Filha da Ivete? Pabllo Vittar leva apoteose pop de inacreditável extravagância ao The Town


Com o “The Town!” mais agudo já gritado num palco do festival, a drag Pabllo Vittar deu início no The One ao show especial preparado com as cantoras trans Liniker e Jup do Bairro. Com uma banda complementada por sopros e percussão, ela entrou em grande estilo com o seu balé para mostrar um dos seis primeiros sucessos, o tecnopagodão “K.O.”, seguido de “Triste com T” e “Problema seu” — uma trinca rolo compressor nível Ivete Sangalo, que gerou as primeiras cenas de descontrole do público no The One.

Bonito de ver como Pabllo se tornou uma gigante da música dançante e festeira do Brasil, enlouquecendo a massa com hits como “Cadeado”, “Buzina” e “A lua”. A entrada de Liniker em cena, num vestido verde que perigava ofuscar a dona da festa (“Se verde tá assim, imagina madura!”, brincou Pabllo) se deu ao som de “Disk me”, hit da drag. Mas o dueto que emocionou foi o de “Baby 95”, de Liniker, que recicla para os anos 2020 o melhor do pagode romântico dos 90.
Fogo, coreografias ousadas e um segundo modelito de couro preto deram a Pabllo as condições para adentrar a segunda parte do seu espetáculo solo, com “Amor de que”, “Parabéns” e “Seu crime” — o som da mistura de Beyoncé, lambada e tudo que se ouve no Brasil da qual a cantora se tornou a mais explosiva representante.

Eletropunk (“Ultra som”), heavy house (“A MEIA NOITE”, faixa com Gloria Groove), reggaeton from hell (“A sua cara”), trapfunk (“Bandida”)… Sobra tentativa de definição para os híbridos musicais de Pabllo, mas tudo funciona muito bem na pista — ainda mais com o auxílio dos vídeos no telão, que traduzem à perfeição o delirante universo musical criado pela cantora.
Na batida em que ia o show, era inevitável chegar a “Descontrolada” — o momento da entrada de Jup do Bairro, que com sua voz grave, masculina, soltou todas as amarras que ainda seguravam a putaria no show. Solo, Jup ainda mandou o seu reggaeton “O corre”. Depois disso, só restou a Pabllo mandar o seu “Rajadão”, uma apoteose pop de inacreditável extravagância, que faz pensar muito em como enfim o Brasil tomou para si as rédeas do pop global.

@Vittarlovers

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Filha da Claudia Leitte

A ênfase que foi a primeira vez que o público animou kkk

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@Dalvan coloca a fonte

Qual veículo?

ACLAMADA

Tinha esquecido

Sorry

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Não adianta, foi o show nacional do festival até agora

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CARALHO PABLLO! Foi de longe o melhor e mais animado show nacional

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Tomara que tenha o show no YouTube pra ver

https://x.com/reservakamk/status/1701022715631813119?s=46

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arrasou divaaaa

Falando nisso acho que nunca teremos um artista que vai superar Ivete nos palcos né?

Ja se passaram anos e ninguém chega aos pés

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A doll merece a aclamação

Com a morte do axé fica difícil né

amooo, vou ver

Ela não usou o circulo que ficava no meio do telão?

O vocal da drag maravilhoso, e eu tô chocado com a animação do público

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Eu falei que aquele cu redondo não era da dragui kkk

Aquilo tava muito avulso

O coro em A Lua, hino injustiçadoooooo

Ficou mto melhor sem, amém Pabllo