Juliana Didone fala da volta de 'Malhação' 2004 ao Globoplay, dos projetos, da filha e da relação com o ex-marido

Juliana Didone está de volta ao ar no Globoplay na 11ª temporada de “Malhação”, novela de 2004 em que interpretou sua primeira protagonista na TV, Letícia. Ela fazia par com Guilherme Berenguer, o Gustavo, e tinha como rival Natasha (Marjorie Estiano).

— Tenho o maior carinho pelas minhas personagens, principalmente pela Letícia, que foi a que me projetou há 20 anos. Éramos um um grupo muito unido — afirma a atriz.

Ela, que fez a segunda temporada de “Bom dia, Verônica”, da Netflix, gravou a série "O som e a sílaba”, do Disney+, prevista para o ano que vem. No teatro, a atriz acaba de finalizar a primeira temporada de sua nova peça, “60 dias de neblina”, no Rio de Janeiro. O espetáculo é sobre maternidade:

— É um projeto meu. Tem um lugar afetivo diferente de quando você é chamado para um projeto. Esse fui eu que quis fazer. Eu tinha uma intuição de que precisava contar essa história. Tinha uma expectativa de que as pessoas iriam se identificar. Mas não imaginava que seria tão imediato. Foi uma recepção muito calorosa.

A ideia surgiu após Juliana ler o livro homônimo da autora Rafaela Carvalho enquanto enfrentava o puerpério. Ela é mãe de Liz, de 5 anos, do casamento com Flávio Rossi, de quem se separou em 2019:

— Tenho uma boa relação com ele. Claro que a gente tem conflitos. Acho que todo ex-casal acaba tendo. Ele é mais distante, fico com a maior responsabilidade, o que é uma coisa que acho comum para a maioria das mulheres. Mas ele participa das decisões, do lado financeiro. Tem uma ótima relação com ela.

Juliana chegou a viver outro relacionamento após o divórcio, mas atualmente está solteira:

— É bem difícil conciliar. A maior parte do meu tempo é dividido entre Liz e trabalho. E eu sou provedora da minha família, tenho a necessidade de pagar as contas. Mas também sou muito apaixonada pelo que faço, gosto muito de trabalhar. A maternidade é um respiro para o meu trabalho e vice-versa. As duas coisas se complementam e são muito importantes para a minha existência feliz. Claro que o romance também tem um lugar importante na vida de toda pessoa. Mas hoje entendo que tem que ser um relacionamento leve, que traga descanso, e não angústia. Para equilibrar esse meu tempo que já é tão focado no meu trabalho e na minha filha, tem que ser muito leve, sem cobrança. Só assim para se encaixar no meu estilo de vida. Acho que na hora certa vai rolar. Não estou procurando relacionamento agora, mas também não estou fechada para ele.

A atriz não descarta a possibilidade de ter mais filhos, mesmo tendo sido vítima de violência obstétrica no parto:

— Depois de uma experiência dessas você ganha bagagem. Sei tudo o que eu não gostaria de viver de novo e como eu poderia facilitar as coisas para mim. Acho que seria mais leve.