A pré-disposição do PSD em lançar Ronaldo Caiado candidato a presidente em uma chapa pura, ou seja, formada por dois integrantes do mesmo partido, fez com que aliados do ex-governador de Goiás passassem a sonhar com um nome para sua vice: o da apresentadora Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos.
Silvia se filiou ao PSD para concorrer a uma vaga de deputada federal por São Paulo, mas passou a ser mencionada como “um nome que seria muito bem-vindo” para ocupar a posição de vice-presidente desde que os caciques do partido disseminaram a tese de que o ideal era investir numa composição sem outros partidos. A ideia de não selar alianças não agrada a todos.
O PSD tem cerca de um minuto de tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. A coligação com uma segunda sigla na vice-presidência poderia agregar alguns segundos preciosos à exposição de Caiado.
Além de ser mulher, Silvia Abravanel é bastante conhecida nas classes C, D e E, público alvo da emissora fundada pelo pai, o SBT. Sua eventual indicação poderia não só suavizar a imagem de Caiado, muito aferrada à ideia de um político de mão pesada na segurança pública e com forte identificação com o agronegócio.
Integrantes da ala mais institucional do partido têm defendido o nome do ex-prefeito Gilberto Kassab, presidente do PSD, para a composição com Caiado. O grupo mais pragmático, porém, diz que se a opção for mesmo por uma chapa puro sangue, Silvia Abravanel poderia abrir espaços em um público onde nem Kassab nem o ex-governador circulam com desenvoltura.
