Reynaldo Gianecchini abre o jogo sobre paternidade e vaidade aos 51: 'Tenho medo de colocar coisas na cara, pois tive um câncer'

Reynaldo Gianecchini vive pela primeira vez a experiência de ser pai de três crianças em “Uma família feliz”, filme que estreia na próxima quinta-feira nos cinemas. No longa, um suspense dramático de Raphael Montes e direção de José Eduardo Belmonte, o ator dá vida a Vicente, marido da protagonista interpretada pela amiga Grazi Massafera. O telespectador verá o galã levando o maior jeito com criança, trocando fralda de recém-nascido e cuidando das gêmeas de 9 anos, enquanto a mulher vive o puerpério e uma depressão pós-parto. O personagem fez com que o ator de 51 anos sentisse o gostinho da paternidade. Um tema, aliás, que mexe muito com ele.

“Foi uma delícia exercitar esse lado. Eu quis viver essa paternidade que nunca vivi na vida. Esse foi um dos motivos que me fizeram aceitar esse projeto. Embora eu seja um ótimo tio e adore crianças, não tive a experiência da paternidade. Tenho muito tesão em personagens que vivem histórias diferentes da minha”, diz Giane, entregando um momento de emoção que teve com o bebê em cena: “Teve um dia que ele não parava de chorar, e eu peguei no colo e consegui fazê-lo dormir. Aquele dia me caiu uma lágrima. Comecei a chorar de emoção porque consegui fazer uma criança se acalmar e dormir”.

“Um dia, quem sabe, se eu tiver uma parceria e queira ter um filho. Essa hipótese existe, mas não é uma preocupação para mim".

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Reynaldo Gianecchini em ensaio nu — Foto: Arquivo/Divulgação

Reynaldo Gianecchini em ensaio nu — Foto: Arquivo/Divulgação

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Reynaldo Gianecchini em cena de "Verdades secretas' — Foto: Reprodução/Globo

Ator fala sobre sua sexualidade

Reynaldo Gianecchini é Vicente no filme "Uma família feliz" — Foto: Juliana Braz

Reynaldo Gianecchini é Vicente no filme “Uma família feliz” — Foto: Juliana Braz

Bastante ligado à família — o pai do ator morreu em 2011, nos braços dele, e os dois tinham se reaproximado anos antes —, Gianecchini sempre se emociona com a relação de pais e filhos. “E quando você não consegue a comunicação por alguma razão, eu acho muito sensível. Isso pega muito”, diz. E será que já passou pela cabeça do galã se tornar pai?

“Se eu for, quando eu for, se um dia vir a ser pai, eu vou ser um ótimo pai. Gosto de educar criança, tenho paciência e gosto. Mas não é uma preocupação. Filho vem de um momento, de uma decisão sua, porque você quer. No meu caso, seria se eu tivesse uma parceria muito incrível e achasse que fosse o momento. Não tenho vontade de ter um filho independente. Um dia, quem sabe, se eu tiver uma parceria e queira ter. Pode ser. Essa hipótese existe, mas não é uma grande preocupação para mim”.

Na visão do ator, o novo filme ajuda a refletir o mundo das aparências, já que mostra o lado que os personagens querem esconder. “É um filme sobre o que é escondido. É, talvez, para a gente refletir: numa sociedade onde a gente fica sempre numa máscara social, fingindo ser uma coisa, escondendo de verdade o que a gente sente, quem a gente é”, analisa.

E Giane sabe muito bem quem é e o que quer. Nos últimos anos, ele tem sido visto em papéis desafiadores, que exigem uma entrega que vai além da vaidade. Como o Matias Carneiro, um abusador de mulheres em “Bom dia Verônica”, série em que gravou ainda uma cena de beijo com Rodrigo Santoro. O ator também protagonizou a peça “A herança”, com a temática LGBTQIA+.

“Hoje em dia, penso muito em me desafiar em lugares em que eu não me desafiei. E isso tem a ver menos com o personagem e mais com outras formas de atuação em outras narrativas. Sempre fiz uma novela e uma peça. No teatro, tive a oportunidade de fazer personagens bem diferentes que fogem um pouco da figura do galã. Na televisão, fiquei mais ou menos naquela zona de galã e alguns anti-heróis. Acho que tive boas oportunidades na televisão. Mas agora eu busco me exercitar em outras experiências que não na novela. Essa fase, para mim, já passou um pouco. Quero fazer coisas mais curtas, personagens com outras narrativas, e ainda sobra tempo para você viver um pouco. Estou nessa de deixar ver como os novos desafios vão me tirar da zona de conforto”.

“Estou num desafio gigante, que me tira da zona de conforto: dançar num salto 15 para viver uma drag no teatro."

A próxima missão será encarnar Mitzi/Tick, uma das drag queens protagonistas do musical “Priscilla, Rainha do Deserto”, que estreia 7 de junho, em São Paulo. Como em todos os trabalhos, o ator tem mergulhado de cabeça no projeto. Só que agora o desafio é outro.

“A arte drag é umas das coisas mais legais, difíceis e complexas. É uma arte linda que quero exaltar. Elas são muito completas, têm humor, são engraçadas, mudam a cara, têm aqueles figurinos exuberantes. Elas cantam, dançam, é um universo de um artista de uma grandeza gigante. Não é só dançar, é dançar num salto 15. Tenho muito respeito pelo meu trabalho e quero sempre engrandecer os personagens que faço”, adianta ele.

