Critica Kogut: Nova versão de 'Pantanal' veio na hora certa

Criada por Dias Gomes em 1976, “Saramandaia” marcou. Mesmo quem não assistiu à versão original sabia, de ouvir falar, que a trama contava com um personagem que virava lobisomem (Ary Fontoura) e outra, Dona Gorda (Wilza Carla), que explodiu de tanto comer. Assim, em 2013, quando a Globo lançou o remake escrito por Ricardo Linhares, o público conservava uma lembrança afetiva, mesmo que ela fosse vaga. A nova versão se encaixou ali nesse lugar cativo na memória dos brasileiros. Para muita gente, foi como reencontrar um velho amigo. Para outros, equivaleu a conhecer alguém de que sempre ouviu falar.

“Pantanal” tem esse traço. A trama estreou em 1990 na TV Manchete. Foi o grande sucesso da emissora. Logo marcou altas audiências, o que deu trabalho à Globo.

Até quem não assistiu na época sabe que Cristiana Oliveira brilhou como Juma Marruá e que Cláudio Marzo foi um Velho do Rio inesquecível. Velho do Rio, aliás, acabou virando até uma espécie de gíria para designar alguém barbudo e com jeito de poucos amigos.

Lá se vão 30 anos, mas a lembrança sobreviveu. Agora, os mais jovens terão a chance de conhecer tudo aquilo. E quem viveu os anos 1990 se reconectará com a trama. Curiosamente, a novela hoje está a cargo do neto de Benedito Ruy Barbosa, Bruno Luperi. É um aval e tanto, além de uma expressão concreta da passagem do tempo.

Essa combinação de presença viva com memória distante é o que justifica um remake. “Pantanal” estava pronta, madura para isso.

A história de ‘Pantanal’ começa com Joventino (na imagem) e o filho, José Leôncio, que chegam à região pantaneira para trabalhar. Lá, Joventino se torna uma lenda como peão, mas desaparece misteriosamente, deixando o filho à sua espera Globo

O tanto de investimento que a Globo tá colocando nessa novela e os pix que ela tá tendo que fazer…

pelo menos, é uma trama rural, fugiu MUITO do eixo urbano
deu um ar muito bom