Manifestantes invadem hospital em Roma e deixam 4 feridos

Cerca de 30 manifestantes invadiram na noite de sábado (10) o pronto-socorro do hospital Policlínico Umberto I, em Roma, onde um dos participantes do protesto contra o passe verde havia sido internado. O grupo arrombou a porta de entrada do hospital, e a polícia italiana precisou intervir no local para garantir a segurança. Ao todo, quatro pessoas, sendo dois agentes de saúde e dois policiais, ficaram feridos.


Militantes participaram de protesto violento em Roma

Foto: ANSA / Ansa

“O que aconteceu ontem à noite no pronto-socorro de Umberto I é um fato gravíssimo”, disse o secretário de Saúde da região do Lazio, Alessio D’Amato, após realizar uma fiscalização no centro médico.
Segundo ele, a “situação só voltou ao normal depois de algumas horas com a intervenção da polícia”. “Não é tolerável que os trabalhadores de saúde sejam agredidos. Devemos deter o clima de ódio, esta escalada de violência”, ressaltou

Ontem (9), uma multidão tomou às ruas de Roma e outras cidades da Itália para protestar contra o uso obrigatório do certificado sanitário da Covid-19. No entanto, a capital italiana foi palco de confrontos entre os militantes e a polícia, que precisou usar canhão de água e gás lacrimogêneo para conter a mobilização violenta. Pelo menos 38 agentes ficaram feridos e 12 pessoas envolvidas na confusão foram presas.

D’Amato contou à ANSA que uma enfermeira foi atingida com uma garrafa na cabeça durante a invasão. “A agressão foi deflagrada porque um dos presos, um homem proveniente da Sicília, havia sido hospitalizado.
Provavelmente na tentativa de libertá-lo”. O secretário regional explicou ainda que os manifestantes arrombaram as portas da frente do hospital, rasgaram macas e conseguiram entrar na área vermelha do pronto-socorro.

Entre os detidos também estão Roberto Fiore e Giuliamo Castellino, líder nacional e líder romano do partido neofascista Forza Nuova, respectivamente.

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