ENTREVISTA: Hylka Maria defende Agar de ranço do público de Gênesis: 'Erro foi ser humana'

Agar em Gênesis, Hylka Maria já recebeu mensagens de todos os tipos sobre sua personagem. Grande amiga de Sara (Adriana Garambone), a mulher mudou da água para vinho quando se recusou a entregar seu filho Ismael (Henrique Camargo) para ser criado pela protagonista. Tem quem a odeie pela desistência, mas também há aqueles que veem sinceridade nos seus atos falhos. “O grande erro dela foi ser humana”, defende a artista.

Em entrevista para o Notícias da TV, a atriz comemora as interações dicotômicas que recebe dos espectadores. Ela confessa que esperava que isso fosse acontecer graças a trajetória do papel. No início da trama, a egípcia se tornou serva de Sara após ser expulsa do Egito junto com os hebreus, mas a amizade é rompida após ela se deitar com Abraão (Zécarlos Machado).

“Ela é muito polarizada. Tem gente que me escreve que não sabe se abraça ou tem vontade de bater na Agar. Isso é um grande gol, pois era exatamente o que eu queria incitar nos telespectadores: fazer enxergar que ela é tão humana tanto nas qualidades quanto nas fragilidades”, afirma.

O conflito do trio não é tão simples quanto parece. De um lado, Agar se recusa a entregar Ismael logo quando ele nasce. E de outro, Sara passa os anos arrependida de ter pedido ao seu marido para se deitar com outra para fazê-lo ter um herdeiro-- até então, a personagem de Adriana Garambone era estéril.

A grande verdade é ela fez um acordo com Sara. Ela não tem nenhuma relação de admiração amorosa com Abraão. Foi tudo puramente protocolar para que essa criança nascesse. O grande erro foi ela ser humana. Quando nasce esse filho, e ela se depara com esse bebê nos braços… A maternidade falou muito mais alto
Hylka explica que até mesmo precisou mexer em alguns trejeitos de Agar que estavam delimitados no roteiro da novela da Record. Tudo para que o público soubesse que a vilania da personagem não é “preto no branco” e, sim, que existem camadas que mostram os motivos por trás de sua amargura.

“Tinham algumas rubricas, que levavam a personagem para um lado maquiavélico, sem justificativa […] E eu olhava, e falava: Isso, não condiz com o que eu construi até aqui e eu preciso dar uma coerência para essa construção”, explica a intérprete.

A artista reitera que suas sugestões foram bem aceitas pela produção e, a partir daí, enxergou no público como um “termômetro” para medir a recepção de Agar: “Eu fiz esse exercício de não julgar a Agar, e tentar fazê-la absolutamente humana. Com seu lado escuro, com seu lado de luz, com as qualidades e fragilidades. Acho que foi que causou tamanha identificação”, finalizou Hylka Maria.

renan vc opde dar ban em pessoas badernando o fixo?