OUTRA VIDA: Bonner volta a pegar avião na ponte aérea após deixar JN: 'Como se tivesse falecido'

Fora da bancada do Jornal Nacional há três meses, William Bonner já sente na pele uma mudança na reação do público à sua presença em espaços públicos. Ele voltou a andar de avião na ponte aérea depois de 12 anos fazendo o trajeto Rio-São Paulo de carro para evitar manifestações e ataques com viés político. “Após sair do JN, eu me sinto como se tivesse falecido”, apontou.

A declaração foi data nesta quinta-feira (5), durante conversa da equipe de Jornalismo da Globo com profissionais da imprensa para anunciar as novidades do departamento para 2026. Bonner esteve presente no evento para falar sobre o Globo Repórter, que ele passa a apresentar com Sandra Annenberg no próximo dia 20.

O ex-âncora do Jornal Nacional afirmou que passou a evitar a ponte aérea em 2013, por causa das manifestações de junho daquele ano. “Havia sempre um risco de eu, assim como outras pessoas que também passaram por isso, ser alvo de algum tipo de manifestação hostil que me colocasse numa situação constrangedora e que depois viralizasse num YouTube da vida. Esse risco existia e começou a haver isso em 2013”, apontou.

“Sinceramente, antes desse período, mesmo em rede social, aqui e ali tinha um hater ou outro, mas em 2013 a coisa foi ficando difícil. E não melhorou depois disso”, lembrou Bonner. Ele chegou a ser chamado de “fascista” em um ambiente público por pessoas de esquerda. “E xingamentos de palavrões.”

Depois, por causa das mudanças no espectro político, ele passou a ser atacado também pela direita. “A extrema esquerda e a extrema direita [agiam] com uma intolerância deliberada. E eu não era o único, mas é óbvio que a Globo é símbolo do jornalismo no Brasil, o Jornal Nacional é um símbolo do jornalismo da Globo, e eu era o símbolo do Jornal Nacional. Então, eu era um para-raio desse tipo de ação”, apontou.

Por causa disso, o jornalista abandonou o uso de avião para todos os voos curtos. Em 2016, morando no Rio, fez viagens semanais a São Paulo por terra por causa da saúde tanto do pai quanto da mãe --ele não se incomodou tanto com o esforço, pois afirmou que adora dirigir.

Fora da bancada diária e prestes e encarar um desafio mais leve, Bonner ressaltou que sente uma mudança no comportamento de quem antes o atacava. “Tenho a impressão de que os haters da extrema direita estão mais tranquilos. O país passou por uma tentativa de golpe de Estado, pessoas envolvidas nesse processo estão sendo punidas, algumas já estão presas.”

“Eu não sei se eles me odeiam menos, mas há um clima no país que não favorece esse tipo de demonstração pública de hostilidade. Talvez não tivesse uma boa repercussão para essas pessoas”, apontou.

“Agora estou viajando de ponte aérea. Ainda não passei por nenhuma hostilidade. Eu me sinto, após sair do JN, como se tivesse falecido. Porque quando alguém morre, alguém famoso morre, e a imprensa publica os perfis daquele morto, em geral é de bom tom que se pegue um pouco mais leve, então [valorizam] os feitos… Claro, quando tem uma polêmica entra ali, mas em geral destacam-se os fatos mais positivos.”

“E eu digo a vocês, colegas, que fiquei muito surpreso com os perfis que publicaram ao meu respeito depois que eu saí do Jornal Nacional. Eu disse para minha mulher: ‘É como se tivesse morrido’”, brincou Bonner, que afirmou se sentir como se tivesse voltado para antes de 2013, mas com uma diferença na abordagem atual para a de tantos anos atrás: “Não me pedem mais autógrafo, mas querem uma foto, querem um abraço”.

https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/daniel-castro/bonner-volta-a-pegar-aviao-na-ponte-aerea-apos-deixar-jn-como-se-tivesse-falecido-147193

problemão hein

Qualquer coisa vai avisando

Gente mas ele é bolsy? Achava que ele era lulyyy