Fatou
achei chic
Kkkkk eu tinha entendido novela vertical
Li o enredo e achei babado, daria uma boa novela pro Globoplay.
As protagonistas Ana (Débora Bloch), Heloísa (Giulia Gam), Carla (Edvana Carvalho) e Renata (Drica Moraes) são mulheres com mais de 50 anos. Mães, esposas e trabalhadoras. Cidadãs comuns que, por diferentes razões, têm suas vidas ameaçadas. Atletas de uma equipe de natação campeã dos anos 1990, vivem hoje os impasses da meia-idade.
Aos 50 e muitos, quase à beira dos 60, elas se perguntam quando deverão ser repostas ou substituídas. Se na juventude perseguiam uma pontuação de milésimos de segundo a menos para uma classificação nas Olimpíadas, hoje precisam novamente vencer o tempo: o prazo de validade da mulher no mercado profissional, amoroso.
Ainda na juventude, por uma série de circunstâncias, as quatro rompem relações e se separam. Um triângulo amoroso — duas delas se envolvem com o mesmo homem; o ano é 1990 e há o confisco da poupança de outra, que, sem recursos, se vê obrigada a abandonar o esporte; a quarta, abusada pelo treinador quando criança, tem com a piscina uma relação de gatilho.
A série vai e volta no tempo, e hoje, adultas, cada uma delas se encontra em uma encruzilhada. Um diagnóstico terminal. Um casamento abusivo. Uma demissão precoce. A decisão tardia de denunciar o abuso sofrido na infância. A retomada da amizade das quatro surge como promessa de um renascimento. E a decisão de voltar ao esporte — a natação master é hoje realidade mundial — devolve a elas a potência perdida. No dia marcado para a retomada profissional do quarteto, no entanto, um tiro espouca no ar e um corpo tomba de costas na água.
A série abre com a pergunta “qual delas foi morta?” e retrocede, investigando ao longo de dez episódios as circunstâncias que ameaçavam a vida de cada uma delas. Morte episódica, isolada? Ou produto de uma sociedade que naturaliza a violência de gênero?
Num momento em que uma mulher é morta no país a cada seis horas, a ideia não é falar de feminicídio como algo remoto, que só vemos no noticiário. A trama retrata situações extremas, mas que são, ao mesmo tempo, cotidianas, reconhecíveis.
Lícia Manzo, autora da série
A natação – ou mais especificamente a água – é a metáfora perfeita para a fluidez da narrativa, que oscila entre hoje e ontem. Passado e presente coexistem dentro dessas mulheres e convivem o tempo todo na revisão de identidade promovida por cada uma.
Luisa Lima, diretora artística
Krllll
Vou criar tpc amg