Nota: 5,5
A sensação é de que Luísa quer provar que sabe fazer de tudo. Ela canta em três línguas; faz bossinhas românticas; ainda tem funk para tocar em festas; ela também conhece clássicos da música brasileira… e tem mais novas “Penhasco” no repertório.
Mas esse desejo de se mostrar versátil acaba se voltando contra ela. Porque, claro, apostar em sons “brutais” e ecléticos faz parte e até rende alguns bons momentos nesse álbum.
Só que para um disco de 23 faixas funcionar, a edição é fundamental. No conjunto, que não abre mão nem de quantidade de músicas nem de recursos sonoros, o ouvinte sai fatigado. E as músicas que realmente brilham acabam soterradas por outras que parecem estar ali só para fazer volume.
É curioso pensar nisso logo sobre Luísa Sonza, que se consolidou como uma artista pop de álbuns. Ela sempre demonstrou interesse em caprichar nas suas “eras”, com estética e conceito definidos.
Mas para quem pensa tanto no álbum como um conjunto fechadinho, ficou de fora uma questão básica: um bom disco é aquele que você quer ouvir do início ao fim.
Na coletiva de lançamento, a cantora afirmou que não pensou na recepção do público, só na “entrega” que queria fazer. Deu pra ver.
