Com Villamarim, Globo tem a pior gestão de novelas da sua história

Sob a gestão de José Luiz Villamarim, a Globo parece estar em uma posição vulnerável em relação às suas novelas. Desde que assumiu o cargo, em 2020, o diretor emplacou no Ibope apenas três produções inéditas: Mar do Sertão (2022), Amor Perfeito (2023) e Vai na Fé (2023). Além disso, acabou de exibir o maior fracasso do horário das seis que foi o frustrante remake de Elas por Elas.

Além desses produtos, com Villamarim a Globo também conseguiu êxito com a refilmagem de Pantanal (2022) e No Rancho Fundo, que está atualmente no ar e é uma continuação de Mar do Sertão. Um cenário que expõe, no mínimo, uma crise de criatividade da Globo.

Em entrevista ao F5 no ultimo domingo (10), o diretor passou a impressão que desconhece a crise que a emissora enfrenta no seu principal departamento de produção. Foi a primeira vez que ele falou após ter assumido o cargo, deveria ter ficado mais tempo calado. As declarações expuseram Villamarim.

“A gente tem vontade de fazer outros remakes, sim. Mas a gente não tem uma fórmula de sucesso. Algumas vezes algo vai melhor, outras não. Para mim, Renascer está super bem. Pantanal foi um buzz, sem dúvida. Em Elas por Elas, a gente teve que fazer uma correção no meio do caminho, mas viramos o jogo”, disse o diretor, que ainda garantiu que, mesmo sendo um fracasso, produzir Elas por Elas foi bom porque fez a Globo sair da caixinha.

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Durante toda a entrevista, fica claro para o leitor que a dramaturgia da emissora está passando por um período de experimentações. Um grande laboratório. Mesmo após quatro anos no cargo, José Villamarim reconheceu que não há uma fila de autores de novelas, ao contrário do que acontecia com o gestor anterior.

“Acho que tem que paralelizar o desenvolvimento de novelas, sabe? Tenho dois ou três autores pensados. Prevejo, para que eu tenha o mínimo de planejamento, mas, ao mesmo tempo, tenho que ter opções. Prefiro estar assim: ‘Olha, eu gosto dessa e dessa’. É muito melhor do que falar: ‘Eu só tenho essa’", comentou sobre a fila de autores. Mas ele não cita que antes, nessa antiga estrutura, a emissora produziu grandes clássicos da dramaturgia.

Globo não acerta mais com suas novelas
Esse novo modelo da Globo, mencionado pelo diretor, não tem feito escolhas acertadas. Não é por acaso que as novas novelas das seis, sete e nove estão enfrentando uma queda na audiência e repercussão nas redes sociais e nas conversas cotidianas. O público está cada vez mais buscando produções em plataformas digitais que possam entreter durante o horário nobre.

Um exemplo de problemas de escolhas foi a repetição do enredo do filho rejeitado pelo pai após a morte da mãe durante o parto, que foi usado tanto em Terra e Paixão quanto em Renascer. Já com a novela das nove no ar, a Globo precisou fazer alterações na história de Walcyr Carrasco para evitar comparações. Algo que jamais teria acontecido no passado da emissora.

Ainda na entrevista, José Luiz Villamarim reconheceu a escassez de sinopse na Globo. “Se você tiver uma sinopse, escreve que eu leio. Ou minha equipe lê. A gente tem um grupo, mas tento ler o máximo possível. A gente quer e precisa de sinopse”, afirmou em um dos poucos momentos que pareceu transparente na boa entrevista feita por Gabriel Vaquer, do F5.

Na história da televisão, a Globo se consolidou no mercado como referência na dramaturgia nacional. Todo audiovisual buscava o know how do produto que a emissora colocava no ar, mas nunca conseguiu. A TV Manchete (1983 -1999) ameaçou no fim da década de 80, o SBT chegou a flerta nos anos 90, com Éramos Seis (1994), e nos 2000 foi a vez da Record.

Durante muitos anos, sob a gestão de Boni, Daniel Filho e Silvio de Abril, a Globo sempre lançou novelas icônicas, era o que existia de melhor do gênero no mundo. No entanto, atualmente, até mesmo no cenário internacional, a emissora perdeu espaço para as novelas turcas. É lamentável o que está acontecendo agora. A entrevista de Villamarim esclareceu muita coisa.

Hoje, diante de tantos erros em suas novelas, talvez o canal devesse usar inteligência artificial (IA) para definir suas produções, como a Netflix. Acertaria mais. Se a lista dos equívocos são bem maiores que os acertos, algo grave ocorre na Globo.

A Globo não aceita que esse excesso de remakes não está funcionando e agradando a ninguém

Continuo com a minha opinião de que o remake de Vale Tudo nas mãos da Manuela Dias será um remake bem 8 ou 80, simplesmente não tiveram calma e pensamento melhor de escolherem um autor que tivesse melhor entendimento de adaptar a versão original do Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères

Fora que a emissora não se abre ao dar chance a autores novos e autores que vieram da Record que fizeram ótimas novelas na concorrência

NOVELA MORREUUUUUU

Eu continuo achando um erro gigantesco fazer remake de uma novela tão (senão a mais) icônica e que justamente por isso, continua vivíssima no imaginário popular. É a mesma coisa que fazer um remake de Titanic: impossivel de superar a original

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Acho que esse remake de Vale Tudo mostra o desespero deles pra tentar smashar uma novela de novo, foram atrás de uma das maiores novelas da emissora, boatos que ainda vai rolar Tieta tbm

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Eu sempre quis ver um remake dessa história pautada para os dias atuais mas os rumos que a emissora está levando esse remake já mostram que será mais uma nova versão de novela que não irá empolgar a ninguém, é aquele 7 ou 80

E sim, adoro muito a Manuela Dias mas o forte dela não é novelas e sim fazer projetos bem curtos

Agora, que depois disso, a emissora pare de fazer mil remakes a toda hora e priorize cada vez mais histórias originais e mais empolgantes e muito interessantes

E mais ainda, dar chance a outros autores e não ficar só restrito aos mesmos de sempre

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se preparem que daqui uns 8 anos tem remake de avenida brasil em homenagem aos 20 anos da novela kkkkkk