"O que pensa o homem brasileiro": 44% rejeitam o feminismo, 58% contra o aborto e 24% teriam dificuldade em aceitar filho gay

Pesquisa GQ: O que o homem brasileiro pensa sobre sexo, moda, machismo e dinheiro

Levantamento exclusivo do Instituto Ideia traz preferências, opiniões e emoções dos homens brasileiros sobre temas fundamentais

Quem é, afinal, o homem brasileiro do nosso tempo? Na edição em que completa 11 anos, a GQ Brasil se propõe a responder essa pergunta com embasamento científico. Para isso, encomendou ao Instituto Ideia uma pesquisa inédita e exclusiva, de dimensão nacional, que revela o que pensa o homem brasileiro médio em temas fundamentais.

O levantamento se utilizou da mesma dimensão e rigor científico que o instituto aplica a pesquisas eleitorais e de mercado para entender as preferências, opiniões e emoções dos homens brasileiros sobre sexo, machismo, moda, dinheiro e outros temas.

Os resultados estão na edição de maio da GQ Brasil , que chega às bancas, ao aplicativo Globo+ e à nossa loja virtual a partir desta quarta-feira (11).

O levantamento é ilustrado por um ensaio exclusivo com Igor Cavalari, o Igão, e Thiago Marques, o Mítico, a dupla de apresentadores do Podpah , um dos podcasts mais ouvidos – e vistos – do país.

Igão e Mítico posam para as lentes do fotógrafo Franco Amêndola, com edição de moda de Paulo Martinez, em cenas inspiradas nos resultados da pesquisa coletada pelo Instituto Ideia.

O homem brasileiro e as mulheres

A pesquisa retrata um homem que admira as mulheres, com uma imensa maioria que as considera ou tão inteligentes quanto eles (66%) ou mais inteligentes (31%), enquanto apenas 3% as colocam abaixo neste quesito.

Um homem que quebra alguns tabus, como aceitar ganhar menos que a parceira (86%), dizer que lidaria bem com um filho homossexual (55%) e se dizer aberto a itens de moda e cuidados pessoais que não frequentavam o guarda-roupa masculino, como uma camisa rosa – 55% dizem que usam, 35% que poderiam usar e só 10% descartam.

No entanto, essa desconstrução, apontam os dados, têm um limite. Apesar de enaltecer o feminino, o homem brasileiro médio está distante das principais questões que afetam a elas. Só um terço (34%) diz apoiar o feminismo, rejeitado por outros 44%, com 23% que responderam “não sei”.

O homem médio no Brasil ainda é, em sua maioria, a favor da criminalização do aborto, resposta de 58% dos entrevistados. E, acredite, para 44% dos homens entrevistados a virgindade da mulher antes do casamento ainda é algo importante.

“A pesquisa escancara o óbvio (nenhuma novidade para as mulheres) com dados inéditos: o brasileiro (médio) é machista”, afirma Mauricio Moura, presidente do Instituto Ideia, em artigo exclusivo à GQ Brasil.

O jovem conservador e a era das nudes

A pesquisa ainda demonstrou um dado inesperado: o homem jovem, dos 18 aos 24 anos, é o mais conservador, o que menos apoia o feminismo, o que mais cobra a virgindade da mulher e o que mais deseja, por exemplo, possuir uma arma de fogo.

O homem brasileiro jovem ainda é o que menos se interessa por sexo (físico). A pesquisa quesitonou aos homens brasileiros qual era a nota, de 0 a 10, para a importância do sexo em suas vidas.

Eles são o menor número entre os que dão a essa questão uma nota 10 (32,5%, ante 44,8%
registrados na média da população masculina), uma nota 9 (7,2%, ante 10,4%) ou uma nota 8 (9,9%, ante 13,7%).

E são o grupo mais numeroso na nota 0 (6,7%, contra 2,2%) e na nota 1 (3,6%, versus 1%). Em contrapartida, jovens são os campeões no envio de nudes. São 49,5%, enquanto a média dos homens é de 39,3%.

Crise no mundo masculino

O levantamento mostra um homem com problemas. Endividado (70%), abaixo das suas expectativas profissionais (60%), estressado (83%), ansioso (74%) e com sintomas graves de saúde mental, como depressão (34%) e pânico (26%).

Paradoxalmente, é um homem que cuida pouco da própria saúde, seja ela física (44% não praticam exercícios) e principalmente a saúde mental, com apenas 16% dizendo que já fez terapia.