Reynaldo Gianecchini será encarnar Mitzi/Tick, uma das drag queens protagonistas do musical “Priscilla, Rainha do Deserto” — Foto: Divulgação

Reynaldo Gianecchini será encarnar Mitzi/Tick, uma das drag queens protagonistas do musical “Priscilla, Rainha do Deserto” — Foto: Divulgação

“Estou amando esse meu processo de amadurecimento. Me sinto infinitamente melhor de quando eu era jovem.

O ator tem vencido obstáculos e dedicado boa parte do tempo ao novo projeto, com aulas de canto e dança. O tempo, aliás, é algo com o qual ele lida muito bem.

“Estou amando esse meu processo de amadurecimento. Me sinto infinitamente melhor do que quando eu era jovem. Claro que tento me cuidar. Quero estar bem dentro da minha idade. Mas não quero parecer que eu tenho 30 anos. Não me recuso a envelhecer. Cuido muito da minha alimentação, estou sempre em atividade física e, mais que tudo, eu cuido da minha cabeça. Já foi lindo ser jovem, cheio de colágeno na cara e cheio de disposição para fazer dez coisas ao mesmo tempo. Agora estou numa fase em que você escolhe melhor, você quer as coisas com mais qualidade e quer se desafiar mais, porque hoje você não está tão preocupado em agradar nem provar nada para ninguém. Você só quer se desafiar e ter o prazer de trabalhar e fazer coisas novas. Ter o prazer de se renovar no que você já estacionou ali numa zona de conforto. Esse é o meu prazer. Nunca me senti tão bem”.

“Jamais mudaria meu rosto.”

Giane revela ser adepto a procedimentos estéticos não invasivos e diz que jamais se submeteria a harmonização facial.

“Eu jamais gostaria de mudar meu rosto. Tenho muito medo de colocar coisas na cara, já que eu tive um câncer. Não gosto de elementos estranhos, muita química. Tenho pavor disso. Tenho pavor de cirurgia, de procedimento invasivo. Isso eu não fiz. Acho que hoje em dia tem uma tecnologia muita boa e no processo de estimular colágeno e evitar o envelhecimento, que as células não envelhecem tão rápido. Isso eu acho legal. Enquanto tem essa tecnologia para prevenir e não deixar envelhecer tão rápido, eu acho bacana”.

Reynaldo Gianecchini e Grazi Massafera em cena de ‘Uma família feliz’ — Foto: Divulgação

Reynaldo Gianecchini e Grazi Massafera em cena de ‘Uma família feliz’ — Foto: Divulgação

Elenco de ‘Uma família feliz’ com o roteirista Raphael Montes e diretor José Eduardo Belmonte — Foto: Vicor Prata Vieira

Elenco de ‘Uma família feliz’ com o roteirista Raphael Montes e diretor José Eduardo Belmonte — Foto: Vicor Prata Vieira

Aos 51, Reynaldo Gianecchini nega harmonização e diz que rosto mudou — Foto: Globo e Reprodução/YouTube

Aos 51, Reynaldo Gianecchini nega harmonização e diz que rosto mudou — Foto: Globo e Reprodução/YouTube

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Duvido hein…

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O ruim dessa galera se assumir é que 90% das perguntas em entrevistas passam a ser sobre isso

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Não coloque coisas na cara, querido
Tá mais gato que o Rômulo Estrela que é 10 anos mais novo

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Se bem que não é possível essa testa lisinha, tem procedimento aí

e pq encheu de procedimentos, mo?

A pessoa também não sabe enganar o público

A cara tá visível kkkkkkkkkk

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é tipo se a shakira dissesse que não fez, não é sobre ter feito e exagerar, é só manter algo que já era bonito, mas o ego não deixa

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Sim kkkkkkkkkk

Tá ficando com uma boca de pato mega visível e outras coisas mais

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pior que eu to até curtindo, mas ela já tá bom de parar, a loba é linda

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se bem que, quem tem dinheiro arruma isso fácil, a madonna tava parecendo um et e depois de meses voltou com a carinha de ninfeta

Com certeza viu

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Vou adorar o discurso dele no final da estreia de priscilla

obrigado a todo o movimento LGBT que me deu espaço para fazer parte nesse papel, nesse palco, para representar voces com todo respeito pois é uma luta muito dificil, muito árdua que eu nao consigo imaginar como seja. conte comigo como um aliado de vocês.

Eu detestei a escalação dele para o papel

A produção do musical tinha que ter ido em uma pessoa desse universo e que realmente faria real sentido

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Sim, parece que tentam resumir o artista a sexualidade.

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eu esqueço que vc é hetero
a problematica é pior renan, ele faz parte mas ele diz que nao faz parte pra nao sujar a imagem

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Eu já tinha lido a entrevista em que ele diz isso e honestamente só por essa entrevista e declaração ruim que a escolha dele é sim questionável mesmo ele sendo desse universo

É horrível ver que a pessoa não quer ser associado a união LGBTQIA+ mas aceita fazer um musical com a tematica em que aonde ele que não quer aceitar isso mas tira a oportunidade de outras pessoas talentosas brilharem em um papel bem marcante

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@Guto qual procedimento de colágeno ele se refere?

Gente, não tinha visto

Que estrago.

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Tá parecendo o Fofão