FELTRIN: Os primeiros dados do consumo de streaming no país

Já existem alguns dados sociais sobre a nova estatística que está sendo distribuída pela Kantar Media a seus clientes: o “ibope dos serviços de streaming”.

Segundo a CEO da Kantar, Melissa Vogel, pelos dados que podem ser divulgados à imprensa até agora, 22% dos brasileiros (mensurados nas 15 maiores regiões metropolitanas do país) consomem conteúdo em streaming (ou vídeo) 24 horas por dia.

Isso é uma média “estática”, claro: ou seja, não significa que as mesmas pessoas passam 24h por dia diante de aparelhos de TV ou “devices”, como celulares e tablets) vendo Netflix, Globoplay, Amazon ou outro conteúdo. É um resultado do universo de aparelhos ligados (sejam SmarTVs, celulares, tablets ou o velho computador na sua casa).

Como esta coluna antecipou quase dois anos atrás, essas plataformas já representam o segundo maior “ibope” do Brasil, somente atrás da Globo.

Vamos a outros dados

Na faixa de 12 a 17 anos, 42% consomem streaming, mas 58% continuam assistindo aos canais abertos e pagos de TV.

No espectro de telespectadores entre 50 e 59 anos, a TV aberta e a fechada são consumidas ainda por incríveis 85% da amostra. O streaming, por 15%.

Na faixa acima de 60 anos, 91% consomem canais abertos e fechados e apenas 9% consomem streaming.

Esses resultados provam o imenso poder que a TV aberta ainda tem no Brasil, e sua evidente longevidade.

Esse veículo certamente ainda terá muitos anos pela frente. Ainda mais num país desigual e tão cheio de pobreza.

Os dados também servem de resposta ao todos aqueles que vivem dentro de suas “bolhas imaginárias” na internet e que vivem dizendo ou postando:

“Ainnn, mas quem assiste TV aberta ainda?”

A resposta está neste texto.

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