Rafael Vitti fala de 'Além da ilusão' e conta se quer ter outro filho

Acostumado a interpretar personagens contemporâneos e do Rio de Janeiro, Rafael Vitti teve que aprender a domar o sotaque característico na hora de gravar “Além da ilusão” como Davi:

  • É um desafio maior, é mais distante da forma como estou acostumado a falar. Preciso ter um cuidado maior. Tentei enxugar um pouco meu sotaque de carioca, que é muito marcante. Diminuí o “x”. E a gente acaba aprendendo a falar “para” e “está”, em vez de “pra” e “tá”. Às vezes me pego falando na vida real de maneira formal. Mas estou gostando muito. Quanto maior o desafio, mais interessante o trabalho pode ser. Estava animado para fazer um papel de época. O Léo Régis (de “Rock story”) era de Mesquita, super do Rio. Em “Verão 90”, quando as autoras me viram falando, disseram: “Rafa, é assim que ele fala”. Com Davi, não. Eu leio o texto em voz alta e faço exercícios que a fonoaudióloga passa.

Além desse, Vitti vem enfrentando outro desafio. Com o avanço da Ômicron no início do ano, até hoje os roteiros sofrem os reflexos das alterações e adiamentos. Com isso, o elenco faz cenas de capítulos muito próximos e outras que só irão ao ar muito mais para frente:

  • Agora deu uma melhorada (na transmissão do coronavírus) . Não está aquela loucura de todos os dias ter umas dez pessoas contaminadas na equipe. Eu não peguei. Tomo todos os cuidados. Temos um protocolo nosso em casa também. Testo na Globo e em casa. Eu fiquei nervoso no início, principalmente por causa da nossa filha (Clara Maria, do casamento com Tatá Werneck) .

Vitti se derrete ao falar de Clara, de 2 anos. Ele diz que a criação que recebeu do pai, João Vitti, e da mãe, Valéria Alencar, se reflete no seu dia a dia com a filha:

  • Isso acaba indiretamente passando para a Clara. Meu pai sempre foi da verdade e falou sobre a gente ser honesto (Rafael tem um irmão, Francisco) . A verdade é sempre o melhor caminho, ele sempre disse isso. Por mais que seja doída. Meus pais são bastante presentes, me amaram e me amam muito. A partir dessa conexão afetuosa, é que se consegue conversar e ganhar confiança. E a partir daí se estabelecem os limites.

Recentemente, foi noticiado que Tatá Werneck congelaria óvulos para ter outro filho mais adiante. Vitti comenta:

  • Ela não congelou. É uma ideia. No momento, não estou pensando nisso, não. Mal consigo dar conta de uma filha, imagina ter mais um agora (risos) . Não consigo ter filho para não estar ali presente. Só vamos ter se conseguirmos um ano livre. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Somos jovens ainda.