Taxa de desemprego sobe e chega a 13,6% em agosto, aponta IBGE

São 12,9 milhões sem trabalho, diz IBGE, que iniciou a pesquisa em maio. Em agosto, taxa de desemprego atingiu 13,6, com maior procura por vaga

RIO — A retomada da busca por trabalho fez com que o desemprego voltasse a subir em agosto, segundo dados da Pnad Covid, divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. Desde maio, início da pesquisa, o número de desempregados cresceu 27,6%, atingindo 12,9 milhões em agosto.

No mês passado, a taxa de desemprego subiu para 13,6%, no maior patamar desde maio. Em julho, estava em 13,1%.

A alta do desemprego era algo esperado por economistas, diante da flexibilização dos protocolos de distanciamento social por conta da pandemia de Covid-19 e arrefecimento do impacto do auxílio emergencial.

Os números indicam que mais pessoas estão procurando emprego, mas não estão encontrando. Ou seja, a procura por emprego cresce em ritmo superior ao número de pessoas empregadas, levando ao aumento da taxa de desocupação. Em agosto, o 82,1 milhões de pessoas estavam ocupadas.

Na metodologia do IBGE, é considerado desempregado apenas quem efetivamente procura emprego e não acha. Quem desiste ou suspende a busca no período coberto pela pesquisa não entra na estatística.

Por isso, muitas das pessoas que hoje buscam emprego foram demitidas na pandemia e somente agora retomam, seja por maior confiança na economia, controle da pandemia ou fim de medidas emergenciais. Entre maio e julho, segundo a Pnad Covid, mais de 2,9 milhões de pessoas perderam o emprego.

Na avaliação dos pesquisadores Maria Andreia Parente Lameiras e Marco Cavalcanti, ambos do Ipea, o desemprego deverá continuar crescente nos próximos meses, diante da redução do efeito renda positivo associado ao auxílio emergencial e da continuidade do processo de melhora nos indicadores econômicos.

Mais de 40% dos lares receberam auxílio

Em agosto, 30 milhões de domicílios brasileiros, ou 43,9% do total, receberam algum auxílio emergencial relacionado à pandemia. Isso corresponde a mais 813 mil lares beneficiados, na comparação com o mês anterior.

Com a única fonte de renda de muitas famílias ficando escassa, a tendência é que mais pessoas saiam de casa na busca por uma vaga. Na última semana de agosto, a taxa de desocupação foi de 14,3%, atingindo o ápice da série semanal.

Segundo o IBGE, ainda há 17,5 milhões de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de estar no mercado, mas não procuraram emprego por causa da pandemia ou por falta de trabalho onde vivem.

Além disso, a diminuição da vigência dos programas emergenciais relacionados à manutenção do emprego do governo federal podem impactar no mercado de trabalho. Levantamento feito pela FGV mostrou que uma em cada empresas do setor de serviços avalia demitir ou até encerrar as atividades quando essas medidas forem encerradas.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid não é comparável com os dados da Pnad Contínua, considerado o indicador oficial de desemprego no país. As metodologias das duas pesquisas são distintas.

Misericórdia.

Ainda ta pouco

espero que diminua o mais rápido possivel

Tem que subir

Estou nessa estatística

quanto mais gente desempregada, mais pessoas iram ficar com fome…

Voltamos a 2014

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Que triste.

Espero que isso diminua logo. Não tem como torcer pra isso piorar por conta do bozo. Muitas pessoas estão passando fome. O Brasil voltou ao mapa da fome

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Eu não li isso. Que pensamento mesquinho e egoista. Eu também sou oposição ao governo. Mas não tem como torcer por algo que gera um impacto negativo enorme na vida das pessoas, principalmente os mais pobres. Você realmente torce pela fome e miséria das pessoas?

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A gente até torce para isso melhorar, pq a vida das pessoas é muito mais importante que derrubar o Bolsonaro. Porém temos que ser realistas, isso só tende a piorar! O governo não tem uma política pra impulsionar a criação de empregos, só sabe falar dessas reformas que não resolvem nada. Infelizmente ainda estamos muito longe do verdadeiro fundo do poço.

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Brasileiro sempre aprende dar pior maneira. Impressionante

Não tem como ter boas expectativas com esse desgoverno. Em todas as áreas, não somente economia. Porém uma coisa é não ter boas expectativas, outra é torcer para que tudo dê errado.

A inflação alta (alimentos alto) + desemprego, e tem quem tá pedindo pro barco afundar mais?
Esse pessoal já tava desempregado, o auxílio que segurou até agora.

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Podem fechar o tópico. Mataram o Timothy e o corpo já está fedendo

torço

fodase quero tudo na lama msm

Retardado

Tenso. Isso + diminuição do auxílio + 2021 = terror do Bolso