Darin Zanyar da entrevista para revista Attitude, fala sobre aceitação, ser LGBTQIA+ em uma família turca, Beyoncé e muito mais

Darin Zanyar após se assumir gay: “Não existe momento perfeito, mas um mundo de amor espera por você”

Exclusivo: “Acho que namorar vai ser muito mais fácil agora”, disse o rei do pop Sueco, que também falou sobre trabalhar com a Robyn e conhecer Beyoncé.

O pop star turco-sueco Darin Zanyar, alcançou a fama na versão sueca do Ídolos em 2004, mas se assumiu gay para o público 16 anos depois.

“Toda história sobre se assumir é diferente uma da outra”, disse o cantor, agora com 33 anos à Revista Attitude, em sua primeira entrevista desde que compartilhou sua sexualidade em agosto do ano passado.

“A minha história é que mesmo sem me assumir, foi complicada, pela forma como eu cresci”, explica a estrela via Zoom, de seu apartamento em Estocolmo. “Eu mal podia sair nos primeiros anos após me tornar famoso, as pessoas eram muito histéricas. Eu não esperava ser tão amado e odiado ao mesmo tempo. Foi difícil me aceitar. E o ódio me tornou inseguro por ser gay.”

Uma década e meia depois (e sete álbuns em primeiro lugar na Suécia), Darin se assumiu através de uma postagem do Instagram, em uma foto à beira-mar, com a legenda: “Todos no mundo deveriam ser capazes de se orgulharem e serem aceitos por ser quem são. Eu sei como pode ser difícil. Demorei um tempo, mas tenho orgulho de ser gay.”

“Provavelmente não existe o momento perfeito pra sair do armário”, admite hoje a estrela. “Mas por favor, saiba que você pode ganhar força das outras pessoas. Há todo um mundo de amor esperando por você.”

Aqui Darin fala sobre namoro como uma figura pública, seu novo single “Can’t Stay Away” e a vez em que recebeu um telefonema da realeza do pop Sueco, a Agnetha Fältskog, do ABBA.

Olá Darin! Como está sendo o lockdown?
Na Suécia não tivemos lockdown, mas é claro que fomos afetados, principalmente em relação aos passeios. Não pude sair em turnê, o que foi péssimo. Mas comparado aos meus amigos da Europa, éramos mais livres, então me mudei pra Espanha no outubro passado. Tenho bons amigos lá, além de lá não ser tão frio e escuro quanto a Suécia

O que você pode nos contar sobre seu novo single?
É a primeira vez que escrevi no Zoom. Eu compus ela com Jamie Hartman, um dos meus compositores favoritos de todos os tempos. Ele estava em LA e eu na Espanha. Foi a primeira que escrevemos. É sobre a pandemia, sobre quando você conhece alguém e fica tipo, “o que eu faço agora?”

Foi inspirada por alguém em específico?
Pode ser!

Você tem ficado nos EUA e Reino Unido este ano, por quê?
Eu lancei álbuns em inglês por vários anos. Depois lancei alguns em sueco, para mercado sueco. Mas eu nunca lancei minha música nos EUA e Reino Unido. Agora é o momento certo.

Como você define sua música?
Meu novo material é bem diferente. Feliz, pra cima, feito pra dançar. Eu quero fazer as pessoas dançarem e serem felizes. É assim que me sinto.

Você se assumiu gay em agosto, como foi a reação das pessoas?
Eu não sabia como as pessoas reagiriam, principalmente em casa. Mas eu senti que se eu não fizesse isso naquele momento, eu nunca mais o faria. E eu queria fazer isso há muito tempo. Quando acordei, não sabia que aquele seria o grande dia. Decidi algumas horas depois. Eu escrevi aquele texto, me senti bem, conversei sobre isso com amigos mais próximos. Minha irmã dizia no telefone: 'Vamos, faça isso!. Apertei o botão para publicar, tendo idéia do que isso causaria, mas não que causaria tanto, mesmo aqui na Suécia, eu não esperava a proporção que teve. E isso foi muito significantez tanto pra mim quanto para as outras pessoas. Isso me tocou. Havia muito amor.*

Houve alguma reação negativa?
Claro, pela minha criação, por ter origem Turca. Mas eu não entendo as letras árabes, o que foi bom pra mim! Tem sido positivo e negativo a partir desse dia. Mas eu já esperava. No entanto, eu não esperava tanto amor das pessoas de lá, inclusive de pessoas mais velhas, que moram na Suécia mas são de lá.

No seu Instagram, você disse que sabe como pode ser “difícil” aceitar a sua sexualidade. Além disso, você foi uma figura pública por tantos anos antes de assumir sua homossexualidade publicamente. Você pode me falar sobre a sua jornada, pelo bem dos fãs que passam pela mesma situação?
Quando comecei minha carreira foi diferente, ser gay não era tão bem aceito. A mídia me tornou as coisas muito mais difíceis, por constantemente especular sobre minha sexualidade, entre outras coisas. Então, nos últimos dois anos, me lembro de ter lido o livro “The Velvet Rage”, e isso teve um grande impacto na minha vida. Também assisti o documentário “Stonewall - Todas as pessoas que lutaram por nós”, que me emocionou. Eu fiquei me questionando: 'O que estou fazendo? Por que estou escondendo isso? Especialmente onde estou, posso fazer a diferença, mesmo que seja apenas para uma pessoa?"

