Canal Viva — O Brado Retumbante em outubro


Tópico destinado as reprises do Canal Viva; que exibe novelas, séries e programas variados da história da Rede Globo

1111111111 lady gaga e twice elndas da história da musica global

Atualmente no ar:

  • Mulheres Apaixonadas (23h)
  • A Viagem (15h)
  • Sassaricando (14h)
  • Era Uma Vez… (13h)
  • Malhação 1995 (16h)
  • Malhação 2008 (12h)
  • Cinquentinha (domingos)

Ano passado (que era comemorativo) o canal estava com uma divulgação maravilhosa de estreias, sempre com considerável tempo prévio nos anúncios. Em 2021 estão desleixados novamente, já falta menos de um mês pra próxima novela das 14h e um mês pra próxima das 23h e ainda não confirmaram nem nas redes sociais.

De qualquer forma já estão confirmadas pela assessoria:

O Salvador da Pátria (1989) estreia 12 de abril às 14h

Da Cor do Pecado (2004) estreia 19 de abril às 23h

Lima Duarte revive Sassá Mutema, ‘O Salvador da Pátria’: ‘Ele era muito mais do que um papel de novela ou um político’

Lima Duarte se orgulha de ter alma cabocla. Puxada pelos fios da memória, a história de sua vida é contada de forma apaixonada neste “Viva a TV!” — uma homenagem ao ator, que festeja 85 anos, e também o primeiro de uma série de especiais sobre os 50 anos da Rede Globo, comemorados neste domingo . Afinal, a trajetória de Lima e da emissora se confundem.

A linha mágica da criação do ator nasce e morre nesse “mundo vasto mundo”, ao qual apenas ele tem acesso, revelando prosa e verso de uma essência interiorana. Sassá Mutema — o protagonista de “O Salvador da Pátria”(1989) — talvez seja o exemplo que melhor traduz a raiz de sua arte. Há sete décadas distante do pequeno Desemboque (MG), distrito onde nasceu, Lima recria o boia-fria numa fase ingênua. A maneira com que narra a saga do personagem deixa claro como ele, um homem tão afeito à solidão, encontra doces companhias.

— Sassá tinha uma ideia original linda. Ele não sabia amar, conversar, escrever, ler, mas tinha o dom de manipular as flores e fazê-las vicejar. Durante a novela, aprende mais e mais sobre menos e menos. No fim, quando se torna senador, as flores não vicejam mais — diz o ator, que ficou marcado na trama pelo bordão “ieu?” (versão caipira de “eu?”).

A trama de Lauro César Muniz dava sabor a um contexto efervescente e delicado. Após mais de 30 anos de ditadura militar, o Brasil teria sua primeira eleição direta para presidente. Os planos do autor haviam sido esboçados, e Sassá ocuparia o cargo naquele 12 de agosto, quando o último capítulo fosse exibido. Fora da ficção, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello polarizavam a disputa na corrida ao Palácio do Planalto. Mas o correr da vida embrulha tudo. O matuto de Lima, um homem do povo, foi associado ao candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), o que gerou uma pressão dos dois lados: a esquerda achava o personagem muito manipulável, e a direita via nele uma propaganda para o petista.

— Surgiu um grande impasse: Sassá não poderia ser eleito! Fiquei abalado, chocado — recorda Lauro, que decidiu mudar o rumo da história.

Uma subtrama policial envolvendo narcotráfico ganhou destaque, e o destino do protagonista, embora também encerrado em Brasília, foi alterado. Vinte e seis anos depois, com a barba branca destacada no que antes era o emblemático bigode preto, Lima Duarte acarinha o papel que ajudou a conceber e dimensiona a insatisfação com o desfecho:

— Sassá era maior que Lula. Foi amado e entendido em sua grandeza. Compreenderam aquele chapéu, o jeito de falar. Ele era profundo. Muito mais do que um papel de novela ou um político. Era uma metáfora do Brasil e do que somos.

No camarim, o rosto de Lima ganha uma camada de maquiagem para aproximá-lo do boia-fria de décadas atrás. Diante do espelho, encara o reflexo e estranha. Brinca: “Depois de tudo, Sassá vira uma bicha velha” (risos). O personagem estará de volta em poucos (e por poucos) minutos. Instigado a imaginá-lo nos dias atuais, o ator vagueia.

