“A direção do álbum foi realmente apenas fazer tudo o que eu quisesse fazer e ser tão ilimitada quanto possível na minha ideia do que o pop pode soar”, explica ela. “Meu sonho de ser uma estrela pop era um sonho enorme. Então, agora que minha vida inteira mudou, eu realmente queria aproveitar essa oportunidade para ser a estrela pop que a pequena Tyla queria ser. E fazer isso exatamente do jeito que ela quer!”
Para Tyla, música pop sul-africana é, simplesmente, música pop.
Enquanto crescia em Joanesburgo, a casa de Tyla estava sempre cheia de música, com os discos de seu pai tocando repetidamente. As playlists dele, que iam de músicos africanos ao R&B, hip-hop e house americanos, proporcionaram a Tyla uma verdadeira formação musical.
Isso fez com que seu gosto musical também fosse bastante diversificado: Voices, do Disclosure; The Worst, de Jhené Aiko; At Your Best (You Are Love), de Aaliyah; e Golden Lady, de Stevie Wonder, são apenas algumas das músicas que ela cita de imediato.
“Eu não era o tipo de pessoa que ficava obcecada por um único artista”, diz ela. “Mas por músicas! Eu ficava obcecada por faixas específicas. E pensava: ‘Eu queria ter feito essa música.’”
Ela também ficava hipnotizada pelo glamour do mundo do entretenimento. Sua avó era cantora e costumava contar à jovem Tyla histórias de seus primeiros anos se apresentando, quando participava de competições para ganhar cigarros.
“Eu achava aquilo uma vida tão emocionante, digna de um filme. Não era realista. E isso também foi o que me fez me apaixonar por aquilo, porque eu simplesmente amo a ideia de ter uma vida e fazer o que quiser com ela, tornando-a o seu próprio conto de fadas.”
“Quando você é uma celebridade, às vezes acaba se perdendo nisso. Você pensa que aquilo é o mundo real, mas não é”, diz ela. “Como eu pude observar a indústria de longe — muito longe, do extremo sul da África —, eu a enxergava como um universo intocável. Agora que estou dentro dela, sei a diferença. Sei o que é real e o que não é. E acho que é por isso que consigo ser mais descontraída em relação a tudo isso agora e não levar as coisas tão a sério. Porque não é tão sério assim. Existem coisas muito mais sérias acontecendo no mundo, sabe?”