Maitê Proença fala de reprises no ar no Viva

Maitê Proença está no ar nas novelas “O Salvador da pátria” (1989) e “Da cor do pecado” (2004), no Viva. Na trama de Lauro Cesar Muniz, ela vivia Clotilde, uma professora universitária que dava aulas a boias-frias e despertava a paixão de Sassá Mutema (Lima Duarte), um homem simples e analfabeto:

  • “O Salvador da Pátria” era uma novela política com uma trama muito bem urdida por Lauro Cesar Muniz. Frisava a importância da educação e mostrava como o poder corrompe e como o amor pode regenerar, mas nem tanto. Todos sabíamos que estávamos envolvidos com algo de valor. Na época não havia o Projac, então, tudo era gravado em locações. Viajávamos muito, todos juntos. A história da minha personagem e do Lima era bem predominante e dava um trabalho de lascar.

Durante a novela, ela passou por uma tragédia familiar, o suicídio do pai. A atriz conta que, ao retornar ao trabalho, a reação de Lima em cena ficou marcada na sua memória:

  • Quando voltei da morte do meu pai, Lima, que conhecia as circunstâncias, ficou tão emocionado no set que não conseguia dizer o texto, balbuciava trêmulo. Ainda assim, como é um ator magistral, tudo que precisava ser expressado se manifestou naqueles murmúrios e deu para entender perfeitamente do que tratava a cena. Foi lindo de chorar.

Já em “Da cor do pecado”, foi tudo diferente. Maitê afirma que, pela primeira vez na carreira, teve pouco texto para decorar:

  • Ney Latorraca e eu tínhamos em média duas cenas por dia. Estávamos quase de passeio e brincávamos no set para divertir a equipe. Uma farra.

Ela se recorda dos bastidores de uma sequência divertida da história de João Emanuel Carneiro:

  • O casal de farsantes que éramos descobriu que ovos de avestruz custavam caríssimo e resolveram criar as aves dentro do apartamento para vender os ovos. O personagemdo Ney colocava música romântica e diminuía a luz para ver se os bichos cruzavam. Nós dois ficávamos escondidos atrás das poltronas olhando. Eles ( os avestruzes ) gostam de brilho, e minha personagem era uma perua coberta de bijuterias douradas. Então, eu tinha que tomar cuidado para não comerem minhas orelhas.

Nos últimos tempos, Maitê, de 63 anos, tornou-se bastante ativa nas redes sociais, onde fala sobre os assuntos mais variados. Segundo ela, a iniciativa faz com que se sinta menos solitária durante a pandemia. As interações, no entanto, nem sempre são positivas:

  • Toda vez que o assunto é político vem uma enxurrada de mensagens de ódio. São robôs e um ou outro indivíduo pouco esclarecido. Em geral a minha visão sobre as coisas não é fechada. Se eles tivessem vontade de escutar e ver perceberiam que não falo para agredir.

Recentemente, Maitê fez uma postagem revelando que está em busca de um namorado. Ela diz que, depois da repercussão, alguns candidatos apareceram, mas, por enquanto, nada foi para frente:

  • Ninguém fez o sino tocar.