— Ele era muito sensível. Será que termina assim, produto acabado da política, melancólico? Acho que não. Talvez fosse assassinado, após tentar exercer uma liderança — pontua ele, que conclui: — Os papéis vão morrer comigo, mas não fico pensando neles.

Curiosidades

*** A história de Sassá é inspirada no caso especial “O crime de Zé Bigorna” (1974), também escrita por Lauro e protagonizado por Lima. “A novela nasceu por sugestão do Daniel Filho. Retomei o caso especial, ampliando a história, criando linhas de intriga e acontecimentos paralelos. Zé Bigorna agora se chamava Sassá Mutema. Nome inventado assim: Sassá, de Salvador e Mutema, corruptela de muita teima”, explica o autor.

*** O sucesso do personagem fez com que Lima fosse convidado para ser vice-presidente na chapa de Mário Covas, em 1989. “Disseram: ‘Nosso candidato é o Sassá’”, lembra o ator. Após o convite, Lima foi num jatinho para São Paulo: “Fernando Henrique Cardoso dirigiu o carro em que eu estava para uma reunião”, diz ele, que desistiu da disputa por conselho da família.

Nossa a próxima vai ser ruim hein
Da cor do pecado de novo…

Pena né? A Globo saturou a novela reprisando cedo demais na primeira vez e desnecessariamente uma segunda vez. Acho que o próprio Viva não tá muito empolgado em divulgar a estreia por causa disso.

Novidades de março

Sítio do Picapau Amarelo (1977)

Flora Encantada (1999)

Mulher (1998)

Viva confirma exibição de O Salvador da Pátria

A partir do dia 12 de abril, a partir de 14h15, o público poderá rever um clássico da teledramaturgia brasileira no Viva.

Com Lima Duarte, Maitê Proença, Francisco Cuoco, Susana Vieira e grande elenco, O Salvador da Pátria estreia no canal contando a trajetória de Sassá Mutema, personagem icônico interpretado por Lima Duarte.

Alguém daqui assiste Mulheres Apaixonadas?

Eu não assisti a exibição original e estou assistindo a reprise no Viva. Essa novela é muito icônica

chegando pro fixo dos novelões
amooo

1 curtida

muito chata, o tempo parece até que fica mais lento só pra alongar essa bomba e aumentar minha tortura.

achei muito mijo pra pouca coisa

1 curtida

Nem me fale, decepção define. Sempre considerei essa novela muito alto nível e rever agora foi um balde d’água fria. Chata, enrolada (afinal não sai do lugar por viver de esquetes) e repleta de personagens insuportáveis de acompanhar. Já vai tarde, fica a memória afetiva apenas porque tecnicamente é uma novela fraquíssima e cheia de defeitos visíveis.

1 curtida

A Viagem é tão querida e emblemática que mesmo tendo umas cenas vergonhosas (tanto pelo Wolf Maya quanto pela técnica limitada da época) não perde sua magia. Novelão dos bons, das maiores do Brasil - não só da Globo já que tinha feito história na Tupi anos antes. Achei que seria cansativa de rever por ser uma re-reprise relativamente recente (a primeira reprise acabou em 2015) mas é um deleite. A melhor no ar agora.

Sassaricando começou tão legalzinha mas se perdeu horrores, não vejo a hora de acabar (igual Mulheres). Muita enrolação, comédias sem graça, histórias policiais estapafúrdias que o Silvio de Abreu adora forçar. Sai de cena cansada e sem assunto.

Era Uma Vez… é uma novela que não mexe comigo e nem vejo toda hora, mas também não desagrada. É apática mas funciona no que se propõe, ser uma novela infanto-juvenil e regional. A produção de 1998 é uma graça também, acho a melhor época do Projac.

Malhação 1995 é bagunçadinha, o esquema de histórias semanais/quinzenais dá certo às vezes e em outras fracassa e assim se vai levando. Já tá chegando na reta final também, a partir de maio devem exibir a segunda temporada (1996). Valeu a exibição pra conhecermos o início da soap.

