Folha: Isis Valverde revive papel de Jodie Foster no remake de 'Quarto do Pânico'

O cinema brasileiro já tentou o remake de algumas comédias estrangeiras, como “Amizade Colorida” (2024) e “Perfeitos Desconhecidos” (2025). Mas é raro ver o remake de um thriller, que envolve uma produção maior.

“Quarto do Pânico”, que o Telecine lança no dia 13, é a versão nacional do longa que David Fincher dirigiu em 2002 com Jodie Foster e uma Kristen Stewart ainda criança. Agora ambientada em São Paulo, a história traz Isis Valverde no papel que foi de Jodie, e Marco Pigossi na pele do bandido que foi de Jared Leto.

Com direção de Gabriela Amaral Almeida, que tem experiência em thrillers violentos como “O Animal Cordial” e “A Sombra do Pai”, “O Quarto do Pânico” chama a atenção porque, como sabemos, nosso cinema tem orçamentos bem menores de produção do que Hollywood. Mas, talvez pelo fato de a ação se passar em um único espaço, uma mansão, o resultado é digno de nota, e extrai boas atuações do elenco principal.

Vou contar um pouco da história do remake para você que, como eu, viu o original lá no lançamento, há mais de 20 anos. Depois de perder o marido num assalto violento, a rica Mari (Valverde) decide se mudar para uma mansão suntuosa no bairro nobre com sua filha Bel (Marianna Santos).

Já na primeira noite, três assaltantes invadem a casa atrás de algo muito valioso. Um deles foi o responsável pelo sistema de segurança da casa, daí a facilidade com que entram nela. Mãe e filha logo vão ter que usar o quarto do pânico, uma espécie de bunker com paredes de aço, para se proteger.

Uma das sacadas do roteiro de David Koepp era marcar bem a diferença entre os bandidos –e esse recurso se mantém. Charly (Pigossi) é um jovem mimado e nada inteligente que perde completamente o controle conforme as coisas vão dando errado. Raul (Caco Ciocler, ótimo) tem traços psicóticos desde o início e não hesita em atirar se preciso. Já Benito (André Ramiro, de “Tropa de Elite”, no papel que era de Forrest Whitaker) tem o coração mole, e entrou no roubo para pagar o tratamento do filho doente.

“Quarto do Pânico” segue à risca o roteiro do filme de Fincher –ou seja, se você viu o americano recentemente, nem vale perder seu tempo. Para quem nem se lembra do original, no entanto, a diversão é garantida. Isis, Pigossi e Ciocler estão muito bem, e o final ultraviolento é de tirar o fôlego, ainda mais por ser tão raro em filmes brasileiros.

Só não espere nenhum grande comentário social sobre a distância entre ricos e pobres no Brasil, e a obsessão dos ricos e super-ricos do nosso país por sistemas de segurança. “Quarto do Pânico” se passa em São Paulo, assim como poderia muito bem se passar em Londres ou na Cidade do Cabo. É feito para entreter, e nisso cumpre bem sua missão.

“Quarto do Pânico”
Estreia na sexta (13) no Telecine Play
Sábado (14) às 22h no Telecine

kkkkkk mico
e vamos de outra indicação ao Framboesa

1 curtida

ela só faz filme massacrado ne