Mariana Ximenes diz que sua personagem foge do fantasma da Domitila em amor proibido com Dom Pedro 2º em Nos Tempos do Imperador

Mariana Ximenes alerta que a paixão proibida por Pedro 2º (Selton Mello) vai custar inúmeras noites em claro para Luísa em Nos Tempos do Imperador. Afinal, a condessa de Barral enfrentará uma crise de consciência ao se aproximar do soberano por respeitar e reverenciar Teresa Cristina (Letícia Sabatella) --uma postura bem diferente da odiada Domitila (Agatha Moreira) em Novo Mundo (2017).

A nobre chegará ao palácio nas cenas que serão exibidas nesta quarta (11) para cuidar da educação das princesas, mas despertará mesmo o interesse do monarca. “Eles vivem um romance bem contraditório, porque ela tem princípios e sofre por ter muito respeito pela figura da imperatriz”, pontua a atriz ao Notícias da TV.

O personagem de Selton Mello, inclusive, revelará um comportamento bem distinto em relação ao pai, Pedro 1º (Caio Castro), no folhetim anterior de Alessandro Marson e Thereza Falcão. Ele viverá o romance às escondidas e longe das más línguas, até para preservar a imagem de Teresa Cristina junto à população.

Luísa também não terá os delírios de Domitila, que fazia questão de esfregar o seu caso com o príncipe na cara de Leopoldina (Letícia Colin) e conspirar para tomar o seu lugar no trono. “Eles, ao contrário, até vão tentar resistir, mas no fim vão ceder a uma paixão que se mostrará avassaladora e incontrolável”, adianta a intérprete.

O romance foi tão discreto que os historiadores demoraram quase um século para encontrar as cartas de amor enviadas por Pedro e sua amante. “Eu descobri uma mulher ética e íntegra, que se colocava no mundo de uma forma muito bonita. Era delicada, gentil, mas tinha sobretudo firmeza”, elogia Mariana.

’Prafrentex’
Luísa, aliás, precisou de pulso firme para lidar com os coronéis Eudoro (José Dumont) e Ambrósio (Roberto Bomfim) no enterro de seu pai nos primeiros capítulos. Eles querem comprar a sua fazenda a qualquer custo, principalmente porque a nobre acolhe pessoas negras que fugiram da escravidão e dos maus-tratos nas propriedades vizinhas.

“Eu não fazia ideia de que ela se colocava dessa maneira, só sabia que era uma mulher abertamente abolicionista, tanto que instaurou a Lei do Ventre Livre em suas terras. As crianças que ali nasciam eram [automaticamente] libertas”, acrescenta Mariana.

A condessa, no entanto, passará longe da imagem de “redentora”, da pessoa que vai ensinar as pessoas negras a fazerem a sua luta contra o racismo. Ela contará com a ajuda de Justina (Cinara Leal) para discutir e aprender junto com o público sobre o tema.

“A Luísa tem essa grande mulher ao seu lado, e eu ganhei uma amiga para toda a vida também. A Cinara é uma atriz divina, maravilhosa, que me ensina muito sobre como nós temos que nos colocar diante da negritude”, arremata a intérprete.

ela ficou MARAVILHOSA nesse papel
o segundo capitulo…que delicia de interpretação

Amo novelas históricas.