Critica Kogut: Os melhores do ano da retomada da televisão

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Quem poderia imaginar que a TV Senado figuraria entre as que garantiram alguns dos bons momentos do ano? Mas isso aconteceu durante os meses de transmissão — corretíssima e sem cortes de imagem ou de som — da CPI da Covid. As demais emissoras usaram o material e produziram seus noticiários, informando a população sobre um tema importantíssimo. A GloboNews teve um grande papel nisso. Foi serviço da melhor qualidade.

Bem antes, em janeiro, estreou o “Big Brother Brasil” 21, uma edição que surpreendeu. Os conflitos dentro da casa motivaram inúmeras discussões sobre racismo e afirmação. Ficou mais difícil para quem torce o nariz e chama o reality de desimportante. Ele conquistou um posto no debate público.

As tramas inéditas começaram a voltar. A primeira foi a linda “Nos tempos do Imperador”, de Thereza Falcão e Alessandro Marson, que, luxo dos luxos, trouxe Selton Mello, há tanto tempo longe das novelas, no papel principal. Em seguida, veio “Um lugar ao Sol”, combinação matadora do texto de Lícia Manzo com a direção de Maurício Farias e um elenco só de talentos. E, finalmente, “Quanto mais vida, melhor!”, divertida trama de Mauro Wilson. Marcos Mion chegou bem à Globo; Fabio Porchat continuou contando ótimas histórias no GNT; e Tatá Werneck voltou afiada ao ar no Multishow. O pessoal do Porta dos Fundos fez rir, e Pedro Bial manteve o alto nível do seu “Conversa”.

A retomada é motivo de comemoração. Agora é torcer por um 2022 com menos reprises.

Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros e Omar Aziz na CPI da Covid (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros e Omar Aziz na CPI da Covid (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Fabio Porchat no 'Que história é essa, Porchat?' (Foto: Ju Coutinho)
Fabio Porchat no ‘Que história é essa, Porchat?’ (Foto: Ju Coutinho)

O elenco do 'BBB' 21 (Foto: Globo)
O elenco do ‘BBB’ 21 (Foto: Globo)