Justiça rejeita queixa-crime de Marcos Araújo, da Audiomix, contra Alok

Em sentença deferida pela juíza Alessandra Regina Ramos Rodrigues Bisognin, a magistrada ressalta que, embora Alok tenha citado ameaças e perseguição, além de ter dito que supostamente o empresário estaria usando o duo americano Sevenn para atacá-lo, com a acusação de não ter recebido dinheiro e créditos pelas produções do Alok que participaram, os crimes atribuídos a Marcos Araújo não estão suficientemente descritos, faltando especificar o fato criminoso em si, além de quando e onde o mesmo teria ocorrido.

“O tipo penal do delito de calúnia requer a imputação falsa a outrem de fato definido como crime. Conforme precedentes, deve ser imputado fato determinado, sendo insuficiente a alegação genérica. No caso dos autos, constou da queixa-crime que o querelado (Alok) afirmou que o querelante (Marcos) é inimigo das cotas e que isso estimula o racismo, sem a vinculação de um fato determinado. Agravado regimental desprovido”, disse a juíza como justificativa para ter rejeitado a queixa-crime.

A magistrada ainda observou que, em sua fala, Alok “quis apenas expor as situações conflituosas surgidas após o rompimento do contrato celebrado com Marcos Araújo”. A magistrada ainda chamou a atenção para o fato de que o DJ “não teve a especial intenção de ofender”. E afirmou também que o DJ se limitou a “narrar fatos e expressar opinião que, embora manifestada em tom de crítica ao comportamento do querelante (Marcos), não é reveladora do dolo específico indispensável para a configuração do tipo penal.

O imbróglio todo começou após os DJs e produtores musicais brasileiros-americanos, Sean e Kevin Brauer, que juntos formam o duo Sevenn, terem dito à Billboard que tiveram um “relacionamento unilateral e comercialmente abusivo” com o DJ Alok. Segundo reportagem da Billboard, os irmãos, criados no Rio, na comunidade religiosa Meninos de Deus, disseram que trabalharam como “produtores fantasmas” em pelo menos 14 faixas para o DJ brasileiro e não receberam nenhum crédito, royalties de publicação ou remuneração.

Alok reagiu às acusações expondo que o duo é empresariado por seu ex-agente de carreira, Marcos Araújo, e atribuiu ao empresário as denúncias contra ele. “A conclusão que cheguei é que a minha carreira e a do Sevenn eram gerenciadas pelo mesmo empresário, o Marcos, da Audiomix, conhecido pelas polêmicas. Quando tomei ciência de várias coisas que ele estava fazendo na minha carreira, na do Jorge e Matheus, de diversos outros artistas, rescindi de forma pacífica” contou Alok no Instagram.

Segundo o DJ, desde então o empresário não o deixa em paz: “Eu vivo recebendo ameaças, sendo perseguido. Ele não aceita. A matéria não é surpresa. Quando fiquei em quarto lugar como melhor DJ do mundo, mesmo não trabalhando mais comigo, ele fez um post e marcou o Sevenn, criando a narrativa para a matéria”.

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