Contra a China, governo Trump quer mais 12,5% de tarifas sobre o Brasil

O governo de Donald Trump concluiu que o Brasil e outras dezenas de economias violam as leis trabalhistas e que, portanto, sugere que novas tarifas terão de ser aplicadas.

A investigação foi concluída e seus resultados foram publicados nesta madrugada pelo Escritório de Comércio da Casa Branca.

A taxa, se aplicada, se somaria ao imposto de 25% já anunciado nesta semana contra o Brasil e outros 10% já aplicado pelo governo Trump contra todos os países.

Desta vez, a alegação é de que o Brasil permite a entrada em seu território de produtos que estariam sendo fabricados com trabalho forçado. Dali, eles seriam incorporados a produtos nacionais e exportados aos EUA ou concorrendo contra produtos americanos no mercado brasileiro.

A meta, segundo especialistas, é a de onerar os países que estão importando produtos chineses, principalmente nos setores que concorrem contra bens americanos.

O informe anuncia:

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) constatou que o Brasil não conseguiu impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado.

Constatamos que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado é irrazoável.

Constatamos que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado onera ou restringe o comércio dos EUA.

Embora o Brasil alegue proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio, essas disposições não proíbem legalmente a importação de bens produzidos total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda.

Pelos motivos expostos, os resultados desta investigação indicam que os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados à falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado são irrazoáveis ​​e oneram ou restringem o comércio dos EUA.

Num comunicado, a Casa Branca explicou que as práticas de 60 economias relacionadas à falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado são consideradas injustificadas e oneram ou restringem o comércio dos EUA.

“A falha de nossos parceiros comerciais mais importantes em abordar a questão da importação de bens produzidos com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais”, afirmou a Embaixadora Jamieson Greer.

“Não toleraremos mais essa disparidade. Alguns parceiros comerciais já tomaram medidas iniciais para impedir a importação de bens provenientes de trabalho forçado, inclusive por meio do USMCA e de compromissos firmados em Acordos de Comércio Recíproco. No entanto, cada um de nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global”, explicou.

O governo, assim, propõe tarifas adicionais sobre todos os produtos das economias investigadas.

Para as economias que impõem uma proibição à importação de bens provenientes de trabalho forçado, que se comprometeram a impor e aplicar tal proibição por meio de um Acordo de Comércio Recíproco, ou para as economias que impuseram um regime parcial com o efeito de impedir a importação de certos bens provenientes de trabalho forçado, o Representante Comercial dos EUA propõe uma alíquota de 10% para as tarifas adicionais.

Para todas as demais economias, o Representante Comercial dos EUA propõe uma alíquota de 12,5% para as tarifas adicionais. O Representante Comercial dos EUA também propõe um mecanismo têxtil que permitiria a entrada nos Estados Unidos de um determinado volume de importações de vestuário e têxteis de certas economias com uma tarifa reduzida.

Consultas ainda serão realizadas e, até julho, o presidente Trump terá de tomar uma decisão.

Quem será punido com 12,5%

Argélia; Angola; Argentina; Austrália; Bahamas; Bahrein; Bangladesh; Brasil; Camboja; Chile; República Popular da China; Colômbia; Costa Rica; República Dominicana; Egito; El Salvador; Guatemala; Guiana; Honduras; Hong Kong, China; Índia; Iraque; Israel; Japão; Jordânia; Cazaquistão; Kuwait; Líbia; Malásia; Marrocos; Nova Zelândia; Nicarágua; Nigéria; Noruega; Omã; Peru; Filipinas; Catar; Rússia; Arábia Saudita; Singapura; África do Sul; Coreia do Sul; Sri Lanka; Suíça; Taiwan; Tailândia; Trinidad e Tobago; Turquia; Emirados Árabes Unidos; Reino Unido; Uruguai; Venezuela; e Vietnã.

Seis economias não conseguiram aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado: Canadá; Equador; União Europeia; Indonésia; México; e Paquistão. Elas, portanto, terão impostos de 10%.

