também há movimentação de evangélicos de outros estados. No Espírito Santo, o deputado federal Amaro Neto (Republicanos) tem o apoio da Igreja Universal, assim como João Campos (Republicanos), em Goiás. Em Sergipe, Valdevan Noventa articula seu nome pelo PL.

Nojo

Não vai conseguir

mega amo

Old que vai se escorar nesses doentes, única saída pra ele

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Os crente tudo preso por corrupção mas o problema era o PT

Hipocritas de merda se fodam se fooodaaaam

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Será? Tem estudos que até 2030 50% da população vai ser evangélica. Dobrar bancada conservadora no contexto que a gente tá é um piscar de olhos msm

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tinha é que proibir pastor, padre e qualquer outra religião de concorrer a cargo público

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Mal vejo a hora do Lula acabar com a raça dele em 2022

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Deus nos defenda…

o Arolde foi eleito escorado no bolsy em 2018, não vai se repetir

Essa gente é muito poderosa. Nas eleições para conselheiro tutelar, alugaram ônibus na minha cidade e os fiéis foram em peso votar.
Resultado: só tem extremista religioso

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Tô falando pra vocês, se esse homem se reeleger, tchau Brasil
Vão tudo perseguir a gente que é de minoria

Vergonha

Nojo e vergonha

Se esse homem vencer de novo, eu saio do país

Já prepara as malas

Já vou fazer espanhol, vai estar feio

Quando eu digo que o evangélicos devem ser destruídos politicamente e no seu expansionismo sem limites, tem viado que me chama de doido.

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E não adianta muito no sentido de dimunuir o poder evangélico. Ele vai mamar eles.

O escoro