Tenho encontrado muitas reviews e opiniões, especialmente no YouTube e BookTok, sobre a prosa do Sanderson, dizendo que ele não tem profundidade e que a prosa dele é simples demais, puramente imagética (no caso, com mundos e sistemas estéticos) para fisgar leitores. Acho que, depois de ler este livro, passei a discordar veementemente disso.
Caminho dos Reis é excelente. Não há outra palavra para descrevê-lo. É um marco, um feito na literatura de fantasia. Acho que, dos 11 livros dele que já li, nunca vi um personagem tão tridimensional quanto o Kaladin*. É realmente impressionante como o Sanderson convence a gente de que o Kaladin existe e age naquele mundo.
Tudo neste livro é de bom para cima: ambientação boa, sistema de magia intrigante, personagens excelentes… Não há muito o que dizer além de elogiar.
Mas há duas coisas que me incomodaram quando finalizei a obra, não porque elas são de fato ruins ou mal escritas, mas porque fazem o livro ser menos conciso:
Os capítulos da Shallan e da Jasnah (que são, inclusive, minhas personagens favoritas do livro) não se encaixam muito bem neste livro e acabam destoando um pouco do resto. A Parte 5 é uma mistura de epílogo com um “trailer” do que está por vir. E isso me incomoda já bastante dentro do Cosmere, mas é uma questão de preferência (gosto de histórias fechadas em si mesmas).
*Talvez com exceção da Vin, mas demorou cerca de uma trilogia inteira para conseguir essa profundidade.
Acho o Brandon bastante criativo na criação de mundos, e não acho que seja só na estética, escrever de maneira mais simples também não é um demérito, muita gente n consegue ser mais simples e ter profundidade
Acho ele simples, mas não simplório. Acho ele um bom contador de histórias e da para ver que claramente e se diverte com isso. Então para mim está ótimo. Melhor que um livro “carregado” porque sim.
Ontem eu vi um vídeo muito bom do Brandon sobre “artista de I.A”. Ele odeia esse termo, e ele nem entra no mérito se fazer isso é ético, se é cópia ou se não tem alma ou não.
Ele bate na tecla dando um exemplo dele pedindo para o ilustrador dele fazendo ilustrações. Ele quem dá o “prompt” pro cara desenhar, mas não é ele que desenha. Então seria a mesma coisa com a máquina.
Acho que ele só força a barra no humor e na ação as vezes. Único problema da Era 2 de Mistborn, é isso mesmo. Ação demais e humor pobre, fica um pouco cansativo. Mas no 3 livro ele já consegue equilibrar muuuuuuito bem comparado aos dois outros anteriores.
Ele começa frenético, mas da uma caída meio monstra depois da Parte I. Estou sentindo muita falta da Jasnah. Outra coisa que percebi: Zahel é o Vasher.
Como sempre eu pago a língua. Amei o capitulo da Rysn. Diva querida.