Drogasil é condenada em R$ 10 milhões por exigir CPF em troca de descontos

O TJMA (Tribunal de Justiça do Maranhão) condenou a rede de farmácias Drogasil ao pagamento de R$ 10 milhões por ofertar descontos aos clientes no balcão e promoções nas prateleiras apenas para quem fornecer o CPF ou outro dado pessoal. Segundo o tribunal, a medida vale para o território nacional.

O que aconteceu

Juiz afirmou que o preço promocional deve ser fornecido de forma acessível aos clientes, sem exigência de cadastro prévio no balção ou fornecimento de dados pessoais. O magistrado Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, atendeu ao pedido do Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Padre Josimo e do Instituto de Comunicação e Educação em Defesa dos Consumidores e Investidores.

Na decisão, Martins determinou que a empresa mude a política nos pontos de venda. A regra impõe que programas de fidelidade e coleta de dados só ocorram após a farmácia informar a finalidade, o tempo de armazenamento e eventual compartilhamento das informações. Para a justiça, o tratamento de dados legal é aquele que, como apontado pela lei, tenha manifestação da vontade livre, clara e informada ao consumidor.

Indenização por danos morais coletivos foi fixada em R$ 10 milhões pelo TJMA. O valor será enviado ao Fundo Estadual de Proteção de Direitos Difusos. A justiça não informou se a decisão, divulgada na terça-feira (2), cabe recurso.

O magistrado apontou que a recusa dos clientes em fornecerem informações não pode provocar, pela farmácia, a perda de desconto cedido na compra. A sentença classificou a exigência de dados para liberar desconto como método comercial coercitivo e desleal. O entendimento é que a prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor e penaliza economicamente quem exerce o direito à privacidade.

Justiça entendeu a situação como “venda casada” indireta e vantagem excessiva, também vedadas pelo Código de Defesa do Consumidor.

“A ré utiliza a necessidade básica de acesso à saúde e a sensibilidade do preço dos medicamentos como ferramentas de pressão para inflar seu banco de dados, configurando patente abuso de direito e violação da boa-fé objetiva que deve nortear as relações comerciais”, acrescentou.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Drogasil para pedido de posicionamento, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/06/03/rede-farmacias-condenacao-tjma.ghtm

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acho é pouco

Mas não é só a Drogasil que pede o CPF para conseguir “desconto do laboratório”.

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O Mateus tbm faz isso

Nossa toda farmácia pede isso, achei que fosse normal

eu nunca dou o meu, dou o cpf da mamae e ela qu lute

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E pra quem vai o dinheiro

Lixo de empresa

eles usam o nosso cpf pra que?

Com certeza pra repassar pra operadoras, convênios e etc ficar ligando pra vc, e também por meta para o atendente, tem meta de venda se ele conseguir atrelar seu CPF

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Nossa, todo mundo faz isso. Achava que era normal

Literalmente todas as empresas grandes fazem isso, não entendi kkkk

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essa da meta eu já sabia porque onde eu trabalho tb enchem o nosso saco pra pedir cpf

só não imaginei que eles vendiam pra operadora de telemarketing

deve ser porque estavam fazendo algo com os cpfs

guardar assim nos dados deles não tem nada dms

Pesquisei no Google. A polêmica é só entre farmácias, principalmente quando o desconto só é visível após informar o cpf

Outros assuntos que entram no debate é questão de privacidade, como se trata de medicamentos, os dados são armazenados e podem ser vendidos, essa prática é ilegal porque pode expor dados sensíveis do consumidor

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Drogaria São Paulo fazia uso de cpf pra descontos de uns anos pra cá eles colocam o valor “atacadista” na etiqueta de gôndola

o cpf sujando dela
FILHO DESNATURADO nnnn

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Isso não é tipo corriqueiro em supermercados?

Pois é. Drogaria SP tbm

Morro que meu remédio sai pela metade do preço com o CPF. Que continuem

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