CHRISTIAN E RENATO: Em Um Lugar ao Sol, Cauã Reymond revira a própria história: 'Minha mãe foi adotada'

Cauã Reymond reconhece que Um Lugar ao Sol o ajudou a passar a limpo parte da própria trajetória. O ator revirou a história da família para compreender melhor os sentimentos que passam pelas cabeças dos gêmeos da novela das nove da Globo --principalmente Christian, que foi deixado para trás em um abrigo. “Minha mãe também foi adotada”, revela o intérprete.

O galã contou com a ajuda do irmão Pável Reymond, que faz seu dublê de corpo nos primeiros capítulos, para mergulhar na trajetória da matriarca Denise Marques. Ela também passou pela mágoa e pela tristeza de ter sido rejeitada por diversas famílias, assim como o protagonista do folhetim de Lícia Manzo.

“Eu perdi ela há dois anos e foi muito contundente para mim entrar um pouco na sua realidade. Ela teve uma infância muito triste, viu uma irmã morrer por desnutrição até os pais decidirem entregá-la a alguém”, relembra o artista ao Notícias da TV.

Ao contrário da ficção, em que Christian cresce sozinho, Denise teve um final feliz na vida real. “Pável me contou durante as gravações que ela foi passada de mão em mão até finalmente chegar na minha avó. Eu tive a chance de viver um pouco disso. Foi muito forte”, confessa.

O abandono é um marco tão forte para o personagem que ele não pensa duas vezes em abrir mão da própria vida para assumir o lugar do irmão Renato pouco depois de reencontrá-lo no Rio de Janeiro. Eles foram separados por Eunice (Ana Beatriz Nogueira), que decidiu deixar o outro gêmeo para trás porque o bebê tinha um problema de saúde.

O playboy cresceu dentro de uma família abastada, mas o dinheiro não o impediu de compensar a carência afetiva no álcool e nas drogas. Ele acaba morto no lugar de Christian, que se encrencará por ter aceitado fazer um trabalho sujo para traficantes de uma comunidade na zona sul da capital fluminense.

“O Christian é um anti-herói que faz coisas que me deixam perplexo e, em outros momentos, me faziam sentir compaixão. Ele me fez questionar até onde eu iria e até onde eu não me perderia [em uma situação limite]. Amadureci muito como indivíduo”, arremata Reymond.

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