MP encerra escutas no caso do miliciano Adriano da Nóbrega após menções a Jair Bolsonaro

O monitoramento teve início em 6 de fevereiro de 2019, poucos dias depois de Adriano ter tido a prisão decretada na operação Intocáveis, que levou o Ministério Público a denunciar policiais e ex-policiais militares ligados à milícia de Rio das Pedras e da Muzema, na zona oeste do Rio. Uma das principais atividades da organização criminosa é a construção ilegal de prédios em terrenos invadidos.


Na conversa interceptada em 14 de fevereiro de 2020, Tatiana fala com uma mulher não identificada, lamenta a dificuldade em liberar o enterro do irmão e diz que Adriano “tinha muita coisa e mexia com muita gente”. Depois, cita o presidente.

O Ministério Público fluminense não tem atribuição para investigar o presidente da República. Entretanto, cabe à instituição encaminhar as informações à Procuradoria-Geral da República, a PGR, que tem a prerrogativa de apurar suspeitas relacionadas ao chefe do Executivo. Funcionários do MP, com quem conversei sob a condição de anonimato, afirmam que o processo jamais foi encaminhado à instância superior. Instado a responder se remeteu o caso à PGR, o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do MP do Rio, o Gaeco, informou apenas que as investigações estão sob sigilo; “razão pela qual não é possível fornecer as informações solicitadas”. Entramos em contato com a PGR, que não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Fonte: The Intercept BR

Xiii

tô falando q tá chegando cada vez mais perto da familicia