Marisa Monte completa 35 anos de carreira e se prepara para uma turnê pelos 5 continentes

Nelson Motta estava em Roma quando uma jovem cantora brasileira o convidou para assistir a seu show em um barzinho de Veneza . Eles tinham se encontrado uma única vez, no Brasil, a pedido da irmã do jornalista e produtor musical, que era amiga da mãe da iniciante artista. Ele ficou impressionado com a cultura musical da moça, que se preparava então para mudar para a capital italiana, onde iria estudar canto lírico na prestigiada Academia de Santa Cecilia.

Àquela altura, quando fez o convite (devidamente aceito) a Motta para o bate e volta em Veneza, ela já havia desistido da música clássica e contou que, em breve, voltaria ao Brasil. O bar, situado às margens de um canal, tinha um calçadão aberto à frente. E conforme a jovem cantava — repertório que incluía Djavan, Milton Nascimento e outros pesos-pesados da MPB —, o público se aproximava. “Foi juntando gente na porta, juntando gente. No final, estava tudo lotado até o canal”, lembra Motta.

No fim dos anos 80, era o primeiro show que ele via da novata Marisa Monte , que, na ocasião, recebeu 50 dólares de cachê. “Minha intuição me guiou até ali. Afinal, era uma situação absurda, eu não tinha nada para fazer em Veneza”, diz. “Mas era o meu destino, e o destino da Marisa, juntos.” Meses depois da inesquecível apresentação à beira do belo cartão-postal italiano, Motta produziu no Rio a primeira temporada profissional de Marisa Monte — o comentado show Tudo Veludo , no Jazzmania , em Ipanema.

Do burburinho daquele elogiado início até os dias de hoje, a artista de 54 anos consolidou-se como uma das grandes estrelas da MPB, vendeu mais de 10 milhões de discos na era pré-streaming e, na medida em que a pandemia permitir, vai levar aos palcos uma ambiciosa turnê de seu mais novo trabalho: Portas é o primeiro álbum-solo de estúdio após um hiato de quase uma década, período em que se dedicou a parcerias e projetos que vinha cultivando havia tempos.

A estreia no Rio , com três noites na Jeunesse Arena , foi suspensa por causa da nova onda de casos de Covid-19 , que atingiu a própria cantora. As datas, incluindo o primeiro fim de semana em São Paulo, acabaram reagendadas — até o fechamento desta edição, os shows de 4 de fevereiro em diante se mantinham de pé , sob a condição de o número de casos retroceder. Quando Marisa finalmente subir ao palco, o público estará diante de uma superprodução.

No comando da direção de arte desponta o artista visual Batman Zavareze , que produziu as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada do Rio. O cenário foi todo feito em videomapping , técnica que consiste na projeção de vídeo em superfícies irregulares. Já no repertório, os hits do momento se misturam aos sucessos da artista, que coleciona números expressivos.

Só em 2021, foram mais de 170 milhões de execuções nas plataformas digitais — sua música mais tocada é Velha Infância , lançada com os Tribalistas. “Vamos trazer várias fases da minha carreira, uma mistura de músicas antigas com novas e inéditas”, conta Marisa.

A cantora de voz potente e singular é bastante aguardada nos palcos mundo afora. “Em Londres, na última apresentação dela, foram três noites esgotadas numa casa para 3 500 pessoas”, rememora Simon Fuller , seu empresário há quatro anos. “Ela tem um público formado não só por brasileiros, mas também por locais de diversas metrópoles.”

Isso explica a extensa agenda a cumprir nos próximos meses. Em março, a cantora fará apresentações em catorze cidades dos Estados Unidos e, em abril, retorna ao Brasil para mais uma bateria de shows. No segundo semestre, canta na Europa e em países da América Latina , com datas já marcadas para Argentina , Chile , México e Uruguai . E voa ainda mais longe no início de 2023, entre Ásia e Oceania .

Para Nelson Motta, a profecia feita há mais de trinta anos por uma astróloga foi cumprida: “Ela disse que a Marisa seria uma estrela internacional”, conta ele, que desconfiou. “Falei: ‘Essa mulher está vendo astro demais, não é possível. Essa menina não é conhecida nem em Ipanema’. Hoje Marisa faz turnês do mesmo naipe de grandes artistas internacionais e lota tudo quanto é lugar”, pontua.

Restante no link

4 curtidas

Não dá, é a maior, @MPBichas

3 curtidas

Rainha
Tô pensando em ir no show dela (eu não tenho mais carteira de estudante, a inteira tá cara pro meu bolso, mas é a fucking Marisa Monte né)

Maravilhosa é ela

A Tour do Infinito ao meu redor com 750k de público WW de vdd
Lenda viva

Um dos poucos momentos em que o talento vence

Ela e Anitta as unicas com esse poder
Elas tem publico ww nao precisam fretar avioes pra nyc pra gravar dvd e fingir q tem publico e carreiras ww

Old amiga

A ilusão meu pai kkkk

1 curtida

Essa não é nem mais WW que a Gal

Tá louca minha filha?
Essa aí não lota nem boate gay aqui
Poder de escolher dedo pra macho podre em BBB isso sim que ela tem

1 curtida

meu namorado me deu ingresso para ver em Curitiba, o valor do ingresso na fila B quase um carro

as tour da Marisa sempre são um luxo, um verdadeiro espetaculo pop
sofro que a lenda vai levar a tour para o Japão e Australia lugares onde ela não visita desde * Universo Particular Tour (2006-2007)

Vou ver em BH a fodona

Só entra aqui quem tem estrutura pra tour

1 curtida

Nosso maior ato em tour

Alguém sabe o valor do cachê dela ?? Deve ser altíssimo levando em consideração o preço dos ingressos.

quero musicas antigas que foram esquecidas dona Marisa:
Na Estrada, Ainda Lembro, Pra ser sincero, Bonde do Dom
e sonhando as musicas que a lenda compos mas nunca ganhou registro em sua voz e são classicas: Palavras ao vento (cassia eller ) e Onde vc mora ( cidade negra)

Pior que ela n faz mt propaganda ou show assim, né
Acho difícil saber

Ela prometeu música antiga na tour

Nunca a vi em propaganda