Em entrevista, Alana Lopes diz que Celeste usa sensualidade para encontrar amor perdido em Poliana Moça: 'Dói'

Celeste (Allana Lopes) chegou ao Jardim Bem-Te-Vi de mansinho, mas já atraiu uma penca de olhares em Poliana Moça. A jovem mostrou que não terá nenhum escrúpulo para atingir seus objetivos na novela do SBT, e sua intérprete se esforça para entender o caráter duvidoso da personagem e os traumas que pesam sob suas costas.

A mocinha, afinal, só busca encontrar suas raízes. Ela cresceu num orfanato, mas nunca desistiu de rever a mãe biológica. Para isso, ela só pode contar com uma foto antiga, um nome misterioso e muita força de vontade.

A moça conquistou um emprego na Ora Pães Pães só com sua sensualidade e a lábia que usou para cima de Formiga (Humberto Morais). O interesse masculino, no entanto, não é o amor que a personagem busca. “Ela realmente quer ser amada por essa mãe. Eu sofro um pouquinho também, tá? Eu leio algumas coisas [no roteiro] que eu choro, que dói. A Celeste é minha amiga íntima. Eu sinto as dores dela, sinto o quanto pra ela é importante ser amada”, afirma a atriz em entrevista ao Notícias da TV.

Ela já destratou clientes e vive faltando com suas responsabilidades, mas o gerente segue puxando seu saco. Ainda assim, a atriz não vê a personagem como uma má pessoa. Em vez de se debulhar em lágrimas pelos cantos, ela só pega alguns “atalhos” --não muito positivos, admite da intérprete-- por um objetivo nobre

“Ela é uma sobrevivente, não teve uma estrutura familiar, financeira, sabe? Ela cresceu desamparada em um orfanato e sempre teve que se virar sozinha. As escolhas são ruins, prejudicam outras pessoas, sim, mas foi como ela aprendeu a se virar. Ela é humana”, defende.

A brasiliense se esforça para viver esse lado trapaceiro da personagem, ainda que não concorde com ele. Atitude semelhante a que despendeu a outros papéis, como a Bila, de Gênesis (2021).

Tal qual Celeste, a serva era manipuladora e ardilosa, mas só desejava ter uma posição melhor na sociedade. Allana sempre a viu como uma “mulher à frente de seu tempo” --desejava ter poder de escolha, mas era obrigada a aceitar a posição de subalternidade.

“Eu acho que é muito importante a gente não julgar a personagem, e, sim, entender as motivações, qual é o objetivo maior dela. Mesmo que eu pessoalmente não concorde com aquelas atitudes, eu procuro ser compreensiva para fazer aquilo com verdade. Ela não faz só porque é má, tudo tem um porquê”, defende.

Passado e redenção
A atriz se conectou tanto com Celeste que até criou um passado para a personagem. Ainda durante a preparação do elenco, Allana tomou para si que a jovem chegou a ser adotada, mas não se adaptou à família e foi devolvida ao orfanato.

Ela manteve sua criação para o papel em sigilo, e quase caiu para trás quando pegou um dos roteiros mais recentes e descobriu que Iris Abravanel, autora do folhetim, pensou na mesma história para a mocinha.

A história triste, porém, não assegura que Celeste terá uma redenção na trama. A atriz só afirma que a atendente da Ora Pães Pães ainda vai aprontar muito. “Vou ser sincera, eu não sei. Ela é muito rica em questão de sentimentos, escolhas, pode fazer qualquer coisa. Pela essência dela de querer ser amada, ela pode sim [ter uma redenção], mas não sei”, despista.

As maldades da forasteira podem levar sua intérprete para um baita reencontro. Entre as reviravoltas, Allana admite ser “bem possível” que contracene com Thaís Melchior. Elas trabalharam juntas em Gênesis, na Record --Bila, personagem de Allana, era serva de Raquel, a vilã de Thaís. A brasiliense torce para que isso aconteça. “Tivemos uma conexão imediata”, relembra.

Poliana Moça é exibida de segunda a sexta-feira, às 20h30, no SBT. A novela dá continuidade à saga de Poliana (Sophia Valverde), menina que usa o Jogo do Contente para enxergar o lado bom da vida. A infância da personagem foi abordada no folhetim As Aventuras de Poliana, que a emissora colocou no ar em 2018.

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