Argumento

Segundo o governo americano, esses governos devem ser punidos pelos seguintes motivos:

(1) prejudica o objetivo universal de eliminar o trabalho forçado;

(2) permite que empresas que se valem de trabalho forçado produzam bens a um custo menor e, assim, distorçam as condições de mercado para empresas que não utilizam trabalho forçado;

(3) prejudica a lucratividade de empresas que não utilizam trabalho forçado; e

(4) contribui para a burla das proibições de importação de trabalho forçado existentes.

“A falha de cada uma das economias acima mencionadas em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de trabalho forçado onera ou restringe o comércio dos EUA, sujeitando os produtores americanos à concorrência desleal de bens produzidos com trabalho forçado, tanto nos mercados de exportação quanto no mercado americano, e deslocando bens estrangeiros produzidos sem trabalho forçado ou insumos de trabalho forçado para os Estados Unidos e outros mercados”, completa.

2 curtidas

falta muito pra esse governo americano acabar? Tenho a sensação que cada dia ele acorda pensando onde eu posso incomodar e causar mais… e se essa maneira de atuar está defendendo mesmo os americanos ou deixando a imagem deles mais fragilizadas perante o mundo…

2 curtidas

um país que tem idosos de 80 anos trabalhando de entregador de aplicativo pra não morrer de fome querendo falar de trabalho forçado tipooooo

10 curtidas

Pra gente é só o começo… indicaram ontem o novo embaixador para o Brasil, alinhado a tudo isso, tem ódio a esquerda e tradição de interferir nas relações e eleições dos países. Até Outubro eles vão infernizar muito.

3 curtidas

Ai zzzzz, já virou circo essa merda e os estadunidenses são os cidadãos mais preguiçosos do mundo msm pra combater esse lixo.

1 curtida

é até 2028

1 curtida

Nunca vi um governo tao delulu

1 curtida

A taxa decorativa já que vão botar exceção em tudo

Já passou da hora do Lula parar de exportar cáfe e outras coisas que são essenciais pro CUSA.

Sim, várias empresas americanas já foram acusadas — por ONGs, jornalistas, órgãos governamentais ou processos judiciais — de envolvimento com trabalho escravo moderno ou condições análogas à escravidão.

Alguns exemplos frequentemente citados:

  • Amazon — foi alvo de denúncias relacionadas a fornecedores na China supostamente ligados ao trabalho forçado de uigures. A empresa afirma proibir trabalho forçado em sua cadeia de suprimentos.
  • Apple — organizações de direitos humanos e investigações independentes apontaram fornecedores associados a programas de trabalho forçado em Xinjiang. A empresa afirma ter política de tolerância zero para trabalho forçado.
  • Nike — apareceu em relatórios que alegavam vínculos indiretos com fábricas que empregavam trabalhadores uigures transferidos compulsoriamente. A empresa negou utilizar trabalho forçado.
  • Coca‑Cola — foi citada em debates sobre a legislação americana referente ao trabalho forçado em Xinjiang e em relatórios sobre riscos na cadeia de fornecimento.
  • Meta, Starbucks, Levi Strauss & Co. e VF Corporation (dona das marcas Vans, The North Face e Timberland) apareceram em levantamento do Business & Human Rights Resource Centre sobre alegações de abusos contra trabalhadores migrantes em cadeias globais de suprimentos.
  • Bumble Bee Foods — enfrenta processos e denúncias alegando que lucrava com pescado proveniente de embarcações associadas a trabalho forçado e tráfico de trabalhadores. A empresa contesta as alegações.

2 curtidas

Estado Unidos falando se violação de direitos trabalhistas

O país que tem quase zero direitos trabalhistas…

deixa tarifar, ele acha que isso vai fazer o lula perder a eleição

sendo que o papo de soberania aumentou horrores a popularidade do lula ano passado

Bora lula, para de comercializar com dólar

nao entendo o sentido desse homem querer dar uma de heroi nacional achando que tarifar o país por algo que claramente ele tem inveja, que é o pix, vai ajudar em algo

A China precisa acabar com a gracinha desse palhaço!

Tinha estado legalizando trabalho infantil esses tempos kkkk

Kkk