"Excesso de tela”: jovem morto por H1N1 sequer tinha computador

Antes de morrer em decorrência do vírus H1N1 em Sorocaba, interior de São Paulo, o adolescente Bryan de Souza Camargo ouviu de uma médica que as dores no corpo eram causadas por uso excessivo de computador. O jovem, no entanto, sequer tinha o equipamento em casa.

O rapaz de 13 anos foi levado ao hospital no dia seguinte ao início dos sintomas. Após a avaliação da médica, o pai de Bryan, Eliseu Gomes de Souza, questionou a doutora e afirmou que o jovem não usava computador com frequência. Ela teria respondido que “poderia ser o celular”. A família afirma que uma negligência médica contribuiu para a gravidade do quadro do adolescente.

“Ele estava com uma íngua no ombro e falou o que estava sentindo. A pediatra avaliou garganta, ouvido, batimentos e disse que estava tudo normal, o peito não estava carregado. Ela disse que eram apenas dores musculares por ele ficar muito tempo no computador“, afirmou o pai ao Metrópoles. “Eu questionei e disse que ele não tem computador, então ela respondeu que poderia ser o celular e disse que receitaria um anti-inflamatório. Não pediu nenhum tipo de exame, nem hemograma ou raio-x.”

Eliseu contou que o filho apresentou tosse e dores no peito no dia 30 de março, um domingo. Como os pais acreditaram se tratar de uma tosse alérgica, ele foi para a escola normalmente no dia seguinte. Após a aula, o jovem se queixou de dor de garganta e procurou atendimento pediátrico no Hospital Amhemed Sorocaba, onde recebeu a orientação.

A família voltou para casa e achou melhor não mandar Bryan para a escola no dia seguinte. Na quarta-feira, três dias após o início dos sintomas, o menino reclamou de muita dor no peito e voltou ao pronto-socorro do hospital. O médico pediu um raio-x e afirmou que o pulmão estava normal.

Após a consulta, durante a tarde, Bryan chegou a chorar de dor e vomitou sangue. Os pais acharam melhor voltar ao hospital e ele deu entrada diretamente na ala de urgência, pois estava com muita falta de ar. Só então os médicos solicitaram o hemograma.

“Veio a médica da UTI para examinar, colocou o balão de oxigênio, porém não adiantou. Ela viu que o caso era grave e seguiu com o processo de entubação. Nisso chegou o resultado do exame, que constatou o vírus Influenza A. Ele foi encaminhado para a UTI e foi isolado.”

Na manhã da quinta-feira, Bryan teve duas paradas cardíacas e precisou ser reanimado. A partir daí, o quadro só piorou. “A médica comunicou que o quadro dele era gravíssimo e que eles fizeram o que tinham para fazer, que iriam aguardar o corpo dele reagir aos medicamentos, pois a infecção já tinha tomado parte do pulmão dele”, disse o pai.

14 curtidas

esses medicos de hoje em dia
as pessoas tem que lutar pra sempre estarem saudaveis pq se depender dessas antas

5 curtidas

Que médica amaldiçoada. Que relação nada a ver com computador

isso me lembrou quando voltei no médico porq a dor no ouvido não passava e a médica teve a audácia de dizer “e vc quer que eu faça o que?”

19 curtidas

cada dia mais tem menos medicos capacitados no nosso pais

Sou muito a favor de substituir consulta medica por chatgpt

Essa “preguiça” medica adicionada a falta de administração, municipal e estadual, de recursos públicos da saúde estão fazendo a cada dia mais esses atendimentos básicos um circo de horrores.

Típico dos médicos de hoje em dia
Vc vai em um médico desses novos e nem olham pra vc, pesquisam na internet o sintomas que vc tem e qual remédio passar e pronto

7 curtidas

É uma má vontade tão canalha dessa geração de médicos
Gentinha sem escrúpulo que escolheu a carreira apenas por dinheiro

Mas tela pra médico não é só computador kkk
É TV, celular etc

Não é preguiça não solicitar exames
A rede pública é escassa de recursos e só vão solicitar exames quando houver indicação
Pela história que contaram, essa foi a conduta no primeiro atendimento após apenas um dia de sintomas
Imagina agora se todo paciente que vier sem sinais de alarme com um dia de história e solicitarem 500 exames?
Os pacientes graves com sinais de alarme vão ter seus diagnósticos atrasados pela fila enorme e vai morrer mais gente ainda

6 curtidas

Precisamos de uma OAB pra médicos com nível altíssimo de dificuldade e prova prática. E devem ficar sem exercer nenhuma profissão na área da saúde até passarem.

4 curtidas

Que vaca meu deus

Ai ai, sempre isso…

mediCUS desse país cada vez mais negligentes

OAB pra médicos vai gerar recursos pra rede pública de saúde? Um médico na UPA vai poder fazer consultas de 1h pra cada paciente pq o governo vai pagar mais profissionais pra UPA?
Realmente essa é a solução

2 curtidas

a médica se formou na faculdade das avós brasileiras

É por isso que hoje em dia o pessoa se consulta por chatgpt, mais chance de conseguir resolver o problema

Não é falta de recurso. É falta de preparo.

E se eu estiver errado, esses médicos todos serão aprovados nos exames. Simples.

1 curtida