Larissa Manoela rebate acusações de produtor em processo por show cancelado em São Paulo

No último dia 23 de maio, Larissa Manoela se manifestou na ação movida por Davi Dantas de Souza, por perda e danos de um show cancelado da artista. Neste processo, o produtor de eventos pede R$ 200 mil de indenização por danos materiais e mais R$ 1,5 milhão a título de verba que ele deixou de arrecadar com o show da atriz e cantora. Além de Larissa, também figuram como réus nesta ação os pais dela e a empresa por trás de sua carreira, a Dalari Produções. Davi alega ter contratado um show de Larissa Manoela para o evento ‘Halloween no Jockey Club São Paulo’, no dia 28 de outubro de 2018, e mesmo com contrato assinado enviado e data do show já anunciada, ele afirma que o espaço cancelou a festa sem uma justificativa concreta.

Na contestação, os advogados de Larissa afirmam que Davi faz uma série de acusações sem apresentar provas. Sustentam, ainda, que contrato anexado por Davi aos autos do processo seria de difícil visualização em relação ao seu conteúdo e outros documentos apresentados estariam cortados, incompletos, riscados, pintados ou editados.

Eles também falam em prescrição do processo, uma vez que os fatos ocorreram no segundo semestre de 2018, sendo a ação ajuizada apenas em março de 2022. Dessa forma, a pretensão de Davi estaria completamente prescrita por ter se passado mais de três anos e o processo deveria ser extinto sem resolução do mérito. No entanto, vale ressaltar que este é o segundo processo movido por Davi, já que o primeiro, com as mesmas acusações, teve início em 2020, mas acabou não indo para frente pois o produtor não recolheu as custas da ação e a mesma acabou sendo extinta sem o julgamento final.

Em relação a todos os fatos e à narrativa de Davi, alega que tudo seria falacioso, distorcido e inverídico. De início, se o Jockey cancelou o show de Larissa, caberia a Davi processá-lo em vez de acionar Larissa e seus pais. Também afirmam que Davi não teria apresentado os documentos necessários para contratar o show da artista, tendo ficando pendentes os documentos relacionados à segurança da artista e de seu público. O Jockey Clube informava, ainda, que não havia celebrado qualquer contrato com Davi e, dessa forma, seria uma mentira afirmar que o Jockey Clube cancelou o evento de forma desmotivada e inesperada. Afinal, o show não poderia ocorrer, uma vez que documentos necessários não tinham sido apresentados.

A contestação também ressalta que Davi fala em uma troca de e-mails, mas sequer os anexa à petição Inicial. Em relação aos valores que teriam sido repassados para Way of Joy, a Dalari Produções afirma desconhecer os mesmos e jamais ter tido acesso aos mesmos. Quanto à reunião em que o show teria sido remarcado para o Credicard Hall e diversas promessas teriam sido feitas a Davi, novamente o produtor teria sido omisso ao não apresentar provas do que afirma. Logo, não existiriam danos materiais e morais.

O único acordo convencionado feito por Davi foi para o show no Jóquei Clube, que só não ocorreu porque ele mesmo não juntou os documentos necessários e cobrados pela equipe de Larissa Manoela. Ainda de acordo com a defesa da artista, seria difícil acreditar, ainda, que um homem experiente no mercado de produções investiria em publicidade e propagandas de um evento cujo local de realização sequer havia sido confirmado ainda. Por fim, alega que, se houve algum dano, o que importa é que o mesmo não pode ser atribuído à Dalari Produções, de forma que os demais fatos precisam ser esclarecidos diretamente com a Empresa Way of Joy.

No processo, Davi narra que, após o cancelamento do show, a negociação do evento com a presença de Larissa foi mantida e apenas a data e local foram alterados. Davi cogitou fazer o ‘Halloween’ no Anhembi, um mês depois, no dia 25 de novembro, e aproveitar a estrutura de outra atração que faria show no dia anterior. Segundo ele, como nesta data não haveria tempo hábil para conseguir um alvará para o funcionamento, acabou desistindo.

“Depois que não rolou o Anhembi, os pais Larissa sugeriram pra mim uma nova data quase um ano depois, pois disseram que seria o show novo que eles estavam lançando da nova turnê dela e com o repertório atualizado”, disse o produtor à coluna. Ele ainda afirmou ter se encontrado pessoalmente com Larissa e os pais no escritório Dalari Produções.

“Em reunião presencial junto com a Larissa, no escritório Dalari Produções, eu apresentei três novos locais e eles escolheram o Credicard Hall. Comecei as negociações com o Credicard Hall, e inicialmente não tinham datas disponíveis próximo a aquele período que queríamos. Mas acabou que consegui uma excessão e confirmei uma data para o dia 19 de outubro de 2019. Quando eu avisei ao Gilberto sobre o acerto da data, ele me disse que não queria mais prosseguir com o contrato comigo, pois a Larissa estaria compromissada com a Netflix e não teria tanto tempo como antes para fazer shows”, afirma Davi.