Sua vida mudou desde então?
Muito! No primeiro mês me escondi na Espanha. A imprensa estava falando muito sobre isso e eu não queroa voltar pra Estocolmo. Porque foi opressor. Isso afetou minha arte e minha criatividade, fiquei bem limitado.

Era difícil namorar? Se tornou mais fácil agora?
Claro. Até para sair por aí com alguém. Era como sair do armário todas as vezes. Eu estava tipo ‘por que não revelar a todos?’. Mas eu tive sorte e conheci alguns caras incríveis ao longo dos anos. Mas tem sido muito difícil namorar, não que eu já tenha namorado muito, porém acredito que será mais fácil ahora!

Alguma celebridade LGBTQ entrou em contato com você desde que você se assumiu?
Sim, Sam Smith me parabenizou, foi muito gentil. Anderson Cooper me estendeu a mão. Ambos são super legais.

Com relação às suas raízes curdas, todos nós ficamos chocados este ano com a história sobre Fazel Monfared, homossexual não binário, que foi supostamente decapitado por membros de sua família no Irã. Isso te afetou muito?
Claro. Isso só prova o quanto isso ainda não é aceito por lá. Aqui na Suécia e no Reino Unido isso é tão tranquilo, algumas pessoas nem precisam se colocar em um rótulo. Até me questionam porque não me assumi antes. Eles não entendem. É triste na verdade, e temos um longo caminho a percorrer. Isso me tocou, especialmente por não ser muito distante da minha realidade.

O que você pensa sobre visitar o Irã e outras partes do Oriente Médio, agora que vive fora de lá?
Eu não deixaria isso me impedir. Meus pais são de ambas as partes do Curdistão, tanto do Irã quanto do Iraque. Se eles me pedissem para voltar? Claro que ficaria pensativo, mas nada iria me impedir. Como eu disse, há tantos que estão felizes por mim lá. É importante não esquecer que existem dois lados nisso tudo.

Você também é religioso?
Eu não sou. Eu sou espiritual, mas não religioso.

Existem muitos problemas que afetam a comunidade LGBTQ ainda em 2021, o que mais te assusta?
• Definitivamente a violência e a discriminação contra as pessoas trans. Espero que todos possamos aprender e aceitar as pessoas como elas são. Eu escrevi sobre direitos humanos e igualdade nas músicas. Sempre me afetou.*

Qual mensagem você deixa para alguém que está na luta para se assumir?"
Eu diria o que meus melhores amigos disseram pra mim: NÃO HÁ NADA DE ERRADO COM VOCÊ: Na verdade, isso te torna uma pessoa ainda mais bonita, você é ótimo do jeito que você é. As pessoas que importam, estarão com você e vão te amar do jeito que você é!

Qual conselho você daria para alguém que enfrenta pessoas religiosas/culturais de familiares e amigos?
Culturas diferentes veem coisas de maneiras diferentes. Crescendo com as duas culturas, eu sempre soube que sempre há mais de um lado das coisas. Para mim, o que ajudou foi ler sobre as diferentes histórias de pessoas LGBTQs e assistir documentários sobre q cuktura queer, tanto do passado quanto do presente.

Foi difícil conciliar sua identidade gay quando adolescente, quando você era visto como um galã para tantas garotas?
*Acho que na época não pensei dessa forma. Claro, teria causado um impacto caso fosse assumido, mas eu me aceitei muito mais cedo que quando saí do armário. Eu me assumi para os amigos mais próximos anos antes do grande público. Mas, nos últimos anos meu publico mudou. Eles cresceram, por isso me assumir agora não me afetou como teria sido lá atrás.

Como é a Robyn? Vocês ainda se falam?
Nunca saímos juntos, só trabalhamos juntos algumas vezes. Ela é tão legal quanto aparenta ser. Me lembro que no começo da carreira ela me dava muitos conselhos. Ela era um pouco protetora. Foi legal da parte dela se importar. Ela também escreveu meu primeiro single!

Acredito que todos os popstars suecos conheçam o ABBA…
Você adivinhou! [Risos]. Não, eu não conheço todos eles, mas Agnetha realmente me ligou quando estava gravando meu último álbum. Eu estava gravando no estúdio antigo dela, quando o proprietário me disse: 'Ei, minha amiga quer falar com você…" Eu achei que seria uma fã, e disse: ‘Oi, qual é o seu nome?’, ela respondeu ‘Agnetha Fältskog…’
Ela disse que tinha ouvido dizer que eu estava gravando no estúdio dela, que estava ansiosa para ouvir minha nova música e que esperava que nos encontrássemos um dia. Eu não a conheci ainda. Uma vez na Universal eu vi Bjorn e Benny.

Em que momento você ficou mais impressionado?
Quando conheci Beyoncé em Estocolmo, no Globe, antes do seu show. Eu não esperava isso. Eu tinha 17 anos, usava aparelho. Eu estava parado ali, apertando a mão dela e sorrindo. Ela estava tipo: ‘Oh, você é tão fofo!’ Eu disse: ‘Obrigado, você também’.

O novo single “Can’t Stay Away” já está disponível nas plataformas digitais.

1 curtida

@udinov @brendon @Carlozillion

1 curtida

Tentei traduzir da melhor forma possível, com ajuda do Google Tradutor kkkk sorry pelos erros que tiver

Lendaaaaa.
Que legal que ele já tinha se assumido pro círculo social dele anos antes.

Me namora, porra.

Eu to mto orgulhoso dele, e gostando ainda mais dele depois dessa entrevista

1 curtida

Que delícia

rei do pop