SHARK TANK BRASIL: Ex-traficante encontra Deus, vira empresário e vai a reality pedir auxílio

O episódio do Shark Tank Brasil desta semana traz uma história impactante de superação. Pedro Siniscalchi, um dos empreendedores que participa do reality show do Sony Channel, conta que já foi preso por tráfico internacional de drogas. A vida dele mudou quando encontrou uma religião e se tornou empresário. Agora, ele busca ajuda financeira para fazer seu negócio decolar.

No quarto episódio da sexta temporada da atração, a empreitada apresentada por Siniscalchi e seus sócios, Marcelo Toledo e Rodrigo Leite, é um aplicativo que visa reduzir o desperdício de comida em restaurantes.

Pela plataforma, os estabelecimentos disponibilizam com descontos de 50% a 80% seus pratos e quitutes excedentes, que seriam descartados ao fim de um dia. A ideia é que os clientes aproveitem os preços mais baixos para comprarem alimentos de qualidade que seriam desperdiçados.

Durante a apresentação do empreendimento, Siniscalchi conta sua história de vida, de como chegou até ali. “Minha família tem alguns restaurantes, eu fui uma criança que teve tudo na vida, todas as oportunidades. Sobrava muito dinheiro na minha família, mas não tinha amor, que é o elo principal da vida. Eu era um adolescente depressivo, pensava em suicídio. Foi quando cedi à adicção e acabei me envolvendo com tráfico internacional de drogas”, confessa ele.

“Fui preso em São Paulo. Fiquei cinco anos preso em sete cadeias entre São Paulo e Rio de Janeiro. Saindo, eu tive um amigo que fez uma startup, quando eu estava no [regime] semiaberto ele começou a me ajudar. Eu ainda tinha muita vontade de me suicidar, de não existir mais. Um dia eu entrei no banheiro do meu quarto, pra me matar, e acabei tendo um encontro com Deus real, minha vida foi completamente transformada em um segundo”, conta.

“Eu aproveitei as chances que eu tive da startup, de conhecer o ecossistema, de ser viciado em tirar projetos do papel. Foi o que me motivou a viver novamente, esse encontro com Deus e conhecer esse mercado maravilhoso”, conclui o empreendedor.

Para ampliar o negócio do app e torná-lo mais conhecido e funcional para estabelecimentos e clientes, os participantes pedem R$ 450 mil, em troca de 15% da empresa.

Além deles, também participam desse episódio uma empreendedora que criou uma loja de decoração só com objetos em formato de coração, um animador infantil que criou um personagem, o Tubarão Martelo, e quer fazê-lo crescer no mercado audiovisual, e o criador de uma empresa que trabalha com transformação digital e consultoria a outros negócios.

Formato de sucesso em mais de 40 países, o Shark Tank Brasil exibe novos episódios toda sexta-feira, às 22h30, no Sony Channel.

O propósito de reduzir o desperdício da comida com o app é interessante, mas duvido que isso seja funcional. Quem vai querer pagar pra comer comida dessa maneira?