Fez história: Por onde anda Valéria Monteiro, 30 anos após ser a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional em 1992

Em 1992, Valéria Monteiro fez história ao se tornar a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional como titular. A jornalista ficou um ano ao lado de William Bonner na bancada do noticiário e depois voltou ao Fantástico, atração que já havia comandado de 1988 a 1991. Em 1993, porém, a morena deixou a Globo e foi morar nos Estados Unidos, onde ficou por quase 10 anos.

No exterior, Valéria teve passagens pela WNBC, emissora da rede NBC em Nova York, e pelo canal Bloomberg, tendo montado também a própria produtora, Toda América, para se dedicar a projetos independentes. Em 1999, a mineira foi contratada pela RedeTV! para atuar como correspondente internacional, mas foi parar na apresentação da primeira fase do programa A Casa É Sua, que durou apenas três meses. O retorno definitivo da morena ao Brasil se deu em 2002, quando o clima era de tensão nos Estados Unidos por conta dos atentados de 11 de setembro de 2001.

No ano em que retornou às terras brasileiras, a jornalista participou da campanha eleitoral de José Serra, que concorria à Presidência da República pelo PSDB, e foi derrotado nas urnas por Lula. Valéria comandou uma atração chamada Mondo, na Paradiso FM (atualmente SulAmérica Paradiso), rádio carioca, e voltou à televisão em 2014, quando fez uma participação no seriado Dupla Identidade e apresentou o O Show da Vida É Fantástico, no Canal Viva. O programa ficou no ar entre maio e novembro daquele ano e recebia convidados para relembrar momentos marcantes por meio de videoclipes das décadas de 1980 e 1990, que marcaram o dominical nas noites da Globo.

Em 2015, a jornalista usou o Facebook para deixar registrada sua indignação por ter sido deixada de fora das comemorações pelos 50 anos da emissora carioca. “Interessante que não me incluam em livro e comemorações do JN, tendo sido a primeira mulher a apresentar o jornal da noite, antes um bastião masculino na Globo. Mesmo tendo sido por um ano, aos sábados, como na época foi acordado para a transição para a modernidade, em que a mulher participava finalmente de todos os âmbitos da programação jornalística, é uma gafe, me parece que há uma vontade de se reescrever a história. Depois ficam chateados com a suspeita da população quanto à credibilidade do jornalismo da empresa. Por que você acha que isso acontece?”, questionou ela.

Em 2017, Valéria lançou sua pré-candidatura à Presidência da República por meio de um vídeo divulgado no YouTube. Mais tarde, filiou-se ao PMN (Partido da Mobilização Nacional), mas o partido decidiu não lançar nenhum candidato ao cargo. Dois anos depois ela migrou para o PTB, tendo passado posteriormente por outras siglas, como PDT e REDE. Atualmente, em seu perfil no Instagram, a mineira compartilha conteúdos do PSD Mulher e fala sobre a importância das mulheres ocuparem espaço na política. Em algumas postagens, ela já se posicionou contra o governo de Jair Bolsonaro.

Valéria Monteiro se tornou avó em fevereiro

Por onde anda Valéria Monteiro, 30 anos após ser a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional
Valéria e a filha, Vitória, com a pequena Alice - Reprodução/Instagram

Em fevereiro deste ano, Valéria Monteiro compartilhou um momento importante de sua vida pessoal com os internautas que a seguem no Instagram. A jornalista, que estava a apenas um mês de completar 57 anos, se tornou avó e publicou uma foto com a netinha, Alice, herdeira de Vitória, sua única filha. A diretora de cinema, de 32 anos, é fruto do relacionamento da veterana com Paulo Ubiratan (1947-1998).

“Minha filha e minha netinha, quanto amor! Ambas estão bem e todos nós transbordando de felicidade”, escreveu ela, sobre um clique em que mãe e filha apareciam juntas, ainda na maternidade.

um dia desses li sobre ela, ela começou como âncora de um jornal pequeno
ela abriu espaço