Fusão da HBO MAX com o Discovery+ vindo aí. Rito ordinário ocorrerá nos próximos dias.

Se aprovada como está proposta, operação resulta em concentração de cerca de 31% no mercado de canais de TV por assinatura em geral e superior a 50% no segmento de canais Infantis

O Comitê Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu analisar em detalhes a fusão entre a Discovery e a WarnerMedia, adotando rito ordinário. O negócio de mais de US$ 43 bilhões foi anunciado em maio pelas empresas e afeta as programadoras em todos os países onde têm presença.

No Brasil, solicitaram ao Cade aval para concluir a transação em 9 de setembro. No documento protocolado, os advogados das empresas dão a entender que apenas o órgão antitruste será acionado. Nem Anatel, nem Ancine, serão notificados, em função de decisões recentes de que OTTs não são regulados.

A transação deve resultar em concentração no mercado de programadoras de TV paga. As empresas, juntas, detêm, cerca de 31% dos canais fechados de TV e mais de 50% dos canais infantis. As empresas alegam, no entanto, que isso não deve ser visto como impedimento à transação e pedem o aval sem quaisquer restrições.

Afirmam que a sobreposição “não resulta em preocupações concorrenciais por diversas razões incluindo a rivalidade desse mercado, a pressão competitiva de plataformas de streaming, o poder de barganha dos clientes, a natureza de mercado de dois lados e outras condições de mercado”.

Citam a competição oferecida por Globo, Disney, Viacom CBS (Paramount), YouTube, Netflix, Amazon Prime Video, Funkids, Playkids, Noggin, Baby TV e até as redes sociais Facebook, TikTok, Snapchat e Instagram.

O edital da operação foi publicado ontem, 21, no Diário Oficial da União. Com isso, foi aberto o prazo para apresentação de intervenções de terceiros – que se esgota em 6 de outubro.

O QUE É A TRANSAÇÃO

Conforme explicado pelas partes, a fusão consiste na compra, pela Discovery, dos negócios, operações e atividades que constituem o segmento Warner Media, atualmente detidos pela AT&T. Resultará na criação de uma empresa global de entretenimento (“Warner Bros. Discovery”) que combinará as atividades a fim de competir no mercado direct to consumer (streaming) contra plataformas de conteúdo já estabelecidas.

No Brasil, levará a sobreposições horizontais nos segmentos de produção e licenciamento de conteúdo audiovisual; licenciamento (ou distribuição) de canais para TV por assinatura para operadoras de TV por assinatura e licenciamento para produtos de consumo.

Afirmam que as sobreposições horizontais serão mínimas nos segmentos de produção e licenciamento de conteúdo e licenciamento para produtos de consumo. A participação combinada de Discovery e WarnerMedia será inferior a 10% nestes segmentos.

Em compensação, nos canais para TV por assinatura para operadoras de TV por assinatura, a participação combinada da Discovery e da WarnerMedia será de cerca de 31,8%. Considerando o gênero dos canais, a participação combinada será de 31,84% na categoria “filmes e séries básicos”, e de 52,43% nos “infantis”.

Para as empresas, as operadoras de TV por assinatura têm “um poder compensatório significativo”. Além disso, Warner e Discovery têm incentivos em receitas de licenciamento e de publicidade para “buscar a distribuição mais ampla possível dos seus canais”.

Afirmam que “rápidas mudanças” nas condições de mercado garantem que essa indústria permanecerá altamente competitiva e “inibirá os programadores de canais de TV por assinatura, como as Partes, de adotarem qualquer conduta anticompetitiva, particularmente no que diz respeito a SeAC”.

Concluem dizendo que o negócio resultará em mais ofertas ao consumidor e que não haverá sobreposição horizontal no segmento de plataformas de streaming porque o Discovery Plus, futura plataforma de streaming da Discovery, ainda não foi lançada para os consumidores brasileiros.

“As únicas plataformas de streaming operadas pela Discovery atualmente disponíveis no Brasil, ambas com faturamento negligenciável, seriam o Discovery Kids Plus, que funciona prioritariamente como um serviço de “catch-up service” ou “TV everywhere”, e que detém participação inferior a 10% do total de assinantes de plataformas OTT no Brasil; e o Golf TV, que transmite conteúdos relacionados a golf, com uma distribuição limitada no Brasil.

2 curtidas

Fusiona ela

A aumentada de preço q isso vai causar

@SpanishSahara @vito vocês sabem se os documentários deles vão estar aí também?

Amore, se não contestarem concentração de mercado na fusão, sim

Amo vou assistir todas as temporadas de 90 dias para casar

Aquele portal amador do HBO Max falando que no documento falava que o Discovery+ foi cancelado aqui. No documento só fala que o Discovery+ não chegou aqui ainda e não é concorrência para a Warner nos streams

Vai ser igual à Amazon com a paramount? Ou vai incluir o discovery+?

Conjuga o verbo direito gay, é fundir

Não fusionaria?

Com você sim amor

off: acabei de descobrir que esse verbo fusionar existe kkkkkk chocada

Deve ser por isso que o Discovery+ ainda não chegou ao Brasil né. Vivia passando propaganda sobre dizendo que iria estrear em setembro, já estamos no fim do mês e nada. Agora na propaganda diz “em breve”.

Não se sabe ainda. Mas acredito que ou será algo como o Star+ e Disney+, ou vai ser tudo dentro do HBO Max mesmo.

espero que não altere muito o valor (e acho que não vai já que tecnicamente a discovery+ ja faz parte do grupo da hbo+)

O catálogo do Discovery é IMENSO, e vai hitar muito. O Investigação Discovery era o programa de TV por assinatura mais assistido disparado aqui no BR.

Aaaaaa eu quero muito isso

@Vito amigo blue planet e planet earth estão incluídos né?

mais conteudo, amo

Amigo, não faço ideia pq os docs da BBC são todos fragmentados

Imagina se entra tudo dos canais Discorvey no HBO Max…