Em sindicância, PMs dizem que não houve racismo em prisão de motoboy e que abordagem foi técnica

Nos depoimentos desta tarde, eles reafirmaram que não houve racismo na abordagem a Everton Henrique Goandete da Silva, 40 anos. Segundo o advogado Fábio Silveira, que representa dois dos policiais — o homem e a mulher que conduziram o motoboy no camburão de uma viatura —, os seus clientes afirmaram que “a abordagem foi técnica e progressiva, de acordo com a resistência do motoboy".

Conforme Silveira, os PMs também afirmam que a diferença no tratamento entre os dois presos Sérgio Camargo Kupstaitis, 71 anos, que agrediu Everton com um canivete, foi detido tempo depois da vítima — ocorreu devido à reação de cada um deles.

A investigação teve início a partir da divulgação de fotos e vídeos que mostram Everton sendo algemado e colocado na parte traseira da viatura, enquanto Sérgio conversa cordialmente com PMs e chega a ser liberado para subir até o seu apartamento, vestir uma camiseta antes de ser conduzido à delegacia no banco de trás de outra viatura.

— Foi solicitado mais de uma vez que se afastasse. E ele (Éverton) disse: “Mas por que, se sou vítima?”. O policial respondeu: “Isso nós vamos ver”. Ele gesticulou fortemente na frente do policial, isso inclusive está no vídeo mais divulgado. O policial não teve outra opção a não ser abordá-lo. Ele disse, aos gritos: “Não vai me abordar, não, eu sou vítima”. A partir daí, o policial passa a ter que usar moderadamente a força para que ele se submeta a uma revista pessoal, para ver se ele não causaria risco a ninguém ali. Ao passo que o outro cidadão se encontrava, calmamente, atendendo as determinações policiais — descreve o advogado.

Sobre o fato de o motoboy ter sido conduzido no camburão, de acordo com o advogado, os policiais explicaram que, no banco frontal, estariam o motorista e a outra agente, e que “qualquer movimento que ele fizesse com as pernas poderia prejudicar a dirigibilidade, causar um acidente que ferisse os policiais e a própria vítima”. Além disso, o advogado acrescenta que, quando foi retirado da viatura, o motoboy não apresentava nenhuma lesão decorrente da abordagem.

A advogada Andrea Ferrari, que representa os outros dois policiais — um homem e uma mulher, integrantes da segunda guarnição que chegou ao local do fato —, afirma que os PMs mantiveram o depoimento dado à Polícia Civil, e que a expectativa é de que o procedimento seja concluído o quanto antes.

— Na sindicância, o foco foi a atuação deles. A Brigada quis saber em relação à parte técnica. Estão pedindo para entregarem os relatórios o quanto antes. Acredito que terá um andamento mais rápido que o normal — diz a advogada.

Na terça-feira (20), os quatro policiais já haviam prestado depoimento à Polícia Civil, que realiza uma investigação paralela à sindicância da BM. Todos negaram que tenham agido motivados por racismo na abordagem ao motoboy e pontuaram que ele teria agido com agressividade.

No próximo passo da apuração militar, o sindicante deve fazer um apanhado geral das provas e solicitar documentos que considerar necessários, como os vídeos das câmeras de monitoramento do entorno do ponto onde ocorreu a abordagem. Na segunda-feira (19), o secretário estadual da Segurança Pública, Sandro Caron, afirmou que a sindicância deve ser concluída até sábado (24).

O Advogado do Everton
https://twitter.com/matheuspggomes/status/1760981628707385595

não vai acontecer nada contra esses policiais

Ridiculo demais

isso foi sindicância interna, não esperava outra coisa

homens negando fazer merda? to em choque!

E o Vai-Vai estava correto

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O cara leva uma facada ,fica nervoso e ele que é levado no camburrão por ser considerado risco para os Policiais…

Tópico Sul: Show de racismo

Abordagem tecnicamente racista

Tirou a abordagem racista, deixando apenas a abordagem racista.

@Gauchos

tecnicamente racista

Em caso de polícia o Brasil é racista por inteiro

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surreal esse caso pqp

Quem apurou a sindicância foi a mãe dele, né?

a PM tem que acabar

Se o Matheus Gomes não tivesse entrado na jogada pra fazer as coisas andarem era capaz do caso ter sido abafado no mesmo dia em POA.

Torço pra que ele consiga fazer isso ir até o fim pra que esses PMs sejam responsabilizados.

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