THAYLA LUZ: Atriz torce para Silvana furar olho de Letícia e ficar com Bento em Além da Ilusão

Toda vez que Silvana aparece em cena com Bento (Matheus Dias) em Além da Ilusão, um clima paira no ar, mas até o momento o escritor tem se mantido fiel à namorada, Letícia (Larissa Nunes). Intérprete da italiana, Thayla Luz torce para a personagem engatar um romance com o soldado. “Vou defender até o final”, diz a atriz de 24 anos.

A partir do capítulo desta segunda-feira (25), o núcleo da Itália da Segunda Guerra Mundial (1939-1935) viverá momentos dramáticos diante dos alemães. Em meio a um confronto, Bento será baleado e não poderá mais andar. A integrante da resistência italiana contra o fascismo cuidará do rapaz.

“Ela é a fiel escudeira dele, vai estar lá cuidando dele no hospital, fazendo de tudo por ele”, adianta Thayla. “Mas, depois, vai acontecer um negócio que vai deixar eles mais próximos”, acrescenta ela, sem entrar em detalhes sobre o acontecimento que virá em seguida.

A artista afirma que sua personagem tem sentimentos reais pelo melhor amigo de Lorenzo (Guilherme Prates) e aposta sobre o futuro do casal. “A gente vê esses olhares, que fica esse clima entre os dois. É porque já tem algo pintando ali. Ao mesmo tempo, é uma coisa que acredito que vai sendo construída aos poucos. Mas tem uma uma atração ali já desde o início.”

Para o romance entre a viúva e o fluminense vingar, o rapaz ainda precisa se resolver quanto à noiva. Já nesta semana, Bento tentará convencer o amigo a dizer para Letícia que ele morreu durante a guerra. “Eu vou defender [a Silvana] até o final. Torço muito para ela arranjar um amor, mas não necessariamente um amor romântico”, opina.

História em cena
No folhetim de Alessandra Poggi, Silvana pertence à resistência italiana, grupo de civis guerrilheiros que lutaram para libertar a Itália do fascismo de Benito Mussolini (1883-1945). Para viver a personagem fictícia, Thayla mergulhou nas aulas de italiano e assistiu a diversos documentários.

“Eu fiquei estudando desde que eu soube [que tinha sido escalada], em meados do ano passado”, destaca ela, que havia feito o teste para outro papel. A atriz também ressalta o apagamento que as mulheres da resistência sofreram na historia: “Mais ou menos 35 mil mulheres participaram disso, e elas só obtiveram reconhecimento, historiográfico mesmo, 30 anos depois”.

Thayla também vê machismo no apagamento dessas combatentes. “Quando a gente pensa em um guerrilheiro antifascista, o primeiro que vem [em mente] é um homem, né? E por que as mulheres não podem participar desse movimento? Elas tiveram um um papel muito essencial na época, mas foi pouco reconhecido. Elas ajudavam muito em todos os quesitos, e é interessante pensar nisso”, frisa.