Pais tóxicos, filhos enganados: Pantanal dá show de horrores com os piores exemplos de paternidade

A novela Pantanal seria capaz de render pelo menos uma semana inteira de edições do programa Casos de Família, principalmente quando o assunto é paternidade. É difícil encontrar um bom exemplo de pai em meio ao show de horrores na trama: pais ausentes, preconceito, muita mentira, truculência e filhos enganados.

Nos capítulos mais recentes da novela escrita por Bruno Luperi, os filhos “bastardos” de Tenório (Murilo Benício) começaram a se revoltar contra ele, por entender que o pai sempre valorizou e deu mais benefícios à família branca (formada por Guta e Maria Bruaca) do que a eles --ainda que Guta também tenha suas razões para se queixar do pai.

Mesmo assim, Tenório foi um pai muito mais presente na vida dos quatro filhos do que José Leôncio (Marcos Palmeira). Além de ter passado muitos anos sem procurar Jove (Jesuita Barbosa), ele nunca demonstrou muito carinho ou orgulho de Tadeu (José Loreto), nem mesmo sabia da existência de José Lucas (Irandhir Santos) e ainda colocou os três filhos para competirem entre si pela herança.

Confira exemplos de péssima paternidade retratados em Pantanal:

Tenório

Além de toda a questão da grilagem e dos crimes cometidos para se dar bem na vida, Tenório passa longe de ser um bom pai. Com Guta, ele tem diversos embates pelas visões de mundo totalmente diferentes da filha. A jovem é progressista, enquanto o pai é conservador e hipócrita: é a favor de que a filha case da forma tradicional, mas na verdade ele mesmo mantém duas famílias, a “oficial” e a “outra”.

A questão fica muito mais grave quando o segundo lar, sempre escondido pelo vilão, tem mulher e três filhos negros. Um deles, Renato (Gabriel Santana), já se tocou que o pai dá menos condições de vida (menos dinheiro, atenção e reconhecimento) a eles porque são negros. Tenório não admitiu o racismo, mas tem sido constantemente confrontado pelos filhos.

Na família, há ainda a questão de Marcelo (Lucas Leto). O rapaz foi criado como filho por Tenório, e no entanto foi enganado a vida toda: ele é fruto de um estupro sofrido por Zuleica (Aline Borges), pouco antes de conhecer o fazendeiro. O personagem de Murilo Benício vai se indispor com ele em relação à paixão entre o rapaz e Guta (os dois não são irmãos, como pensam até então).

José Leôncio

O rico fazendeiro teve três filhos e tem sido um péssimo pai para os três. Jove foi levado por Madeleine (Bruna Linzmeyer/Karine Teles) ainda bebê, e o fazendeiro não manteve contato próximo com o filho.

Ele cresceu acreditando que o pai tinha morrido, e, quando o reencontrou, não recebeu exatamente um acolhimento. José Leôncio tentou (e de certa forma ainda tenta) moldar o filho “legítimo” no que ele acha que deveria ser o ideal de seu herdeiro. O que nem sempre corresponde a quem Jove é em sua essência.

O caso de Tadeu é diferente. O menino foi acolhido por José Leôncio ainda na infância, quando Filó (Dira Paes) contou que ele era filho do fazendeiro. Mesmo assim, o garoto nunca foi reconhecido de verdade e cresceu chamando o pai de padrinho na frente dos outros peões.

Quando Jove chegou, Tadeu foi claramente deixado de lado, e o mesmo aconteceu após a chegada de José Lucas. O peão ainda sofrerá um novo baque ao descobrir que foi enganado a vida toda e na verdade não é filho de José Leôncio.

A questão de José Lucas é muito clara, já que, por não ter tido um pai que lhe desse um sobrenome, foi chamado de José Lucas De Nada. O encontro por acaso com José Leôncio o tornou parte de uma família muito rica, mas ele ainda não se reconhece como membro do clã.

Joventino/Velho do Rio

José Leôncio sempre enche a boca para falar de seu pai e demonstra sentir muita saudade dele, mas não parece se tratar exatamente do melhor pai do mundo. Joventino sumiu no pantanal quando o filho ainda era muito jovem, e desde então se transformou na entidade Velho do Rio (Osmar Prado).

O caso é que ele aparece para Juma (Alanis Guillen), Muda (Bella Campos) e para seus dois netos, Jove e José Lucas, mas nunca surgiu para o filho. De certa forma, ele abandonou José Leôncio à própria sorte, e agora, na maturidade, o fazendeiro não gosta nem de ouvir falar no nome Velho do Rio.

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