1 curtida

Nem tenho palavras pra descrever minha decepção com Mulheres Apaixonadas, eu jurando que iria decolar a partir do capítulo 100, mas tudo vai se tornando cansativo e arrastado ao extremo

E pós acidente da Fernanda no Leblon, então? Parece que a novela tá empacada e não sai do lugar

Não abandono por já ter chegado até e não faria sentido deixar de assistir, mas é nível Páginas da Vida em qualidade (que já era bem baixa)

1 curtida

Compartilho da mesma opinião que você sobre essas novelas, amigo. Com exceção de Malhação, que nunca acompanho. Tenho comentado com amigos o quanto Sassaricando perdeu o porte de uns capítulos pra cá… ficou muito enrolada e sem a mesma graça de antes. Acho que isso deve ter vindo em decorrência de esticamentos, porque da pra notar que a história se esgotou. Uma pena… mas mesmo assim irei lembrar dela com carinho.

Só não concordo muito também sobre Mulheres Apaixonadas. Pra mim também ficou cansativo já, mas acho que a novela tem uma galeria de personagens (mesmo que eles fiquem com suas histórias estagnadas) bastante memoráveis, isso me faz ter uma simpatia pela obra no geral. De fato, a história não é progressiva como é de se esperar, mas lendo sobre, da pra ver que a proposta do Maneco era fazer algo mais experimental mesmo, fugir dessa obviedade folhetinesca. Pra gente agora, que temos uma outra visão do que seria uma narrativa veloz e ágil, podemos notar que Mulheres em bem defeituosa nesses aspectos, mas acredito que lá em 2003 isso não ficava tão nítido principalmente pelo ritmo de contar as histórias sem diferente. Apesar dos erros, ainda gosto um muito dos grandes momentos que Mulheres Apaixonadas proporciona e continuo considerando-a bem melhor do que Laços de Família, que tem como único ponto superior mesmo a Helena e sua história central.

E menino, cadê você no twitter? Não te vejo mais.

1 curtida

Concordo contigo que foi experimental e teria valido a pena de verdade se ele tivesse se esforçado um pouquinho mais pra não deixar a novela cair nessas esquetes repetitivas que deixaram tantas tramas estagnadas. A impressão que dá é que não passou nem 1 mês na cronologia total da novela já que tirando o tiroteio/a trama central (Helena/Téo/Fernanda) tudo se manteve no mesmo lugar o tempo todo. Aliás a trama central ainda gosto muito, já gostava em 2003 e continuo achando envolvente e forte. E querendo ou não foi uma das poucas que teve um desenvolvimento coerente e progressivo, mesmo com altos e baixos.

Já não concordo contigo quanto aos personagens serem carismáticos, kkkk. Em 2003 achava isso, gostava muito de quase todos e da novela em geral, já hoje não aguento mais nem olhar pra cara da Dóris, Heloísa, Paulinha, Rodrigo, Raquel, Marcos… ai olha, é tanta gente insuportável que fico com gastura.

E fui suspenso do Twitter por direitos autorais, fiquei no chão hahaha. Já solicitei a retratação e aparentemente deu certo, espero voltar nos próximos dias.

1 mês pra Da Cor do Pecado

Sinceramente gente, Mulheres Apaixonadas ja deu o que tinha quer dar. Além de ser uma trama extremamente engessada, pouca coisa decola sobre a trama em si. Admito que foi interessante a ideia do Maneco em desenvolver historias paralelas - e algumas sao realmente boas - mas ai vem a questão do tamanho da novela (que é enorme), esses ultimos capitulos pós tiroteio do Leblon, então… parece que estagnou de uma forma. Reclamam tanto da barriga de Laços pós leucemia e quanto a barriga de Mulheres pós tiroteio? Pois é

Continuo gostando, mas penso que como era costume na epoca, o fato da novela ter +200 cap prejudicou demais o andamento da trama

Personagens não carismaticos, em situações grotestas. O que foi a Raquel repreendendo o Fred e logo em seguida o levando pro quarto pra fazerem amor? Não da pra relevar algumas situações, em alguns momentos não consigo acreditar que aquilo realmente ta acontecendo