Chile celebra 1º casamento gay após mudanças na legislação, que abriu a possibilidade para esses casais adotarem crianças

Chile celebra 1º casamento gay após mudanças na legislação

A união entre pessoas do mesmo sexo já era autorizada no Chile desde 2015, mas por não ser reconhecido como casamento, se negava, por exemplo, a possibilidade de adoção de crianças por estes casais.

O Chile celebrou nesta quinta-feira (10) o primeiro casamento gay do país após a aprovação de uma mudança na lei. Antes apenas uniões civis eram reconhecidas, e não casamentos.

Essa era uma demanda de longa data da comunidade LGBTQI+ do país. O Chile se tornou o nono país das Américas a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A união entre pessoas do mesmo sexo já era autorizada no Chile desde 2015, mas por não ser reconhecido como casamento, se negava, por exemplo, a possibilidade de adoção de crianças por estes casais.

“Nunca imaginamos que esse momento iria chegar no Chile. Que maravilhoso sentir que estamos vivendo a mudança e que somos partes dessa mudança, e que o futuro do Chile será muito melhor”, disse o noivo Jaime Nazar.

O outro noivo, Javier Silva, disse que este “é um passo muito importante para o país”, após assinar os papéis no cartório civil de Providencia, em Santiago, com a presença de seus dois filhos pequenos, familiares e amigos.

No fim do ano passado, o Congresso do Chile aprovou a medida e foi sancionada rapidamente pelo presidente chileno Sebastián Piñera, conservador, mas que apoiava o tema.

Além do Chile, no continente americano, o casamento igualitário é reconhecido em:

  • Canadá
  • Estados Unidos
  • Costa Rica
  • Equador
  • Colômbia
  • Brasil
  • Uruguai
  • Argentina
  • México (onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal em 14 dos 32 estados)

Anos de espera

O projeto entrou no Parlamento em 2017, na sequência de uma iniciativa da ex-presidente socialista Michelle Bachelet.

O atual presidente chileno, o conservador Sebastián Piñera, decidiu acelerar sua tramitação no Congresso, após um anúncio surpresa em 1º de junho.

O texto foi aprovado no Senado em 21 de julho e na Câmara dos Deputados em 23 de novembro, em ambas as casas por ampla maioria e sempre com a oposição da direita governista mais conservadora.

Mas algumas mudanças foram introduzidas em artigos do projeto. O texto que o Senado aprovou incluiu parágrafos para evitar que possa haver “barrigas de aluguel” no país. Esses trechos forçaram um terceiro e último processo legislativo –esse processo foi feito no meio dia da aprovação no Senado.

1 curtida

normalmente não falo isso, mas cobrindo o rosto com mascara é impossível não pensar q esses dois homens não são a mesma pessoa kkkkkk

uma notícia boa pra contrapor a da guatemala.

AMO. Muito lindo ver esses avanços sendo conquistados em mais países e lá foi por meio de legislação aprovada no Congresso.

a le pen deles

chile fados a alemanha latina

Estão atrasados hein?

2022 já.