Para se reeleger, Bolsonaro prepara pacote econômico com Refis, aumento da isenção do Imposto de Renda e novo Bolsa Família

A prorrogação do auxílio emergencial combinada com o reforço do programa Bolsa Família, o Refis para as empresas e o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda das pessoas físicas formam uma tríade de peso que o governo Jair Bolsonaro está pavimentando para aumentar o apoio político nas eleições presidenciais do ano que vem.

É na economia que o governo conta para fazer frente à crise na saúde, que o atraso da vacina e as mortes de quase 500 mil brasileiros tiram da popularidade do presidente.

Com essas três frentes de medidas, Bolsonaro atende a um público eleitor grande: os empresários endividados com o Fisco, a classe média e a população de baixa renda. Garantia de reforço extra na campanha de 2022.

As negociações políticas avançaram nos últimos dias no embalo da narrativa de que a economia está se recuperando mais rápido do que o previsto, num quadro também de menos aperto das contas públicas programado para 2022.

Se de um lado a CPI da Covid expõe o desastre do presidente na condução da pandemia, os dados mais favoráveis da economia vêm fazendo o contraponto, mesmo que haja muitas dúvidas sobre a sustentabilidade no médio prazo dos indicadores positivos.

Nesse novo ambiente econômico, os aliados governistas no Congresso estão redobrando as apostas na expectativa de que haverá mais dinheiro para gastar em 2022. Resultado: mais apoio com o cálculo político de que o desgaste do presidente com a CPI não se sustenta até a eleição.

Foi para o mundo político que o ministro Paulo Guedes disse em entrevista à Folha de S.Paulo que vai para o “ataque” nas eleições. Ataque, no caso, significa aumento de despesas. Para o mercado, Guedes garantiu que o governo “não ficará louco” do lado fiscal por causa das eleições.

A reaceleração do crescimento e a melhora do fiscal (ainda que puxada pela inflação mais alta) abre espaço para o ministro da Economia fazer essas bondades, em contraste com o cenário anterior em que ele disse não à mudança do teto de gastos e contrariou muito caciques de dentro do governo e no Congresso. Monitoramento importante para calibrar o espaço maior de gastos em 2022 será o comportamento da inflação no segundo semestre. O IPCA de maio surpreendeu negativamente e veio mais alto do que esperado.

O interesse se justifica: é a inflação em 12 meses até junho que vai corrigir o limite do teto em 2022. Ou seja, definir quanto o governo terá de espaço extra para gastar. O outro lado da conta dependerá da evolução da inflação medida pelo INPC, que vai ditar o rumo do aumento das despesas obrigatórias. Portanto, a segunda variável não poderá ser maior do que a primeira para garantir essa folga.

Daí os olhos voltados para a atuação do Banco Central na tarefa de segurar o processo de disseminação da inflação nos próximos meses. O BC terá papel decisivo para não atrapalhar o plano econômico da reeleição do presidente. Obviamente, Bolsonaro não quer chegar na campanha com o calcanhar de Aquiles da inflação pesando no bolso dos eleitores.

Até o momento, técnicos da equipe econômica calculam um espaço líquido maior para despesas no ano que vem (decorrente dessas duas variáveis citadas acima) – um pouco maior do que R$ 30 bilhões. Esse número leva em conta o impacto de crescimento vegetativo das despesas com pessoal de R$ 10 bilhões e gastos de R$ 11 bilhões do abono salarial.

Tudo mais “constante”, dá para aumentar R$10 bilhões em investimento e mais R$ 20 bilhões para um programa Bolsa Família um pouco mais turbinado. Será pouco para o apetite político dos planos do presidente? Muito provável. Entre os aliados, já se fala em “arrecadação bombando”.

Após o anúncio antecipado pelo ministro da prorrogação do auxílio por dois a três meses, o teste do momento será a evolução das negociações do Refis. Guedes resiste a um Refis nos moldes antigos, como o Senado quer, e tenta limitar a negociação ao que vem chamando de “passaporte tributário” para atender as empresas que tiveram mais problemas de faturamento na pandemia.

Como a aprovação do Refis (que tramita no Senado) é a moeda de troca para o projeto de reforma tributária da Câmara ser aprovado depois pelos senadores, o mais provável é que o ministro terá de ceder. Um e outro não andam sem acordo. No mais, a reforma administrativa tem pouca chance ou quase nenhuma de andar. O discurso do momento é o de que não precisa de pressa. De certo, é o abre alas da tríade de medidas eleitorais.

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A população já vai estar vacinada. Ele despejando dinheiro assim, para os mais pobres e para as empresas, e ainda cumprindo, ainda que em parte, a revisão da tabela do IR para a classe média, ele consegue angariar muito voto e fazer o povo esquecer o desastre que foi a condução no enfrentamento da pandemia.

Ele pode crescer muito com tudo isso infelizmente.

se a economia reagir de fato, ele vai chegar forte em 2022

Lixo

A oposição não pode deixar o povão esquecer as merdas que esse crápula fez durante a pandemia

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quem é universitário, vamos nos preparar que perderemos mais repasses para pagar esses programas.

O cálculo do PT é erradíssimo.
Bolsonaro só tem chances de cair com folga no AUGE da pandemia.
Ano que vem, se a vacinação for eficiente e com os pacotes econômicos gigantescos, ele vai vir fortíssimo

Pode e vai
Ele pegou a pandemia mas vai pegar também o final dela, vem crescimento(independente do número) vai voltar a sensação de otimismo nas pessoas ainda mais pós pandemia…ele vai chegar muito forte na eleição e a esquerda não está levando isso a sério

Putz, aumento da faixa de IR seria o tiro certeiro pra ele reconquistar a classe média e era um dos pilares do plano econômico do Ciro pra 2022. O REFIS já é algo recorrente, ele pode se fortalecer entre as empresas e , bem, um bolsa família robusto ele amplia o apoio na faixa mais pobre.

PARABÉNS, PT, POR REELEGER BOLSONARO EM 2022

Se esse homem for reeleito, eu largo a universidade e saio do país
Não vai sobrar federal pra gente

É old que ano que vem o Paulo Guedes vai ligar a impressora e vai ter Bolsonaro Pai do Povo e Pai da Vacina que derrotou a pandemia espero que o brasileiro não tenha memória curta

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Vou fazer espanhol mesmo, não tenho mais paciência e nem vontade de ficar na futura Venezuela. Graças a incompetência desse homem poucas pessoas puderam estudar, inclusive eu.

Wishful thinking amiga

Se ele conseguir isso ganha, infelizmente

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Esse país ta morto

É ele em 2022

Amigos, tenham plano B caso o capeta se reeleger

Vou ter que fazer arma na mão e gritar mito para me camuflar

Tava escrito nas entrelinhas já que ele ia ligar toda máquina populista no ano da eleição e aproveitar o combo fim da pandemia + crescimento do PIB acima do esperado e recuperação econômica a oposição precisa lembrar o povo tudo que esse homem fez e bater muito nessa tecla na eleição

E não choca ninguém