Narciso diante do espelho

“Na perspectiva da busca pela saúde plena talvez esteja a maior batalha entre a ambição
aspiracional e a dura realidade emocional”, avalia Mauricio Moura, que ressalta outro ponto, o olhar generoso dos homens consigo mesmos.

Nove a cada dez homens se consideram bonitos (47%) ou ao menos medianos (44%). Apenas 3% dos homens se consideram feios, o que contrasta com a cena clássica da mulher lindíssima que se coloca uma longa lista de defeitos que muitas vezes só ela vê.

Uma conta que não fecha diz respeito à inteligência. Dois terços dos homens (65% do total) se consideram dentro da média das pessoas nesse quesito, mas o número de homens que se acham mais inteligentes (28%) é quatro vezes maior do que os que se acham menos inteligentes do que os outros ao seu redor (7%).

“São 7% os homens que se autointitulam o “homem mais admirado”. Sim, estes responderam espontaneamente “eu mesmo” como sendo ídolo máximo — uma versão macho alfa verde-amarela da cena da Branca de Neve em que a bruxa malvada pergunta ao espelho: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito (e mais admirável) do que eu?””, observa o economista e presidente do Instituto Ideia.

O homem brasileiro e a moda: o que é tabu e o que deixou de ser

A pesquisa do Instituto Ideia para a GQ Brasil questionou os homens brasileiros a respeito de com que se preocupam na hora de se vestir. As preocupações campeãs foram não parecer desleixado (69%), não parecer brega (63%) e não chamar atenção (61%).

O levantamento ainda mostrou que 51% dos homens evitam parecer gays ao se vestir. O percentual segue alto quando se olham os homens bissexuais (50%) e até os homossexuais (23%).

Vamos às quebras de tabu. Já citamos que o veto à camisa rosa ficou no passado, com nove a cada dez homens dizendo que usam ou poderiam usá-la.

Outros itens que quase não encontram mais oposição são o relógio (64% usam, 33% poderiam usar e só 3% rejeitam) e os produtos de skincare (63% usam, 32% poderiam usar e só 5% descartam). Os homens que rejeitam usar uma corrente (13%) ou uma camisa de estampa florida (15%) também são minoria.

A maior rejeição está na saia, com 88% dos homens dizendo que não usariam uma (3% usam e 9% não descartam). Chama a atenção que alguns tabus tão profundos quanto parecem estar num novo momento, com 30% dos homens brasileiros admitindo pintar as unhas e 37% abertos a ouvir sobre maquiagem.

A metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ideia entre os dias 5 e 11 de abril de 2022. O levantamento foi feito por amostragem – isto é, uma amostra que reflete o conjunto dos brasileiros, segundo o Censo de 2010 e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2021.

O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada para o total da amostra é de aproximadamente 2.85 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

A distribuição dos entrevistados segue as informações do Censo e da PNAD. Do total dos pesquisados, 44% moram no Sudeste, 27% no Nordeste, 14% no Sul, 8% no Norte e 8% no Centro-Oeste.

O mesmo critério foi adotado para a distribuição entre as faixas etárias, religião declarada, escolaridade e renda familiar.

Quase metade ainda acredita q alguma mulher se casa virgem hj em dia.

achei que era mto pior

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o pau do cara tem até cancro de tanto que transou sem camisinha por aí

mas a mulher tem que ser a virgem kkkk auge. 2022, galera.

ninguém mais é virgem.

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To achando até razoável viu…

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por isso que detesto novinho

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eu conto ou vcs contam ?
nem as crentes fazem mais isso kkk, só se casar bem novinha e com poucos meses de namoro

achei as porcentagens baixas pro cuzil
ta evoluindo

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a porcentagem de aceitar filho gay eu achei baixíssima (considerando que é o cusil)

A porcetagem dos que foram honestos

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Nessa do filho homossexual, 21% decidiram não responder

não aceitariam

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Old

E do feminismo 23% tbm não responderam…

eles não devem nem saber o que é isso kkkk

mas old que a maioria dos homens brasileiros não prestam
aliás, a maioria das mulheres héteros também são machistas
deve demorar bastante pra mudar algo aqui

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Numeros interessantes. Fiquei bem surpreso com algumas caracteristicas e estatisticas dentro do texto. Bom topico.

Esse país merece o limbo que está mesmo

os comentarios falando “based”
geração z so tem incel

Caramba, esperava o geral em torno de 20%