Com medo de virar um Brasil, Venezuela fará 14 dias de "quarentena radical" para conter variante brasileira da covid-19 e Maduro chama o bozo de irresponsável

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo (21) que o país irá passar por duas semanas de isolamento social rígido com o objetivo de impedir a propagação da variante brasileira do vírus Sars-Cov-2, a chamada P1.

“Estávamos diminuindo no número de casos, até a chegada da variante brasileira. No dia 4 de março, foram detectadas as primeiras infecções dessa nova variante”, disse o presidente em discurso transmitido em cadeia nacional. “A Venezuela enfrenta uma nova onda de infecções por coronavírus, devido à presença das variantes brasileiras no país. A variante está nos levando ao ponto zero em 2020”, completou.

Segundo o presidente venezuelano, a média de casos aumentou nos últimos dias.

A medida anunciada por Maduro prevê o fechamento completo do país por 14 dias, período que inclui a Semana Santa. A Venezuela já vinha adotado um modelo híbrido de quarentena, com fechamentos e reaberturas a cada 15 dias.

O mandatário ainda aproveitou para criticar o presidente Jair Bolsonaro. “É alarmante ver a situação de todo o Brasil e a atitude irresponsável do presidente Jair Bolsonaro com o povo brasileiro. Estão no maior colapso. O Brasil se converteu na maior ameaça do mundo por culpa de Jair Bolsonaro. Em meio a um colapso, ao invés de pedir ajuda a diversos setores, a cientistas, médicos, ao mundo, o que ele fez? Enfrentou a quarentena, estimulou que a população não use máscaras. Não tem nem nome para isso”, declarou.

Maduro destacou o aumento de casos em outros países da América do Sul e classificou o Brasil de Bolsonaro como uma ameaça sanitária regional.

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