DINHEIRO PERDIDO: Globo 'erra no Pix' e vai à Justiça para reaver R$ 318 mil que pagou por engano

A Globo entrou na Justiça para recuperar R$ 318 mil depositados por engano na conta de um homem. O motivo da briga? Após notar o valor que foi parar em sua conta, o cidadão decidiu comprar uma casa própria com o dinheiro. Quando a emissora notou o erro e entrou em contato para pedir a quantia de volta, ele afirmou que não tinha como devolver.

O Notícias da TV teve acesso aos autos do processo, que corre na 3ª Vara Cível do Rio de Janeiro. O caso está parado porque a Globo disse que a causa vale R$ 1 mil, o que não corresponde à realidade no entender do juiz Luís Felipe Negrão. A emissora ainda define o que fará.

A celeuma começou em 27 de dezembro de 2021. A Globo alegou que havia celebrado um acordo trabalhista e, mediante decisão judicial, feito o depósito naquele dia. Porém, o setor responsável alegou que “um lapso” fez um profissional enviar o montante para a conta de Marcos Antônio Rodrigues dos Santos, um homem que nada tinha a ver com a história.

Surpreso com o belo presente de fim de ano, Rodrigues dos Santos achou que tinha ganhado alguma promoção e ficou com a cifra. Logo após as comemorações de Réveillon, deu entrada em um imóvel próprio. Dias depois, no entanto, o jurídico da Globo conseguiu o seu contato e o notificou para fazer a devolução da verba.

O homem argumentou que não podia fazê-lo por já ter investido o valor recebido. Revoltada, a Globo entrou na Justiça para tentar forçar o homem a corrigir o que tinha feito. Ao analisar a situação, o magistrado que cuida do caso disse que a disputa tinha erros por todos os lados.

“O presente requerimento apresenta insuperáveis equívocos”, disse Luís Felipe Negrão. Do ponto de vista jurídico, ele afirmou que não poderia julgar a situação porque a Globo determinou um valor bem menor para o processo em relação ao que ela realmente quer. Assim, no início da semana, a Justiça deu dez dias para que houvesse mudanças.

“Ora, se há um alegado indébito de R$ 318.600,40, o valor da causa não pode ser R$ 1.000. Assim sendo, sem prejuízo de eventual aditamento subsequente, remete o autor sua petição inicial de tutela antecedente, no prazo de dez dias, adequando-a aos requisitos expostos na presente decisão”, sentenciou Negrão.

A Globo não comenta casos judiciais que estão em curso.

um troco de pão desses

Só penso no coitado do funcionário que fez o PIX errado

Pior que o banco já transferiu 100k na conta da minha professora por engano e ela conseguiu ganhar na justiça. Reformou a casa e trocou de carro. kkkkk

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mas como vc recebe um dinheiro sem saber de onde vem e gasta?

Alguém foi demitido como presente de natal.

Milagres acontecem

E você não gastaria? kkkk

Não. Felizmente formado em Direito e sei que teria que devolver o dinheiro.

Bem que eu queria essa graninha caindo na minha, faria uma mega viagem e comprava meu ap

Aqui ja aconteceu com meu irmão, a mulher transferiu errado e ligou para ele ja que a chave do pix era o telefone dele e ele devolveu.

QUE pena, globo kkkkk

Sei lá, não julgo ele. Se você recebe e por exemplo logo entram em contato para falar tudo bem né, meio que esperar uns 2/3 dias para gastar. Mas aí se demoram uma semana pra frente, porque que eu vou deixar o dinheiro parado se ninguém veio atrás?

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Explica isso então @Billy

Se fosse pessoa física, devolveria sem pensar duas vezes. Mas a Globo? Eu deixaria o dinheiro na conta e iria brigar na justiça.

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geralmente nesses casos quem recebeu tem que devolver ne? lembro de ter lido alguma coisa falando q se usar o dinheiro que nao é seu, pode dar processo

isso é menos que uma propaganda de 30 segundos no BBB
que se fodam

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Pela história parece que ele gastou depois de dias ne, então a Globo que se foda

Não entendo como que ela ficou com o dinheiro, já que o Código Civil fala:

Art. 876. Todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir […]
Art. 884. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.