Chris Hemsworth revela ter feito significativas mudanças em seu estilo de vida após descobrir pré-disposição ao Mal de Alzheimer:

Estudo de pesquisadores americanos mostrou que conjunto de 7 práticas reduz em até 43% o risco de demências, mesmo para aqueles com mutações nos genes associadas ao Alzheimer

O ator australiano Chris Hemsworth, de 40 anos, famoso por interpretar o super-herói “Thor” na franquia de filmes da Marvel, contou ter mudado seus hábitos de vida após descobrir ter uma predisposição genética para a doença de Alzheimer, passando a ter mais dedicação aos exercícios físicos, ao sono e à família.
A virada de chave veio após Hemsworth fazer um teste genético, em novembro do ano passado, durante as gravações do “Limitless with Chris Hemworth” (Sem limites com Chris Hemworth), uma série de documentários do canal Nat Geo sobre longevidade. O resultado mostrou que o artista tem duas cópias do gene APOE e4, uma mutação associada a um risco de 8 a 12 vezes maior de Alzheimer.

Essa predisposição genética não causa diretamente a doença, ou seja, não é porque ele tem o marcador que vai necessariamente desenvolver o problema. No entanto, como aumenta consideravelmente as chances de isso acontecer, Hemsworth decidiu alterar hábitos do cotidiano para aumentar a proteção contra o diagnóstico.

— (Hoje) tenho uma abordagem mais consistente ao meu sono. Tento ficar longe das telas uma hora antes de dormir e ler na maioria das noites definitivamente ajuda. Além de focar em não se apegar a todos os pensamentos e ser o observador do ruído quando possível, apenas se afastando da conversa interna — contou o astro em entrevista recente à revista Men’sHealth.

Além do sono, ele disse ter feito ajustes na rotina de exercícios: — Estou levantando pesos com menos frequência do que antes e incorporando mais exercícios cardiovasculares e de resistência, que prefiro muito mais do que sessões pesadas de musculação.

Por fim, falou que busca melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional: — Isso (o resultado do teste) me fez pensar sobre meus filhos e como eles estão crescendo e as coisas estão mudando tão dramaticamente. E eu quero sentar, quero absorver isso. Não quero mais correr. Quero estar bem aqui e apreciar tudo o que está diante de mim.

Mudança de hábitos protege quem tem predisposição ao Alzheimer?

A ciência sabe há um tempo que seguir uma cartilha de atitudes consideradas saudáveis ajuda a reduzir o risco de Alzheimer na população geral. Mas um estudo, publicado na revista científica Neurology, descobriu que isso também vale para aqueles com as mutações genéticas associadas ao diagnóstico.

Conduzido por pesquisadores do Centro Médico da Universidade do Mississipi, nos Estados Unidos, o trabalho avaliou o impacto de um conjunto de sete hábitos simples, já preconizados pela Associação Americana do Coração para uma melhor saúde cardiovascular, na redução do desenvolvimento de demências.