Surpresos? não: Ex-funcionários denunciam casos de machismo e homofobia na CNN Brasil

A situação parece não ser das melhores nos bastidores da CNN Brasil. Ao longo dos últimos meses, funcionários demitidos do canal de notícias têm relatado abertamente casos de machismo, homofobia e até mesmo de assédio moral, por parte de determinados diretores.

O ambiente na redação se agravou com a saída de Henri Karam, em novembro de 2020. Ele participou do processo de implantação da empresa e era um profissional bastante respeitado, que colocava ordem na casa.

Uma das fontes ouvidas pelo RD1 afirma que o começo de tudo foi bastante tranquilo e organizado, mas que não demorou muito para as coisas ficarem insustentáveis. O clima passou a ser considerado “tóxico”.

“Alguns [diretores] são extremamente machistas e homofóbicos”, declarou fonte – que terá a sua identidade preservada -, dispensada inesperadamente juntamente com outros colegas 15 dias antes do último Natal. Alguns comentários proferidos antes do fatídico dia, inclusive, causavam desconforto em funcionários da comunidade LGBTQIA+ e mulheres.

Uma outra fonte, que por sinal também ajudou a inaugurar a CNN Brasil (em março de 2020), afirmou, categoricamente, que teve síndrome do pânico após deixar o trabalho: “Trabalhávamos no esgotamento da saúde mental”. Na mesma época, havia até funcionário afastado em tratamento psicológico.

“Fábrica de insanidade” e “livramento” foram as palavras utilizadas pelo ex-contratado para retratar o ambiente da rede de notícias e a sua saída. Em contato com o RD1, a CNN Brasil negou veemente as informações.

A reportagem também apurou que, neste mesmo período, um chefe de reportagem foi demitido sob alegação de ser fonte de veículos de imprensa e isso causou a revolta das equipes. Para alguns, a situação foi considerada um grande equívoco, pois os bastidores tensos da CNN, a frequente “dança das cadeiras” e as demissões continuaram sendo escancaradas na imprensa.

Algumas demissões viraram motivo de assunto nos bastidores da CNN Brasil

Das mais recentes demissões, a de Cassius Zeilmann ainda é assunto no canal. O jornalista foi obrigado a se mudar para Brasília forçadamente. A proposta foi recebida por ele como única opção.

Ainda sobre os profissionais de vídeo, Evaristo Costa é um dos que saíram insatisfeitos com o canal.

Em entrevista para a revista IstoÉ, Evaristo confirmou que foi demitido de surpresa após férias sem aviso prévio. Logo depois, o jornalista também relatou que antes havia recebido a proposta de retornar para o Brasil e negou.

“Eu fui dispensado da forma que noticiei: descobri sozinho, assistindo à chamada da nova programação e não me vi lá. Um dia, antes de voltar das férias, liguei e disseram que não tinham mais interesse nos meus serviços, a menos que eu voltasse para o Brasil, mas isso eles sabiam que eu não aceitaria. Por isso, acredito que já estava tudo acertado entre eles”, contou o jornalista, na época.

Ainda no final de 2021, o repórter Xico Prado apareceu nas redes sociais para esclarecer a sua polêmica demissão da empresa. Ex-repórteres e produtores da CNN Brasil também não estão poupando críticas sobre como tudo desandou tão rapidamente por lá.

O que esperar das crias da Record

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