Bostileiros se filiam a partido nazista português e reclamam de racismo e xenofobia

Bolsonaristas com cidadania portuguesa entram para o “Chega”, agremiação ultrarreacionária liderada por André Ventura, o “Bolsonaro português”, mas são discriminados e hostilizados

O adágio popular que vem se consagrando nos últimos anos, sobretudo depois da ascensão das figuras mais bizarras, retrógradas e medievais no universo político brasileiro, nunca fez tanto sentido: a Terra plana não gira, ela capota.

Brasileiros bolsonaristas que têm cidadania portuguesa e foram viver no pequeno país europeu resolveram se filiar ao partido de extrema-direita que cresce a cada dia lá pelas terras do além-mar, o “Chega”, liderado pelo radical ultrarreacionário André Ventura, apelidado carinhosamente de “Bolsonaro português”. Só que, como as coisas não andam fáceis pra ninguém, os militantes tupiniquins passaram a ser discriminados e hostilizados por seus “pares ideológicos” do outro lado do Atlântico, ainda que fosse perfeitamente imaginável que uma agremiação de viés nacionalista patológico e com fortes traços fascistas não iria gostar da presença de estrangeiros, muito menos latino-americanos, em suas fileiras.

Recentemente, a filiação ao “Chega” da Cibelli Pinheiro de Almeida, no diretório do partido na cidade de Braga, repercutiu nas redes. Os homens que coordenam a legenda naquela região se recusaram a ter como integrante nos seus quadros uma mulher brasileira. E o caso não foi o único: um filiado “zuca”, como alguns portugueses gostam de se referir aos cidadãos vindos de sua antiga colônia na América, chamado Marcus Santos, andou reclamando de ter sido hostilizado com atitudes racistas ao ingressar no partido na cidade de Maia.

Devo sentir pena ?

A mulher brasileira recusada no partido

famosos nazipardos