MARIA MARRUÁ: Juliana Paes entra em catarse com rugas em Pantanal: 'Abandonar a vaidade'

O ritual para Juliana Paes se transformar em onça, ou melhor, em Maria Marruá demora cerca de uma hora nos bastidores de Pantanal. Ela confessa que cada uma das rugas no rosto a levam a um processo de catarse, no qual pode deixar para trás a perfeição exigida pelo seu trabalho na TV. “Não é um esforço, pelo contrário, é gratificante abandonar a vaidade”, avalia a atriz da novela das nove da Globo.

Em entrevista ao Notícias da TV , a artista diz que se surpreendeu com a quantidade de perguntas sobre o assunto que recebeu desde que deu as caras nas primeiras chamadas.

“A gente vive um universo que privilegia a estética, então as pessoas acham que é muito difícil me ver envelhecida, maltratada. Mas não é. Eu vejo beleza nas olheiras, no cabelo branco, nessas marcas do tempo. Sinto prazer em me olhar no espelho e ver que abandonei o peso do perfeito. Para mim, é um processo catártico”, comenta.

Juliana ressalta que o envelhecimento não foi necessário por Maria ser uma mulher mais velha, mas porque sempre ficou exposta à natureza --do sol que tomou como boia-fria nos canaviais às caçadas no meio do mato para colocar comida na mesa.

Eu e a Valéria Toth [maquiadora] imaginamos como seria o rosto de uma mulher que nunca se protegeu do sol, nunca teve acesso a filtro solar, nem mesmo um chapéu na maioria das vezes. Como seria essa pele? Com melasma? Onde a gente põe essas manchas? E as marcas de expressão? A gente teve um cuidado redobrado porque a alta definição nos traz uma linha tênue entre o que pode ajudar e o que pode atrapalhar.

A artista de 43 anos revela que também emprestou algumas de suas próprias características à mãe de Juma (Alanis Guillen):

Eu deixei a sobrancelha crescer e permiti que os meus cabelos brancos surgissem. Eram esses fios naturais que marcavam a linha para os outros, feitos na caracterização. E ainda há a unha suja, de quem costuma cavucar a terra. Quando me olhei no espelho pela primeira vez, aí, sim, entendi a Maria. Um personagem não é feito só de emoções.